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Questão de Geografia — Meio Ambiente na Geografia — FGV 2024

GeografiaMeio Ambiente na Geografia
Código
fg092511
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São Lourenço da Mata - PE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor de Geografia
Segundo relatório apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil, em 2015, o município de São Lourenço da Mata já possuía quinze áreas consideradas de alto e muito alto risco para deslizamentos ou enchentes, tendo em vista a implantação de residências em áreas urbanas não edificante. A evolução dos riscos é natural. É necessário monitorar e manter um trabalho constante para a minimização dos efeitos, na ocorrência de Desastres Naturais.Ação Emergencial para Delimitação de Áreas em Alto e Muito Alto Risco a Inundações e Movimentos de Massa - São Lourenço da Mata – PE, 2015. Disponível em: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/20040.2. Acesso em: 17 jul.2024.Quais as causas da implantação de residências em áreas urbanas não edificantes?
  1. AA presença de relevo movimentado, que apresenta resposta geomórfica similar, evoluindo para uma sequência de morros e colinas com encostas instáveis, drenado por intensa rede hidrográfica, constituem-se como causas para a ocupação desordenada.
  2. BAs causas advêm da ocupação das áreas de várzeas dos rios Capibaribe, Arantangi e Várzea do Una, datadas desde os povos originários, os Tupinambás, além da construção das barragens de Goitá e Tapacurá, tornando a área do município sujeita às inundações com as altas pluviosidades no inverno.
  3. CAs ocupações espontâneas, consideradas causas da expansão urbana, nos morros se dão geralmente a partir de invasões e de ocupações consentidas da terra. Esse tipo de ocupação ocorre de forma desordenada, já que os lotes são obtidos através de cortes para a criação do terreno plano, e sem a compactação necessária exigida.
  4. DAs áreas não edificantes do município são unidades geoambientais vulneráveis a desequilíbrios do meio ambiente produzidos por processos naturais ou pela ação do homem, recebendo um tratamento específico dos agentes públicos, causando o processo de ocupação humana.
  5. EHistoricamente, apontam-se como causas a exploração das terras agricultáveis por plantio de cana-de-açúcar e engenhos, exploração demasiada do “Pau-brasil” em áreas de Mata Atlântica, ocupação desordenada das áreas de “mares de morros”, resultando em áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos.
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GabaritoC — As ocupações espontâneas, consideradas causas da expansão urbana, nos morros se dão geralmente a partir de invasões e de ocupações consentidas da terra. Esse tipo de ocupação ocorre de forma desordenada, já que os lotes são obtidos através de cortes para a criação do terreno plano, e sem a compactação necessária exigida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ocupação de áreas de risco: causas da urbanização desordenada

Gabarito: letra C. A implantação de residências em áreas urbanas não edificantes decorre, fundamentalmente, de ocupações espontâneas e desordenadas, que se dão por invasões ou ocupações consentidas da terra, com cortes no terreno para criar superfícies planas sem a devida compactação — exatamente o que descreve a alternativa C. As demais alternativas confundem as causas da ocupação com as características físicas do relevo, com o histórico de ocupação da várzea ou com consequências do processo, e não respondem diretamente à pergunta sobre as causas da ocupação.

A questão trata de um fenômeno típico da urbanização brasileira: a ocupação de áreas de risco (encostas íngremes, margens de rios, áreas de proteção permanente) por populações de baixa renda, que não têm acesso ao mercado formal de terras. Esse processo é conhecido como ocupação espontânea ou favelização, e ocorre quando o poder público não oferece alternativas habitacionais adequadas, levando a população a ocupar terrenos públicos ou privados ociosos, muitas vezes em áreas ambientalmente frágeis e legalmente não edificantes.

A causa da ocupação não é o relevo movimentado em si, nem a presença de rios, nem o histórico de exploração econômica — esses são fatores que tornam a área vulnerável ou que explicam a localização do risco. A causa é a necessidade de moradia aliada à falta de fiscalização e de políticas públicas de habitação. A ocupação desordenada se caracteriza pela ausência de planejamento: os lotes são obtidos por meio de cortes no terreno (para criar superfícies planas) e sem a compactação necessária, o que aumenta a instabilidade das encostas e o risco de deslizamentos.

A banca explora a confusão entre causa e condicionante física: o relevo, a hidrografia e o histórico de uso são fatores que tornam a área vulnerável, mas não são a causa da ocupação. A causa é social e econômica — a falta de acesso à terra urbanizada e regular. Essa distinção é essencial para responder corretamente.

Ocupação de áreas não edificantes
  • 1Causa (social/econômica)
    • Necessidade de moradia
    • Falta de políticas públicas
    • Ocupação espontânea
      • Invasões
      • Ocupações consentidas
      • Cortes no terreno sem compactação
  • 2Condicionante (física/natural)
    • Relevo movimentado
    • Encostas instáveis
    • Rede hidrográfica
    • Histórico de exploração
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa descreve características físicas do relevo (relevo movimentado, encostas instáveis, rede hidrográfica) como se fossem causas da ocupação. Na verdade, essas são condicionantes naturais que tornam a área vulnerável a deslizamentos e enchentes, mas não explicam por que as pessoas ocupam essas áreas. A causa é a necessidade de moradia e a falta de alternativas habitacionais, não o relevo em si.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa menciona a ocupação histórica das várzeas dos rios e a construção de barragens, mas isso não responde à pergunta sobre as causas da implantação de residências em áreas não edificantes. A ocupação das várzeas é um fato histórico, mas a causa da ocupação desordenada é a pressão social por moradia, não a presença dos rios ou das barragens. Além disso, a alternativa não aborda o processo de ocupação espontânea e desordenada, que é o cerne da questão.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa identifica corretamente as ocupações espontâneas como causa da expansão urbana em áreas de risco. Ela descreve o processo: invasões e ocupações consentidas da terra, de forma desordenada, com cortes no terreno para criar superfícies planas e sem a compactação necessária. Isso corresponde exatamente ao fenômeno da ocupação de áreas não edificantes, que ocorre pela necessidade de moradia e pela falta de fiscalização, e não por fatores naturais.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa define áreas não edificantes como unidades geoambientais vulneráveis e afirma que elas recebem tratamento específico dos agentes públicos, o que causaria a ocupação humana. Isso é um contrassenso: o tratamento específico (como a fiscalização e a restrição de uso) não causa a ocupação; ao contrário, a ocupação ocorre apesar desse tratamento, pela falta de alternativas habitacionais. A alternativa inverte a relação de causa e efeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa traz um histórico de exploração econômica (cana-de-açúcar, pau-brasil, Mata Atlântica) e características do relevo (mares de morros, vales profundos), mas não responde à pergunta sobre as causas da implantação de residências. Esses fatores explicam a configuração do relevo e o uso histórico da terra, mas não a ocupação desordenada atual. A causa é a pressão social por moradia, não o histórico de exploração.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir causa com condicionante física. As alternativas A, B e E descrevem características do relevo, hidrografia e histórico de uso, que são fatores que tornam a área vulnerável, mas não são a causa da ocupação. A causa é social: a necessidade de moradia e a falta de políticas públicas. Fique atento: a pergunta é "quais as causas da implantação de residências", não "quais fatores tornam a área vulnerável".

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre ocupação de áreas de risco, lembre-se: a causa é sempre social e econômica (falta de moradia, desigualdade, especulação imobiliária), enquanto as características físicas (relevo, rios, solo) são condicionantes que explicam a vulnerabilidade, não a ocupação. Na prova, identifique se a alternativa fala de "causa" ou de "condicionante" — isso resolve a questão.

Gabarito: letra C

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