Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2024
Português›Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg092616
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São Lourenço da Mata - PE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor de Língua Portuguesa
No que se refere ao ensino de produção de gêneros orais, a proposta de atividade
Atrata a oralidade como mero pretexto para ensino de produção de textos escritos, ainda que questões de variação de registro tenham sido consideradas.
Bpropõe a oralização de textos escritos memorizados, sem, contudo, abordar aspectos típicos da comunicação oral que estão ausentes na linguagem escrita.
Cconsidera o oral como objeto didático e trabalha aspectos paralinguísticos, como entonação e pausa, a partir de um gênero da esfera pública.
Dfavorece uma reflexão sobre variedades da língua, na medida em que apresenta a informalidade como típica dos gêneros orais.
Evisa desenvolver as competências argumentativas, visto que propõe debates entre os estudantes que apresentam a notícia e o restante da sala.
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GabaritoC — considera o oral como objeto didático e trabalha aspectos paralinguísticos, como entonação e pausa, a partir de um gênero da esfera pública.
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Ensino de gêneros orais: análise da proposta didática
Gabarito: letra C. A proposta considera o oral como objeto didático e trabalha aspectos paralinguísticos (entonação e pausa) a partir de um gênero da esfera pública – o noticiário radiofônico. Isso está explícito no texto quando se orienta: “Trabalhem a entonação da voz, destacando as informações principais” e “Ele faz pausas longas ou breves?”. A atividade não reduz a oralidade a pretexto, nem se limita à oralização de texto escrito, tampouco aborda informalidade ou debate.
Comando e método
A questão pede interpretação: “No que se refere ao ensino de produção de gêneros orais, a proposta de atividade”. É preciso captar o tratamento dado à oralidade no texto-base. A proposta descreve etapas que vão da produção escrita de notícias à análise de um noticiário oral e, por fim, à transmissão pelos alunos. Durante a análise, faz perguntas focadas em elementos exclusivos da fala: tom de voz, pausas, entonação. Isso mostra que o oral é o objeto central, não mero apoio.
Ensino de gêneros orais
1Oral como objeto didático
Aspectos paralinguísticos
Entonação
Pausa
Tom de voz
Gênero da esfera pública
Noticiário radiofônico
2O que NÃO é
Mero pretexto para escrita
Oralização de texto memorizado
Informalidade como típica
Debate argumentativo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
“trata a oralidade como mero pretexto para ensino de produção de textos escritos, ainda que questões de variação de registro tenham sido consideradas.”
Erro: contradiz o texto e acrescenta opinião. A proposta não usa a oralidade como pretexto; ao contrário, a produção escrita (as três notícias) é um ponto de partida para, depois de ouvir e analisar o noticiário, revisá‑las “tendo em vista a adequação às características do gênero e a alguns dos elementos observados no noticiário”. O foco final é a transmissão oral, que demanda entonação, pausa e tempo de fala. Não há menção a “variação de registro”. A banca generaliza indevidamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“propõe a oralização de textos escritos memorizados, sem, contudo, abordar aspectos típicos da comunicação oral que estão ausentes na linguagem escrita.”
Erro: contradiz o texto. A proposta aborda explicitamente aspectos típicos da oralidade, como entonação, pausa e tom de voz. Transcrevendo: “Como é o tom de voz do locutor: sempre o mesmo ou há variação? Ele faz pausas longas ou breves?”. Além disso, os alunos ensaiam “a entonação da voz”. Logo, a afirmação de que “não aborda” é falsa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“considera o oral como objeto didático e trabalha aspectos paralinguísticos, como entonação e pausa, a partir de um gênero da esfera pública.”
Sustentação no texto: a atividade gira em torno do gênero noticiário radiofônico (esfera jornalística, pública). Os alunos ouvem e analisam um noticiário, observando entonação, pausas, tom de voz – todos aspectos paralinguísticos. Depois, revisam suas notícias e as apresentam oralmente, trabalhando “a entonação da voz, destacando as informações principais”. O oral é objeto de ensino, não mero veículo. A alternativa é uma paráfrase fiel.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“favorece uma reflexão sobre variedades da língua, na medida em que apresenta a informalidade como típica dos gêneros orais.”
Erro: extrapola e acrescenta opinião. Em nenhum momento o texto menciona variedades linguísticas, nem afirma que a informalidade é típica de gêneros orais. A proposta foca em características estruturais e paralinguísticas, não em registro. A banca tenta associar o oral à informalidade, mas isso não está no texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“visa desenvolver as competências argumentativas, visto que propõe debates entre os estudantes que apresentam a notícia e o restante da sala.”
Erro: extrapola e contradiz o texto. A proposta não prevê debates; a etapa final é a transmissão do jornal, com âncora e repórteres, sem interação argumentativa com a plateia. O texto diz: “Para a transmissão do jornal, a turma deve escolher um âncora, que vai abrir e fechar o noticiário, e os repórteres, que apresentarão as notícias”. Não há debate. A banca inventa uma competência ausente.
NÃO CAIA NESSA!
As alternativas A, D e E extrapolam ao atribuir à proposta finalidades ou características que o texto não menciona (variação de registro, informalidade, debate argumentativo). A alternativa B contradiz o que está escrito. A correta, C, é a única que se limita ao que o texto efetivamente propõe.