Ensino de língua materna e desigualdades
Gabarito: letra E. A autora defende o ensino do dialeto de prestígio como instrumento de luta contra as desigualdades, mas sem exigir que as camadas populares abandonem suas próprias variedades linguísticas. A passagem-chave é: "não para que se adaptem às exigências de uma sociedade que divide e discrimina, mas para que adquiram um instrumento fundamental para a participação política e a luta contra as desigualdades sociais."
Alternativa A — ❌ Incorreta
A autora não considera o ensino da variedade padrão como preconceito linguístico; pelo contrário, ela o defende como um direito e um instrumento de empoderamento. A alternativa extrapola ao imputar à autora uma visão que ela não expressa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto afirma explicitamente que as camadas populares devem "apropriar-se do dialeto de prestígio" e "dominá-lo". Logo, a autora não se opõe ao ensino da norma culta; ela o defende com um objetivo específico. Contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A autora não estabelece uma distinção rígida entre "língua" (norma-padrão) e "dialetos" (variedades não-padrão). Ela usa o termo "dialeto de prestígio" para se referir à variedade padrão, mas não faz a oposição sugerida. A alternativa generaliza indevidamente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto defende o ensino do dialeto de prestígio (variedade padrão), e não das variedades não-padrão. A alternativa troca o objeto do ensino: o que a autora considera essencial é a apropriação da variedade padrão, não das não-padrão.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A autora afirma que o ensino da variedade padrão é essencial ("fixa-se como objetivo levar os alunos... a dominá-lo") e deixa claro que isso não significa abandonar as próprias variedades ("não para que se adaptem... mas para que adquiram um instrumento"). A alternativa parafraseia corretamente a tese do texto.
Gabarito: letra E