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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg092885
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Vitória - ES
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Guarda Municipal de Vitória
Em Sermão do Mandato, padre Antônio Vieira diz: “O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há de ter porquê, nem para quê”.Assinale a alternativa que melhor explica a argumentação contida no trecho.
  1. AHá uma argumentação sustentada por meio de analogias.
  2. BRecorre-se aos fatos para se buscar o convencimento.
  3. CChega-se à conclusão por meio de lógica implicativa.
  4. DA persuasão ocorre a partir de um pensamento indutivo.
  5. EQuestionam-se as premissas para se obter uma conclusão verdadeira
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Chega-se à conclusão por meio de lógica implicativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estratégia Argumentativa no Sermão do Mandato

Gabarito: letra C. A argumentação de Vieira consiste em um raciocínio lógico-dedutivo que utiliza condicionais ("Se amo...") para implicar uma conclusão sobre a natureza do "amor fino", caracterizando a lógica implicativa.

"O amor fino não busca causa nem fruto. Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há de ter porquê, nem para quê".

O autor estabelece duas premissas condicionais: (1) se amo por ser amado, então o amor tem causa; (2) se amo para ser amado, então o amor tem fruto. A partir disso, conclui que o amor fino (verdadeiro) não pode ter causa nem fruto, ou seja, não deve ter "porquê" nem "para quê". Esse encadeamento lógico de "se... então" leva a uma conclusão necessária, que é a essência da lógica implicativa.

Estratégia Argumentativa

Descrição no Trecho

Relação com o Texto

Conclusão

Lógica Implicativa (C)

Uso de condicionais ("Se amo...") para deduzir uma conclusão necessária

"Se amo, porque me amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto" → "amor fino não há de ter porquê, nem para quê"

O raciocínio parte de premissas (causa/fruto) e implica logicamente a definição de amor fino

Analogia (A)

Comparação entre elementos semelhantes

Não há paralelo analógico no texto

❌ Incorreta: o texto usa condicionais, não analogia

Apelo a Fatos (B)

Uso de evidências empíricas para convencer

O texto é conceitual, sem fatos concretos

❌ Incorreta: foge ao tema (fatos não estão presentes)

Indução (D)

Generalização a partir de casos particulares

O movimento é dedutivo (premissas gerais → conclusão particular)

❌ Incorreta: troca indução por dedução

Questionamento de Premissas (E)

Contestação das bases do argumento

As premissas são aceitas, não questionadas

❌ Incorreta: a conclusão decorre por implicação, não por refutação

Alternativa A — ❌ Incorreta

A argumentação não se baseia em analogias (comparações entre elementos semelhantes). Vieira usa condicionais lógicas, não paralelos analógicos. Erro: troca de conceito (confunde analogia com implicação lógica).

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não recorre a fatos empíricos; é puramente conceitual e lógico. A persuasão não se dá por fatos, mas por raciocínio. Erro: fuga ao tema (traz elemento estranho "fatos").

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, o trecho estrutura-se com premissas condicionais que implicam uma conclusão, caracterizando a lógica implicativa.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Pensamento indutivo parte de casos particulares para uma generalização. Aqui, o movimento é dedutivo: das premissas gerais (definição de amor) para a conclusão particular. Erro: troca de conceito (indução x dedução).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não há questionamento das premissas; as premissas são aceitas e delas se extrai a conclusão. A conclusão é obtida por implicação, não por contestação. Erro: troca de conceito (questionar premissas é próprio da refutação, não da implicação).

Gabarito: letra C

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