Pular para o conteúdo principal

Questão de História — História do Brasil — FGV 2024

HistóriaHistória do Brasil
Código
fg093211
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Vitória - ES
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
PEB III - História
A Folha de São Paulo, ao publicar o editorial da “ditabranda” passa de apoiador do golpe e da Operação Bandeirantes; passando por arauto das democracias nos anos 1980, até propor, vinte anos depois, que se esqueça da existência de uma ditadura no Brasil. Não é propriamente um esquecimento, mas um ocultamento, uma reinterpretação histórica.” Os jornais registram a História, são fontes essenciais para os historiadores. O que quero ressaltar é seu papel de formador moral e intelectual ao construir uma memória que interessa à sua história, que busca que se torne real a todos.(SILVA, Carla Luciana. Imprensa e construção social da “ditabranda. In: MELO, Demian Bezerra (org). A miséria da historiografia: uma crítica ao revisionismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2014, p. 196)Um professor de História seleciona o trecho acima para planejar uma aula sobre os significados do regime civil-militar.Nesse sentido o documento acima é adequado, pois é representativo de
  1. Adisputa de memórias.
  2. Bconsenso historiográfico.
  3. Cconcepção historiográfica tradicional.
  4. Dafastamento do historiador de sua dimensão pública.
  5. Eneutralidade do saber histórico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — disputa de memórias.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imprensa e disputa de memórias na ditadura militar brasileira

Gabarito: letra A. O trecho denuncia o papel do jornal Folha de São Paulo em ocultar e reinterpretar a ditadura, evidenciando uma disputa de memórias — conceito historiográfico que analisa como diferentes grupos constroem narrativas concorrentes sobre o passado. O documento é adequado exatamente por exemplificar esse conflito de interpretações.

A questão testa a compreensão do conceito de "disputa de memórias", central na historiografia contemporânea, em contraste com noções ingênuas de neutralidade ou consenso.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa captura com precisão a ideia central do texto: o editorial da "ditabranda" é apresentado como parte de uma luta simbólica pela memória do regime militar. A autora critica a tentativa de "esquecimento" e "ocultamento", demonstrando que há interesses em jogo na construção do passado — exatamente o que caracteriza uma disputa de memórias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não expressa consenso, mas sim conflito entre versões históricas. "Consenso historiográfico" seria um acordo entre historiadores, o que está ausente no fragmento — ao contrário, a autora questiona a narrativa hegemônica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A "concepção historiográfica tradicional" geralmente busca uma narrativa única e objetiva. O texto, porém, adota uma perspectiva crítica, mostrando que a imprensa age de forma parcial na construção da memória, o que se alinha à historiografia contemporânea, não à tradicional.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O historiador não se afasta de sua dimensão pública; pelo contrário, o texto é um exemplo de engajamento intelectual, pois denuncia a manipulação da memória e defende que se reconheça o caráter ditatorial do regime.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ideia de neutralidade do saber histórico é frontalmente contestada no fragmento. A autora afirma que a imprensa "constrói uma memória que interessa à sua história", ou seja, o conhecimento histórico é intrinsecamente parcial e disputado. A alternativa nega essa premissa.

Gabarito: letra A.

Link permanente: /questoes/fg093211