Iluminismo e crítica pós-colonial
Gabarito: letra B. O texto de Kehinde Andrews afirma que "o iluminismo e o racismo não podem ser separados" e que o Iluminismo ofereceu "a estrutura de conhecimento universalista, supostamente racional e científica que sustentava a lógica colonial". Portanto, o autor defende uma abordagem crítica que reconheça essa inseparabilidade, exatamente como expresso na alternativa B.
A questão exige leitura e interpretação direta do trecho. O autor não enaltece o Iluminismo (A), não menciona integração de saberes africanos (C), não propõe revisitar seus fundamentos (D) e não sugere a Europa como modelo (E). Vejamos cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
O autor critica duramente o Iluminismo, afirmando que seus pensadores justificaram "o genocídio, a escravidão e o colonialismo". Logo, não há enaltecimento nem visão de ordem mundial justa e igualitária.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A passagem "Entender que o iluminismo e o racismo não podem ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica colonial ainda governa o mundo hoje" comprova que o autor entende ser necessária uma abordagem crítica que considere essa relação inseparável. A alternativa B parafraseia corretamente essa ideia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto não menciona a integração dos saberes africanos; pelo contrário, afirma que o Iluminismo "ofereceu a estrutura de conhecimento universalista... que sustentava a lógica colonial", ou seja, excluiu e subjugou esses saberes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O autor não propõe revisitar ou adequar o Iluminismo. Sua crítica é radical: o Iluminismo é parte do problema colonial, e não há menção a uma adaptação para o mundo não-europeu.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto critica a "arrogância dos seus pensadores" e a "suposta supremacia" ocidental. Não há sugestão de que a Europa deva retornar a um modelo civilizacional; ao contrário, o autor denuncia a lógica colonial ainda vigente.
Gabarito: letra B.