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Questão de História — Revolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo — FGV 2024

HistóriaRevolução Intelectual do século XVIII: Iluminismo
Código
fg093222
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Vitória - ES
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
PEB III - História
O mundo só vai ser igualitário na medida do conhecimento sobre o qual ele é construído. O iluminismo surgiu numa época em que a Europa havia arrasado grande parte do mundo por meio do genocídio da escravidão e estava afirmando seu domínio pela expansão colonial. A arrogância dos seus pensadores só foi possível devido à violência da primeira versão do império Ocidental. Os ‘grandes pensadores’ se viram no centro do mundo como resultado disso e teorizaram a respeito de sua aparente supremacia. Um dos seus propósitos era oferecer uma justificativa para o genocídio, a escravidão e o colonialismo que eram absolutamente indispensáveis para o progresso do Ocidente. O iluminismo foi crucial na passagem para a nova era imperialista: ele ofereceu a estrutura de conhecimento universalista, supostamente racional e científica que sustentava a lógica colonial. É uma heresia questionar os homens brancos mortos porque suas obras estão na fundação da atual ordem social injusta. Entender que o iluminismo e o racismo não podem ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica colonial ainda governa o mundo hoje.(ANDREWS, Kehinde. A nova era do Império: como o racismo e o colonialismo ainda dominam o mundo. SP: Companhia das Letras, 2023. p. 38-39)A partir da análise do texto, é correto dizer que o autor
  1. Aenaltece o iluminismo como fundamento filosófico que construiu as bases de uma ordem política mundial justa e igualitária.
  2. Bentende ser necessária uma abordagem crítica que considere as relações entre o iluminismo e o racismo como partes inseparáveis do projeto político-cultural do ocidente.
  3. Csugere uma crítica ao iluminismo por ter integrado os saberes dos povos africanos aos cânones científicos europeus.
  4. Dpropõe uma revisitação aos fundamentos epistemológicos do iluminismo de modo a adequá-lo às questões emergentes do mundo não-europeu.
  5. Esugere superar o iluminismo de modo a que a Europa retorne a sua condição de modelo civilizacional.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — entende ser necessária uma abordagem crítica que considere as relações entre o iluminismo e o racismo como partes inseparáveis do projeto político-cultural do ocidente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Iluminismo e crítica pós-colonial

Gabarito: letra B. O texto de Kehinde Andrews afirma que "o iluminismo e o racismo não podem ser separados" e que o Iluminismo ofereceu "a estrutura de conhecimento universalista, supostamente racional e científica que sustentava a lógica colonial". Portanto, o autor defende uma abordagem crítica que reconheça essa inseparabilidade, exatamente como expresso na alternativa B.

A questão exige leitura e interpretação direta do trecho. O autor não enaltece o Iluminismo (A), não menciona integração de saberes africanos (C), não propõe revisitar seus fundamentos (D) e não sugere a Europa como modelo (E). Vejamos cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

O autor critica duramente o Iluminismo, afirmando que seus pensadores justificaram "o genocídio, a escravidão e o colonialismo". Logo, não há enaltecimento nem visão de ordem mundial justa e igualitária.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A passagem "Entender que o iluminismo e o racismo não podem ser separados é o primeiro passo para avaliar de fato que a lógica colonial ainda governa o mundo hoje" comprova que o autor entende ser necessária uma abordagem crítica que considere essa relação inseparável. A alternativa B parafraseia corretamente essa ideia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto não menciona a integração dos saberes africanos; pelo contrário, afirma que o Iluminismo "ofereceu a estrutura de conhecimento universalista... que sustentava a lógica colonial", ou seja, excluiu e subjugou esses saberes.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O autor não propõe revisitar ou adequar o Iluminismo. Sua crítica é radical: o Iluminismo é parte do problema colonial, e não há menção a uma adaptação para o mundo não-europeu.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto critica a "arrogância dos seus pensadores" e a "suposta supremacia" ocidental. Não há sugestão de que a Europa deva retornar a um modelo civilizacional; ao contrário, o autor denuncia a lógica colonial ainda vigente.

Gabarito: letra B.

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