Historiografia e fontes para o estudo da escravidão
Gabarito: letra B. A entrevista com Stuart B. Schwartz defende que o historiador, a partir de documentos produzidos por não escravizados (como registros paroquiais), pode, com criatividade e perguntas adequadas, revelar aspectos humanos da escravidão, como relações sociais, alforria e compadrio – exatamente o que a alternativa B descreve. O trecho central: “Acho que a leitura dos documentos depende da habilidade do historiador, da sua imaginação, mais do que do próprio conteúdo do documento.”
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que fontes normativas (leis) permitem compreender trajetórias individuais de escravizados. Schwartz não menciona esse tipo de fonte; ao contrário, destaca registros paroquiais e a necessidade de ler documentos com perguntas que vão além do conteúdo explícito. Leis são fontes estruturais, não individuais.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde diretamente à abordagem de Schwartz: usar documentos produzidos por não escravizados (padres, senhores) para acessar dimensões sociais e humanas da escravidão, como compadrio e alforria. O historiador cita exatamente esse exemplo com os registros de batismo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora Schwartz valorize a imaginação e as perguntas do historiador, ele não defende que se possa “determinar conclusões” sobre aspectos emocionais e subjetivos. A palavra “determinar” é excessiva e não condiz com a cautela metodológica do autor, que fala em produzir informação, não em conclusões definitivas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Contraria abertamente a entrevista: Schwartz mostra que é possível analisar costumes cotidianos a partir de registros paroquiais. Ele não afirma que o historiador é incapaz; pelo contrário, apresenta exemplos concretos de como fazê-lo.
Gabarito: letra B.