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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FGV 2024

MedicinaCirurgia Geral
Código
fg094635
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Plástico
O enxerto composto condrocutâneo utilizado na reconstrução de defeitos da borda narinária de pequena extensão, tem como área doadora a cartilagem
  1. Acostal.
  2. Bheteróloga.
  3. Cseptal posterior.
  4. Dauricular.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — auricular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Enxerto composto condrocutâneo na reconstrução nasal

Gabarito: letra D. O enxerto composto condrocutâneo utilizado para defeitos de pequena extensão da borda narinária tem como área doadora clássica a cartilagem auricular (concha), pois oferece pele e cartilagem em um único bloco, com curvatura e espessura adequadas à asa nasal. As demais opções não correspondem à área doadora padrão para esse tipo de enxerto.

O enxerto composto é um tipo de enxerto que contém mais de um tecido — no caso, pele e cartilagem — retirado em bloco de uma área doadora e transferido para o defeito. Na reconstrução de defeitos da borda narinária (a asa do nariz), o enxerto composto condrocutâneo é uma técnica clássica, especialmente para perdas de pequena extensão (até cerca de 1,5 cm). A área doadora preferencial é a orelha, mais especificamente a concha auricular (ou hélice), porque a cartilagem auricular tem curvatura semelhante à da asa nasal e a pele da região é fina, o que favorece a integração do enxerto.

A escolha da área doadora não é aleatória: ela deve fornecer os dois tecidos (pele e cartilagem) com características compatíveis com o sítio receptor. A cartilagem costal, por exemplo, é usada em reconstruções maiores ou quando se necessita de cartilagem em maior quantidade e mais rígida, mas não é a primeira escolha para defeitos pequenos da borda narinária, pois exige um segundo sítio cirúrgico mais mórbido e a cartilagem costal é mais espessa e menos maleável. A cartilagem septal (do septo nasal) também é uma opção para enxertos de cartilagem, mas não é um enxerto composto condrocutâneo — o septo fornece cartilagem isolada, sem pele, e não é usado como enxerto composto para a borda narinária. A opção heteróloga (de outra espécie) não é utilizada como área doadora padrão para enxertos compostos em reconstrução nasal, pois há risco de rejeição e não oferece as mesmas vantagens do enxerto autólogo.

Na prática, o cirurgião retira um fragmento da concha auricular (pele anterior + cartilagem + pele posterior, ou apenas pele e cartilagem), modela-o para se adaptar ao defeito e o sutura na borda narinária. O sucesso depende da vascularização do leito receptor e do tamanho do enxerto — enxertos compostos maiores que 1,5 cm têm maior risco de necrose, pois dependem da difusão de nutrientes até que ocorra a revascularização.

A pegadinha da banca está em confundir a área doadora do enxerto composto (auricular) com outras cartilagens usadas em reconstrução nasal, como a costal ou a septal. A cartilagem costal é usada em reconstruções extensas (ex.: rinoplastia de aumento, reconstrução de columela), e a septal é usada como enxerto de cartilagem isolada, não como enxerto composto. Guarde a associação: defeito pequeno da borda narinária → enxerto composto condrocutâneo → concha auricular.

Enxerto composto condrocutâneo
  • 1Indicação
    • Defeito pequeno da borda narinária (até ~1,5 cm)
  • 2Área doadora clássica
    • Concha auricular (orelha)
      • Pele + cartilagem em bloco
      • Curvatura e espessura compatíveis
  • 3Outras cartilagens (não compostas)
    • Costal
      • Grande quantidade, mais rígida
      • Sem pele, maior morbidade
    • Septal
      • Cartilagem isolada, sem pele
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A cartilagem costal é uma área doadora importante em reconstrução nasal, mas não para enxertos compostos condrocutâneos de pequena extensão da borda narinária. Ela é usada quando se necessita de grande quantidade de cartilagem (ex.: reconstrução total do nariz, rinoplastia de aumento) e não fornece pele em bloco — é cartilagem isolada, sem componente cutâneo. Além disso, a morbidade do sítio doador (tórax) é maior.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Enxerto heterólogo (de outra espécie) não é a área doadora padrão para enxerto composto condrocutâneo. Enxertos heterólogos (xenoenxertos) e homólogos (aloenxertos) são usados em situações específicas, como em grandes perdas ou quando não há tecido autólogo disponível, mas não são a primeira escolha para defeitos pequenos da borda narinária, pois apresentam risco de rejeição e não têm as mesmas propriedades do enxerto autólogo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cartilagem septal posterior (do septo nasal) é uma excelente fonte de cartilagem para enxertos em rinoplastia, mas é usada como enxerto de cartilagem isolada, não como enxerto composto condrocutâneo — ela não inclui pele. Para defeitos da borda narinária que necessitam de reposição de pele e cartilagem, o enxerto composto auricular é o indicado.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A concha auricular (orelha) é a área doadora clássica para o enxerto composto condrocutâneo na reconstrução de defeitos de pequena extensão da borda narinária. Ela fornece pele e cartilagem em bloco, com curvatura e espessura compatíveis com a asa nasal, e a morbidade do sítio doador é baixa. É a opção correta.

Gabarito: letra D

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