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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2024

MedicinaPneumologia
Código
fg094644
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Plástico
A Síndrome de Poland é uma anomalia congênita com incidência que varia de 1 em 10.000 a 1 em 100.000 nascimentos. Suas características podem incluir
  1. Aa braquissindactilia contralateral.
  2. Ba prega axilar ipsilateral anterior hipertrofiada ou em duplicidade.
  3. Ca rotação do esterno.
  4. Da hipertricose axilar.
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GabaritoC — a rotação do esterno.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome de Poland: características clínicas

Gabarito: letra C. A Síndrome de Poland é uma anomalia congênita caracterizada classicamente por hipoplasia ou ausência do músculo peitoral maior (porção esternocostal), frequentemente associada a anomalias da parede torácica, incluindo rotação do esterno, além de alterações mamárias e da extremidade superior ipsilateral. A alternativa correta é a que menciona a rotação do esterno, um componente reconhecido da síndrome.

A Síndrome de Poland (ou sequência de Poland) é uma condição congênita rara, com incidência estimada entre 1 em 10.000 e 1 em 100.000 nascimentos, predominando no sexo masculino e no lado direito. A causa exata não é totalmente conhecida, mas acredita-se que resulte de uma interrupção vascular precoce (hipoplasia da artéria subclávia ou de seus ramos) durante o desenvolvimento embrionário, por volta da 6ª semana de gestação. Essa interrupção compromete o suprimento sanguíneo para os tecidos em formação, levando a um espectro de malformações que afetam principalmente a parede torácica e a extremidade superior ipsilateral.

As manifestações clássicas incluem:

  • Agenesia ou hipoplasia do músculo peitoral maior (principalmente a cabeça esternocostal), que é o achado mais constante e frequentemente o único em formas leves.

  • Anomalias da parede torácica: podem variar desde uma simples assimetria até deformidades mais complexas, como rotação do esterno, pectus excavatum (tórax escavado) ou pectus carinatum (tórax em quilha). A rotação do esterno é uma alteração estrutural que pode ocorrer, contribuindo para a deformidade torácica.

  • Anomalias da extremidade superior ipsilateral: a mais característica é a braquissindactilia (dedos curtos e fundidos), que afeta tipicamente as falanges médias, poupando o polegar. Outras alterações incluem hipoplasia do membro, sindactilia simples, ou até mesmo ausência de dedos.

  • Anomalias mamárias: hipoplasia ou ausência da glândula mamária, do complexo aréolo-papilar, e ausência de tecido adiposo subcutâneo na região.

  • Alterações da prega axilar: a prega axilar anterior (formada pela borda lateral do peitoral maior) pode estar ausente, hipoplásica ou, em alguns casos, hipertrofiada ou duplicada — mas essa é uma variação menos comum e não é a característica mais típica.

  • Outras associações: podem ocorrer hipoplasia de costelas, escoliose, e, raramente, anomalias renais ou cardíacas.

A banca explora o conhecimento das características típicas da síndrome, exigindo que o candidato identifique qual das opções é um componente reconhecido. A rotação do esterno é uma deformidade torácica que faz parte do espectro da Síndrome de Poland, sendo a alternativa correta. As demais opções apresentam características que não são típicas ou que estão localizadas de forma incorreta (por exemplo, contralateral em vez de ipsilateral).

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato com a lateralidade e com a natureza das alterações. Na Síndrome de Poland, as anomalias são ipsilaterais (do mesmo lado da hipoplasia do peitoral), e não contralaterais. Além disso, a braquissindactilia é uma característica clássica, mas é ipsilateral, não contralateral. A prega axilar anterior pode estar alterada, mas a descrição de "hipertrofiada ou em duplicidade" é menos específica e não é a apresentação mais típica. A hipertricose axilar não é uma característica descrita na síndrome. Fique atento a esses detalhes para não cair nas armadilhas.

Síndrome de Poland
  • 1Etiologia
    • Interrupção vascular precoce
    • Hipoplasia da artéria subclávia
  • 2Achados clássicos
    • Agenesia/hipoplasia do peitoral maior
    • Anomalias da parede torácica
      • Rotação do esterno
      • Pectus excavatum
      • Pectus carinatum
    • Braquissindactilia ipsilateral
    • Anomalias mamárias
  • 3Lateralidade
    • Ipsilateral
    • Contralateral (errado)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A braquissindactilia (dedos curtos e fundidos) é uma característica clássica da Síndrome de Poland, mas é ipsilateral à hipoplasia do peitoral, não contralateral. A banca troca a lateralidade para induzir ao erro. O erro específico está no termo "contralateral".

Alternativa B — ❌ Incorreta

A prega axilar anterior pode estar alterada na Síndrome de Poland, mas a descrição de "hipertrofiada ou em duplicidade" não é a apresentação típica. Na verdade, a prega axilar anterior costuma estar ausente ou hipoplásica devido à agenesia do peitoral maior. A alternativa inverte a característica esperada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A rotação do esterno é uma deformidade da parede torácica que pode ocorrer na Síndrome de Poland, juntamente com outras alterações como pectus excavatum ou carinatum. É uma característica reconhecida da síndrome, tornando esta a alternativa correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A hipertricose axilar (aumento de pelos nas axilas) não é uma característica descrita na Síndrome de Poland. As alterações cutâneas não fazem parte do espectro típico da síndrome, que se concentra em malformações musculares, ósseas e mamárias.

Gabarito: letra C

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