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Questão de Medicina — Pneumologia — FGV 2024

MedicinaPneumologia
Código
fg094679
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Cirurgião Torácico
Associados a tumores fibrosos benignos da pleura, em alguns casos, podemos observar:I. osteo-artropatia hipertrófica.II. hipoglicemia.III. galactorreia.Está correto o que se afirma em
  1. AI e II, apenas.
  2. BII e III, apenas.
  3. CII, apenas.
  4. DI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — I, II e III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tumores fibrosos benignos da pleura: síndromes paraneoplásicas

Gabarito: letra D. Os tumores fibrosos benignos da pleura (também chamados de mesoteliomas fibrosos localizados ou fibromas pleurais) podem cursar com todas as três manifestações listadas: osteoartropatia hipertrófica, hipoglicemia e, mais raramente, galactorreia. A associação clássica é com a osteoartropatia hipertrófica e a hipoglicemia (síndrome de Doege-Potter), mas a galactorreia também é descrita como manifestação paraneoplásica, o que torna corretos os itens I, II e III.

O tumor fibroso benigno da pleura é uma neoplasia rara, originada de células mesenquimais submesoteliais, que se projeta para o espaço pleural. Apesar de ser histologicamente benigno na maioria dos casos, pode estar associado a importantes manifestações sistêmicas, chamadas de síndromes paraneoplásicas. Essas síndromes são consequência da produção de substâncias biologicamente ativas pelo tumor, e não da invasão local ou metástases.

A osteoartropatia hipertrófica é a manifestação paraneoplásica mais conhecida e frequente. Ela se caracteriza por baqueteamento digital (dedos em baqueta de tambor), periostose (espessamento do periósteo) e dor óssea, acometendo principalmente ossos longos. A patogênese envolve a produção de fatores de crescimento e citocinas pelo tumor, que estimulam o periósteo. O baqueteamento digital, por sua vez, é um sinal clínico que pode aparecer em diversas condições, como câncer de pulmão, fibrose pulmonar idiopática, cardiopatias congênitas cianóticas e, justamente, tumores pleurais.

A hipoglicemia é a segunda manifestação clássica, conhecida como síndrome de Doege-Potter. O tumor produz uma forma parcialmente processada de fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-II), chamada de "IGF-II grande", que tem efeitos semelhantes à insulina, causando hipoglicemia. Esse mecanismo é o mesmo observado em outras neoplasias de células não ilhotas, como hemangiopericitomas e carcinomas hepatocelulares. A hipoglicemia pode ser grave e recorrente, sendo um importante marcador clínico.

A galactorreia é uma manifestação mais rara, mas também descrita. O tumor pode produzir hormônios ou substâncias que estimulam a secreção de prolactina, levando à galactorreia. Embora menos frequente, é uma associação reconhecida na literatura médica, o que justifica sua inclusão na questão.

A banca explora o conhecimento das síndromes paraneoplásicas associadas a tumores pleurais. O candidato que conhece apenas as duas manifestações clássicas (osteoartropatia hipertrófica e hipoglicemia) pode marcar a alternativa A, mas a galactorreia também é uma manifestação possível, tornando a alternativa D a correta.

Síndromes paraneoplásicas
  • 1Tumor fibroso benigno da pleura
    • Osteoartropatia hipertrófica
      • Baqueteamento digital
      • Periostose
      • Dor óssea
    • Hipoglicemia (Doege-Potter)
      • IGF-II "grande"
      • Efeito insulina-like
    • Galactorreia
      • Estímulo à prolactina
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Item I — ✅ Correto

A osteoartropatia hipertrófica é uma manifestação paraneoplásica clássica dos tumores fibrosos benignos da pleura. Ela se caracteriza por baqueteamento digital, periostose e dor óssea, e sua patogênese está relacionada à produção de fatores de crescimento pelo tumor. O baqueteamento digital, em particular, é um sinal que pode ser observado em diversas condições pulmonares e pleurais, incluindo os tumores fibrosos da pleura.

Item II — ✅ Correto

A hipoglicemia é outra manifestação paraneoplásica bem documentada, conhecida como síndrome de Doege-Potter. O tumor produz IGF-II "grande", que mimetiza a ação da insulina e causa hipoglicemia. Esse mecanismo é o mesmo observado em outras neoplasias de células não ilhotas, como hemangiopericitomas e carcinomas hepatocelulares.

Item III — ✅ Correto

A galactorreia, embora mais rara, também é uma manifestação paraneoplásica descrita em associação com tumores fibrosos benignos da pleura. O tumor pode produzir substâncias que estimulam a secreção de prolactina, levando à galactorreia. Essa associação, embora menos conhecida, é reconhecida na literatura médica.

Conclusão: Corretos: I, II e III → portanto a alternativa é a letra D.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as manifestações clássicas (osteoartropatia hipertrófica e hipoglicemia) e as mais raras (galactorreia). O candidato que conhece apenas as duas primeiras pode marcar a alternativa A, mas a galactorreia também é uma manifestação possível, tornando a alternativa D a correta. Fique atento a todas as manifestações paraneoplásicas descritas, não apenas às mais comuns.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre tumores pleurais, memorize as principais síndromes paraneoplásicas: osteoartropatia hipertrófica, hipoglicemia (síndrome de Doege-Potter) e, menos frequentemente, galactorreia. Essa tríade é um clássico em provas de pneumologia e oncologia.

Gabarito: letra D

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