Ada compressão da veia renal esquerda pela artéria mesentérica superior.
Bda compressão da veia renal esquerda pelo tronco celíaco.
Cda compressão da veia renal direita pela artéria mesentérica superior.
Dda compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita.
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GabaritoA — da compressão da veia renal esquerda pela artéria mesentérica superior.
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Síndrome do Quebra-Nozes: anatomia e mecanismo
Gabarito: letra A. A Síndrome do Quebra-Nozes (Nutcracker Syndrome) ocorre pela compressão da veia renal esquerda entre a aorta e a artéria mesentérica superior (AMS), condição que leva a hematúria e dor no flanco esquerdo. A alternativa A descreve exatamente esse mecanismo: compressão da veia renal esquerda pela artéria mesentérica superior.
A Síndrome do Quebra-Nozes é uma condição vascular rara, mas importante na prática nefrológica, pois se apresenta com hematúria (macro ou microscópica) e dor no flanco esquerdo, podendo também cursar com varicocele esquerda (devido à drenagem da veia gonadal esquerda na veia renal esquerda). O nome vem da analogia com o quebra-nozes: a veia renal esquerda fica "espremida" entre a aorta (posteriormente) e a artéria mesentérica superior (anteriormente), como se fosse a noz sendo quebrada. Essa compressão aumenta a pressão venosa no rim esquerdo, levando à ruptura de vênulas no sistema coletor e, consequentemente, à hematúria.
Anatomicamente, a veia renal esquerda é mais longa que a direita, pois precisa cruzar a aorta para chegar à veia cava inferior. Ela passa entre a aorta e a artéria mesentérica superior, formando um ângulo agudo. Em algumas pessoas, esse ângulo é estreito ou a AMS tem um trajeto mais baixo, comprimindo a veia. A veia renal direita, por sua vez, é curta e desemboca diretamente na veia cava inferior, sem relação com a aorta ou a AMS — por isso a síndrome é tipicamente do lado esquerdo.
O diagnóstico é feito por exames de imagem, como ultrassonografia com Doppler, angiotomografia ou venografia, que demonstram a compressão e a dilatação proximal da veia renal esquerda. O tratamento varia desde conduta conservadora (observação, principalmente em crianças) até intervenções como stent na veia renal ou cirurgia de transposição.
A banca explora a confusão entre os vasos envolvidos: o aluno pode lembrar que há uma compressão, mas trocar a artéria mesentérica superior pelo tronco celíaco, ou trocar o lado (direita em vez de esquerda). A alternativa D descreve outra síndrome — a Síndrome de Cockett (ou May-Thurner), que envolve a veia ilíaca comum esquerda comprimida pela artéria ilíaca comum direita. Guarde a anatomia: veia renal esquerda + artéria mesentérica superior é a chave da questão.
Síndrome do Quebra-Nozes: Mecanismo (Compressão da veia renal esquerda, Entre aorta e artéria mesentérica superior); Consequências (Hematúria, Dor no flanco esquerdo, Varicocele esquerda); Diagnóstico (Doppler, Angiotomografia, Venografia); Tratamento (Conservador, Stent, Cirurgia de transposição)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve exatamente o mecanismo da Síndrome do Quebra-Nozes: compressão da veia renal esquerda pela artéria mesentérica superior. A veia renal esquerda, ao cruzar a aorta para desembocar na veia cava inferior, passa entre a aorta e a AMS; quando essa passagem é estreita, ocorre a compressão, levando à hipertensão venosa renal e às manifestações clínicas (hematúria, dor no flanco esquerdo). É o conceito clássico e a resposta correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Troca o vaso comprimidor: a compressão é feita pela artéria mesentérica superior, não pelo tronco celíaco. O tronco celíaco é um ramo da aorta abdominal que irriga órgãos do andar superior do abdome (estômago, fígado, baço), mas não tem relação anatômica com a veia renal esquerda. A banca usa esse distrator para confundir quem não domina a anatomia dos ramos da aorta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra o lado: a síndrome acomete a veia renal esquerda, não a direita. A veia renal direita é curta e desemboca diretamente na veia cava inferior, sem cruzar a aorta, portanto não há como ser comprimida pela artéria mesentérica superior. Essa alternativa inverte o lado, uma pegadinha clássica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve outra síndrome: a compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita é a Síndrome de Cockett (ou May-Thurner), que causa trombose venosa profunda do membro inferior esquerdo, não hematúria. A banca mistura duas síndromes compressivas venosas para testar se o candidato conhece a diferença entre elas.