Questão de Medicina — Angiologia — FGV 2024
- Código
- fg094713
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Cirurgião Vascular
- ACEAP 2 e CEAP 5
- BCEAP 6 e CEAP 5
- CCEAP 4 e CEAP 5
- DCEAP 5 e CEAP 6
GabaritoB — CEAP 6 e CEAP 5
Gabarito: letra B. Na classificação CEAP, o paciente com úlcera venosa aberta é classificado como C6, e o paciente com úlcera venosa cicatrizada é classificado como C5 — exatamente o que a alternativa B afirma. A distinção entre C5 e C6 é o ponto central: a presença de úlcera ativa (aberta) eleva o estágio clínico para C6, enquanto a úlcera já cicatrizada permanece em C5.
A classificação CEAP é um sistema padronizado internacionalmente para avaliar a gravidade da doença venosa crônica (DVC) e da insuficiência venosa crônica (IVC). A sigla CEAP refere-se a quatro domínios: Clínica, Etiologia, Anatomia e Patofisiologia. Na prática clínica, o componente mais utilizado é o C (clínico), que descreve as manifestações visíveis da doença, variando de C0 (sem sinais visíveis) até C6 (úlcera ativa).
A tabela abaixo resume os estágios clínicos da classificação CEAP, conforme as manifestações clínicas:
Estágio | Manifestação clínica |
|---|---|
C0 | Ausência de sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa |
C1 | Telangiectasias e/ou veias reticulares |
C2 | Veias varicosas |
C3 | Edema |
C4 | Alterações cutâneas (hiperpigmentação, eczema, lipodermatoesclerose) |
C5 | Úlcera venosa cicatrizada |
C6 | Úlcera venosa ativa (aberta) |
A lógica por trás dessa gradação é acompanhar a progressão da doença: quanto maior o número, mais grave o comprometimento. A úlcera ativa (C6) representa o estágio mais avançado, pois há perda de continuidade da pele com exposição do tecido subjacente, enquanto a úlcera cicatrizada (C5) indica que a lesão já foi reparada, embora a doença venosa de base permaneça.
Na prática, ao avaliar um paciente com úlcera venosa, o médico deve primeiro identificar se a úlcera está aberta ou cicatrizada. Se estiver aberta, classifica-se como C6; se estiver cicatrizada, como C5. Essa distinção é crucial para o acompanhamento evolutivo, pois uma úlcera que cicatriza e depois reabre muda a classificação de C5 para C6, refletindo a atividade da doença.
A pegadinha desta questão está em inverter os estágios: muitos candidatos confundem a ordem e marcam C5 para úlcera aberta e C6 para cicatrizada. A banca explora exatamente essa inversão nas alternativas D e, parcialmente, na A e C. O raciocínio correto é simples: aberta = C6, cicatrizada = C5.
A banca troca a ordem dos estágios: apresenta C5 para úlcera aberta e C6 para cicatrizada (alternativa D). Lembre-se: C6 é a úlcera ativa (aberta) e C5 é a cicatrizada. Essa inversão é clássica em provas de angiologia — fixe o par: aberta→6, cicatrizada→5.
Afirma CEAP 2 e CEAP 5. O primeiro paciente (úlcera aberta) não pode ser C2, pois C2 corresponde a veias varicosas, sem úlcera. O segundo (cicatrizada) está correto como C5, mas o primeiro está errado.
Corresponde exatamente à classificação correta: úlcera aberta = C6, úlcera cicatrizada = C5. É a única alternativa que respeita a ordem crescente de gravidade, com a úlcera ativa no estágio mais alto.
Afirma CEAP 4 e CEAP 5. O primeiro paciente (úlcera aberta) não pode ser C4, pois C4 refere-se a alterações cutâneas (hiperpigmentação, eczema, lipodermatoesclerose) sem úlcera. O segundo está correto como C5, mas o primeiro está errado.
Inverte a ordem: CEAP 5 para úlcera aberta e CEAP 6 para cicatrizada. É exatamente o oposto do correto — a banca troca os estágios para confundir o candidato.
Gabarito: letra B — úlcera aberta = C6, úlcera cicatrizada = C5.
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