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Questão de Medicina — Dermatologia — FGV 2024

MedicinaDermatologia
Código
fg094778
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Qual dos efeitos colateraisse relacionam à eficácia, quando do uso dos inibidores do fator de crescimento epidérmico.
  1. AAlopecia.
  2. BErupção acneiforme.
  3. COnicólise.
  4. DReação liquenoide.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Erupção acneiforme.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inibidores do EGFR: toxicidade dermatológica

Gabarito: letra B. O efeito colateral mais característico e relacionado à eficácia dos inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) é a erupção acneiforme, observada em 70 a 80% dos pacientes — é um marcador clínico de que o fármaco está atuando no alvo. Essa toxicidade é distinta dos efeitos da quimioterapia convencional, como alopecia, e não inclui onicólise ou reação liquenoide como manifestações típicas dessa classe.

Os inibidores do EGFR (como cetuximabe, panitumumabe, erlotinibe e gefitinibe) são agentes da terapia alvo-molecular que bloqueiam a sinalização do receptor de tirosinoquinase, essencial para a proliferação das células tumorais. Diferentemente da quimioterapia citotóxica clássica, que causa mielossupressão, náuseas, vômitos e alopecia, esses fármacos apresentam um perfil de toxicidade próprio, predominantemente dermatológico. A erupção acneiforme é a reação adversa mais frequente e, curiosamente, sua presença e intensidade correlacionam-se com melhor resposta terapêutica — por isso a questão fala em "efeitos colaterais que se relacionam à eficácia".

O mecanismo da erupção acneiforme está ligado ao papel do EGFR na homeostase da pele: o receptor regula a proliferação e diferenciação dos queratinócitos, a função dos folículos pilossebáceos e a resposta inflamatória local. Ao inibir o EGFR, ocorre inflamação folicular e formação de pápulas e pústulas, principalmente em áreas seborreicas (face, tórax e dorso), sem comedões — o que a distingue da acne vulgar. Essa toxicidade é dose-dependente e geralmente surge nas primeiras semanas de tratamento.

É importante diferenciar a erupção acneiforme dos inibidores do EGFR de outras reações cutâneas a medicamentos. A alopecia é típica da quimioterapia citotóxica, não da terapia alvo-molecular. A onicólise (descolamento da unha do leito ungueal) pode ocorrer com alguns inibidores de tirosinoquinase, mas não é a manifestação clássica e mais relacionada à eficácia dos anti-EGFR. A reação liquenoide é uma dermatose inflamatória que pode ser induzida por diversos fármacos, mas não é o efeito colateral característico dessa classe.

A banca explora exatamente a confusão entre os efeitos colaterais da quimioterapia convencional e os da terapia alvo-molecular. O candidato que memoriza apenas os efeitos gerais da quimioterapia (alopecia, mielossupressão) tende a marcar a alternativa A, mas a questão pede especificamente o efeito relacionado à eficácia dos inibidores do EGFR — e esse é a erupção acneiforme.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o efeito colateral típico da quimioterapia citotóxica (alopecia) pelo efeito característico da terapia alvo-molecular (erupção acneiforme). A alopecia é comum na quimioterapia convencional, mas não é o marcador de eficácia dos inibidores do EGFR — essa é a erupção acneiforme, presente em 70 a 80% dos pacientes.

Inibidores do EGFR
  • 1Toxicidade dermatológica
    • Erupção acneiforme (70–80%)
      • marcador de eficácia
      • pápulas/pústulas sem comedões
      • áreas seborreicas
    • Onicólise (outros TKI)
    • Reação liquenoide (outros fármacos)
  • 2Quimioterapia citotóxica
    • Alopecia
    • Mielossupressão
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alopecia é um efeito colateral clássico da quimioterapia citotóxica, que age em células de rápida divisão, incluindo os folículos capilares. Os inibidores do EGFR, por serem terapia alvo-molecular, não causam alopecia como efeito característico — essa é a distinção central que a banca explora.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A erupção acneiforme é o efeito colateral mais frequente e característico dos inibidores do EGFR, ocorrendo em 70 a 80% dos pacientes. Sua presença está diretamente relacionada à eficácia do tratamento, pois reflete a inibição do receptor na pele, sendo um marcador clínico de que o fármaco está atuando no alvo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A onicólise (descolamento da unha) pode ocorrer com alguns inibidores de tirosinoquinase, mas não é a manifestação clássica e mais relacionada à eficácia dos anti-EGFR. A toxicidade ungueal é mais associada a outros agentes alvo-moleculares, como os inibidores de múltiplas vias (sorafenibe, sunitinibe), não sendo o efeito colateral típico da classe.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A reação liquenoide é uma dermatose inflamatória que pode ser induzida por diversos fármacos, mas não é o efeito colateral característico dos inibidores do EGFR. A toxicidade dermatológica dessa classe é predominantemente a erupção acneiforme, não a reação liquenoide.

Gabarito: letra B

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