Questão de Medicina — Epidemiologia — FGV 2024
- Código
- fg094810
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Dermatologista Especialista em Hanseníase
- ABrasil.
- BFilipinas.
- CÍndia.
- DMéxico.
GabaritoD — México.
Gabarito: letra D. A espécie Mycobacterium lepromatosis foi descrita pela primeira vez no México, há cerca de 15 anos, como um novo agente etiológico da hanseníase, distinto do Mycobacterium leprae. A banca cobra um dado de conhecimento epidemiológico e microbiológico recente, e a alternativa correta é a que aponta o México como país da descrição inicial.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada classicamente pelo Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente, de multiplicação lenta e não cultivável in vitro. Por décadas, acreditou-se que o M. leprae fosse o único agente etiológico da doença. No entanto, estudos mais recentes identificaram uma segunda espécie, o Mycobacterium lepromatosis, que também é capaz de causar a hanseníase. Essa descoberta foi um marco na microbiologia médica, pois ampliou o entendimento sobre a diversidade genética e a distribuição geográfica dos agentes causadores da doença.
A descrição inicial do M. lepromatosis ocorreu em pacientes mexicanos, o que levou os pesquisadores a associarem a espécie ao México. Embora a hanseníase seja endêmica em vários países, como Índia, Brasil e Indonésia, a identificação dessa nova espécie foi um evento específico, documentado na literatura científica a partir de casos no México. É importante destacar que, no Brasil, o M. lepromatosis também já foi identificado em alguns casos, mas a descrição original da espécie não ocorreu em território brasileiro.
A questão exige do candidato o conhecimento de um fato relativamente recente da microbiologia e da epidemiologia da hanseníase. A banca explora a confusão entre os países onde a doença é endêmica (Brasil, Índia, Filipinas) e o local específico da primeira descrição da espécie. O candidato que associa a hanseníase apenas ao Brasil ou à Índia pode ser induzido ao erro, pois esses países têm alta prevalência da doença, mas não foram o berço da descoberta do M. lepromatosis.
Para fixar: o M. leprae é o agente clássico, descrito por Hansen na Noruega; o M. lepromatosis é a espécie mais recente, descrita no México. Essa distinção é o ponto central da questão e o critério que separa a alternativa correta das demais.
O Brasil é um dos países com maior número de casos de hanseníase no mundo e o M. lepromatosis já foi identificado em pacientes brasileiros, mas a descrição inicial da espécie não ocorreu no Brasil. A banca usa o Brasil como distrator por ser um país fortemente associado à doença na América Latina.
As Filipinas são um país com endemicidade relevante para a hanseníase, mas não foi lá que o M. lepromatosis foi descrito pela primeira vez. A confusão pode surgir pelo fato de as Filipinas serem um dos países com casos da doença, mas o dado específico da descrição aponta para o México.
A Índia é o país com o maior número absoluto de casos de hanseníase no mundo, o que a torna um distrator forte. No entanto, a descrição do M. lepromatosis não ocorreu na Índia; o país é endêmico, mas não é o local da descoberta da espécie.
O Mycobacterium lepromatosis foi descrito pela primeira vez no México, há cerca de 15 anos. Essa é a informação correta e o gabarito da questão. O México foi o país onde os primeiros casos associados a essa nova espécie foram identificados e relatados na literatura científica.
A banca explora a confusão entre os países com alta endemicidade da hanseníase (Brasil, Índia, Filipinas) e o local da descoberta da espécie. O candidato que associa a doença apenas aos países endêmicos pode marcar Brasil ou Índia, mas o dado específico da descrição inicial é o México. Fique atento: a questão não pergunta onde a doença é mais comum, mas onde a espécie foi descrita.
Gabarito: letra D
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