São pacientes que devem ser investigados para o diagnóstico de feocromocitoma, exceto:
AHipertensos jovens.
BPacientes com labilidade da pressão arterial.
CHistoria familiar de diabetes tipo 1.
DPacientes hipertensos, com paroxismos.
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GabaritoC — Historia familiar de diabetes tipo 1.
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Feocromocitoma: indicações de rastreamento
Gabarito: letra C. A história familiar de diabetes tipo 1 não é indicação para investigação de feocromocitoma, pois não há associação fisiopatológica entre essas condições. As demais alternativas (hipertensos jovens, labilidade pressórica e hipertensos com paroxismos) são situações clássicas em que se deve suspeitar e rastrear o tumor produtor de catecolaminas.
O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino das células cromafins da medula adrenal, produtor de catecolaminas (norepinefrina e epinefrina). Sua apresentação clássica envolve hipertensão arterial, frequentemente paroxística, acompanhada da tríade de cefaleia, palpitações e sudorese. O diagnóstico é sugerido quando a hipertensão é acompanhada por paroxismos desses sintomas, ou quando há labilidade pressórica, hipertensão de início precoce (jovens) ou história familiar de síndromes associadas, como neoplasia endócrina múltipla (NEM) tipo IIA e IIB, neurofibromatose e doença de von Hippel-Lindau.
A investigação laboratorial baseia-se na dosagem de metanefrinas plasmáticas livres ou urinárias, que são os metabólitos metilados das catecolaminas, com alta sensibilidade e especificidade. A confirmação diagnóstica é essencial porque o tumor pode causar crises hipertensivas graves, inclusive durante procedimentos cirúrgicos, com mortalidade perioperatória elevada se não diagnosticado.
A questão explora exatamente o conhecimento das situações que justificam o rastreamento. A alternativa C foge completamente desse contexto: diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que destrói as células beta pancreáticas, sem qualquer relação com a medula adrenal ou com a produção de catecolaminas. Não há recomendação em diretrizes para rastrear feocromocitoma em pacientes com história familiar de diabetes tipo 1. As demais alternativas representam cenários clínicos em que a suspeita de feocromocitoma é mandatória.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "história familiar" de uma doença associada ao feocromocitoma (como NEM, que justifica rastreamento) e "história familiar" de uma doença não relacionada (diabetes tipo 1, que não justifica). O candidato que memoriza que "história familiar" é um critério de rastreamento pode marcar a alternativa errada, sem perceber que o que importa é qual doença está na história familiar.
Rastreamento de feocromocitoma
1Indicações
Hipertensos jovens
Labilidade pressórica
Hipertensos com paroxismos
História familiar de NEM IIA/IIB
Neurofibromatose tipo 1
von Hippel-Lindau
2Não indica
História familiar de diabetes tipo 1
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Alternativa A — ✅ Correta
Hipertensos jovens são um grupo em que se deve investigar causas secundárias de hipertensão, incluindo o feocromocitoma. A hipertensão de início precoce é uma bandeira vermelha, pois a hipertensão essencial geralmente se manifesta em idades mais avançadas. O contexto menciona que "um histórico familiar de hipertensão de início precoce pode sugerir feocromocitoma como parte das síndromes de neoplasia endócrina múltipla ou paraganglioma familiar". Portanto, a alternativa está correta como indicação de rastreamento.
Alternativa B — ✅ Correta
A labilidade da pressão arterial, com amplas flutuações, é uma característica marcante do feocromocitoma. O texto de apoio descreve que "amplas flutuações da pressão arterial são características" e que a hipertensão pode ser paroxística, com picos hipertensivos alternados com momentos de pressão normal. Essa instabilidade pressórica é um forte indício de descarga catecolaminérgica tumoral e, portanto, indica a necessidade de investigação. A alternativa está correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A história familiar de diabetes tipo 1 não é indicação para rastreamento de feocromocitoma. O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que afeta o pâncreas endócrino, sem relação com a medula adrenal ou com as vias de síntese de catecolaminas. As síndromes familiares associadas ao feocromocitoma são a neoplasia endócrina múltipla (NEM) tipo IIA e IIB, a neurofibromatose tipo 1 e a doença de von Hippel-Lindau. A presença de história familiar dessas síndromes justificaria a investigação, mas não o diabetes tipo 1. Esta é a alternativa que não se enquadra como indicação de rastreamento, sendo a resposta do enunciado "exceto".
Alternativa D — ✅ Correta
Pacientes hipertensos com paroxismos são a apresentação clássica do feocromocitoma. Os paroxismos são crises de cefaleia, palpitações, sudorese e palidez, acompanhadas de picos hipertensivos. O texto de apoio afirma que "o diagnóstico deve ser sugerido quando a hipertensão for acompanhada por paroxismos de cefaleias, palpitações, palidez ou sudorese". Portanto, a alternativa está correta como indicação de rastreamento.
Gabarito: letra C — a única alternativa que não representa indicação de investigação para feocromocitoma é a história familiar de diabetes tipo 1.