Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2024

MedicinaOrtopedia e Traumatologia
Código
fg094876
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Fisiatra – Físico e Reabilitação
Os principais objetivos das órteses AFO tipo leaf spring (PLS) incluem:
  1. Apromover a dorsiflexão através do estímulo do músculo tibial anterior.
  2. Breduzir o excessivo equinismo na fase de pré balanço.
  3. Creduzir a dorsiflexão na fase de apoio intermediário.
  4. Devitar o equinismo excessivo do pé no pré posicionamento e auxiliar na liberação do pé do solo no apoio.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — evitar o equinismo excessivo do pé no pré posicionamento e auxiliar na liberação do pé do solo no apoio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Órtese AFO tipo leaf spring (PLS): objetivos funcionais

Gabarito: letra D. A órtese tornozelo-pé (AFO) tipo leaf spring (PLS) tem como principais objetivos evitar o equinismo excessivo do pé no pré-posicionamento (fase de balanço) e auxiliar na liberação do pé do solo no apoio — ou seja, controlar a queda do pé durante o balanço e facilitar o desprendimento do pé durante o apoio. As demais alternativas descrevem ações que não correspondem à função primária dessa órtese.

A AFO tipo leaf spring é uma órtese de tornozelo-pé confeccionada em material termoplástico, com uma lâmina posterior flexível que se estende da panturrilha até o pé. Diferentemente das AFOs rígidas, que bloqueiam completamente o movimento do tornozelo, a PLS permite certa flexibilidade, atuando principalmente na fase de balanço da marcha. Seu mecanismo de ação baseia-se na resistência elástica da lâmina: durante a dorsiflexão (que ocorre no final do apoio), a lâmina acumula energia; na fase de balanço, essa energia é liberada, auxiliando na dorsiflexão e evitando a queda do pé (equinismo).

Na prática, a PLS é indicada para pacientes com fraqueza do tibial anterior (como na neuropatia periférica ou após AVC) que apresentam pé caído (drop foot). Durante o balanço, o pé tende a cair em equino, arrastando no solo; a órtese impede esse equinismo excessivo, permitindo um pré-posicionamento adequado do pé para o próximo contato com o solo. Além disso, ao controlar o equinismo, ela facilita a liberação do pé do solo no início do apoio (fase de pré-balanço), melhorando a eficiência da marcha.

É importante distinguir a PLS de outras AFOs: a AFO rígida bloqueia totalmente o tornozelo, sendo usada para controle mais severo; a PLS, por ser flexível, permite alguma dorsiflexão e é mais confortável, mas não promove dorsiflexão ativa — ela apenas permite que o movimento ocorra, evitando o equinismo. A alternativa A fala em "promover a dorsiflexão através do estímulo do músculo tibial anterior", o que não é função da órtese (ela não estimula músculos, apenas controla passivamente o movimento). A alternativa B menciona "reduzir o excessivo equinismo na fase de pré-balanço", mas a fase de pré-balanço é o momento em que o pé está saindo do solo — o equinismo nessa fase é fisiológico (para impulsionar); a PLS atua mais no balanço. A alternativa C fala em "reduzir a dorsiflexão na fase de apoio intermediário", o que seria função de uma órtese que limita a dorsiflexão (como uma AFO com articulação bloqueada), não da PLS, que permite dorsiflexão.

A pegadinha da banca está em confundir as fases da marcha e o mecanismo de ação da órtese. O candidato pode pensar que a PLS "promove" dorsiflexão (como um estímulo ativo), mas ela é um dispositivo passivo que permite a dorsiflexão ao evitar o equinismo. Além disso, é preciso saber que o equinismo excessivo ocorre na fase de balanço (pré-posicionamento), não na fase de apoio.

  1. 1Apoio: lâmina acumula energia
  2. 2Balanço: libera energia
  3. 3Evita equinismo (pé caído)
  4. 4Facilita liberação do pé
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a PLS promove dorsiflexão através do estímulo do tibial anterior. A órtese é um dispositivo passivo — ela não estimula músculos. Ela atua mecanicamente, permitindo a dorsiflexão ao evitar o equinismo, mas não "promove" o movimento por estímulo muscular. O tibial anterior é o músculo que faz dorsiflexão, mas a órtese não o estimula.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Menciona "reduzir o excessivo equinismo na fase de pré-balanço". A fase de pré-balanço é o período em que o pé está se desprendendo do solo (final do apoio). Nessa fase, o equinismo é fisiológico e necessário para o impulso. A PLS atua principalmente na fase de balanço, evitando a queda do pé durante o transporte do membro. Portanto, a afirmação está incorreta por apontar a fase errada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a PLS reduz a dorsiflexão na fase de apoio intermediário. A PLS é flexível e permite a dorsiflexão — ela não a reduz. Reduzir a dorsiflexão seria função de uma órtese com articulação bloqueada ou de uma AFO rígida. Na fase de apoio intermediário, o tornozelo está em dorsiflexão controlada; a PLS não interfere negativamente nesse movimento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente os objetivos da PLS: evitar o equinismo excessivo do pé no pré-posicionamento (fase de balanço, quando o pé se prepara para o próximo contato) e auxiliar na liberação do pé do solo no apoio (facilitando o desprendimento do pé no início do apoio). Esses são os principais objetivos funcionais da órtese, que controla a queda do pé e melhora a mecânica da marcha.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/fg094876