Colite microscópica: diagnóstico e tratamento
Gabarito: letra A. O infliximabe pode ser utilizado em casos refratários de colite microscópica, mas a resposta costuma ser baixa, inferior a 50%. As demais alternativas apresentam erros conceituais: o tabagismo é fator de risco (não protetor), os subtipos são colite linfocítica e colagenosa (não eosinofílica), e a doença acomete predominantemente mulheres acima de 60 anos (não jovens).
A colite microscópica é uma causa de diarreia aquosa crônica, de natureza inflamatória, que só pode ser diagnosticada por biópsia da mucosa colônica, pois a colonoscopia macroscópica é normal. É uma condição que afeta principalmente mulheres com mais de 60 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade e sexo. A apresentação típica inclui diarreia aquosa não sanguinolenta, com mais de 10 evacuações por dia, cólicas, perda discreta de peso e sintomas noturnos.
Existem dois subtipos principais: a colite linfocítica e a colite colagenosa. A causa é desconhecida, mas há forte associação com doenças autoimunes e uso de medicamentos como inibidores da bomba de prótons e anti-inflamatórios não esteroides. O tratamento de primeira linha é a budesonida, um corticosteroide de ação local. Em casos refratários, podem ser consideradas outras opções, incluindo imunossupressores e agentes biológicos como o infliximabe, um anticorpo monoclonal anti-TNF. No entanto, a resposta ao infliximabe é limitada, com taxas de resposta inferiores a 50%, o que torna a alternativa A correta.
O tabagismo, ao contrário do que afirma a alternativa B, é um fator de risco para colite microscópica, e não um fator protetor. Essa associação é diferente da observada na colite ulcerativa, em que o tabagismo parece ter efeito protetor. A alternativa C erra ao citar a colite eosinofílica como subtipo, que não faz parte da classificação. A alternativa D erra ao afirmar que a doença acomete mulheres jovens, quando o perfil típico é de mulheres acima de 60 anos.
A distinção entre colite microscópica e outras causas de diarreia crônica, como doença inflamatória intestinal (DII), é fundamental. Na DII, a colonoscopia geralmente mostra inflamação visível, enquanto na colite microscópica a mucosa parece normal macroscopicamente, exigindo biópsias para diagnóstico. A colite microscópica é uma condição que impacta significativamente a qualidade de vida, mas tem bom prognóstico com tratamento adequado.
A pegadinha desta questão está na alternativa B, que inverte o efeito do tabagismo, e na alternativa D, que erra a faixa etária típica. A alternativa C troca o subtipo colagenosa por eosinofílica. A alternativa A, embora pareça menos intuitiva, é a correta, pois reflete a realidade da resposta limitada ao infliximabe em casos refratários.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta. O infliximabe, um agente biológico anti-TNF, pode ser considerado no tratamento de colite microscópica refratária, mas a resposta é limitada, com taxas de resposta inferiores a 50%. Essa é uma informação consistente com a literatura, que mostra eficácia modesta dos agentes biológicos nessa condição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta. O tabagismo é um fator de risco para colite microscópica, e não um fator protetor. Essa associação é diferente da colite ulcerativa, em que o tabagismo parece ter efeito protetor. A banca explora a confusão entre as duas doenças.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta. Os dois subtipos principais de colite microscópica são a colite linfocítica e a colite colagenosa, e não eosinofílica. A colite eosinofílica é uma entidade distinta, não classificada como subtipo de colite microscópica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta. A colite microscópica acomete predominantemente mulheres com mais de 60 anos, e não mulheres jovens. Embora possa ocorrer em qualquer idade, o perfil típico é de mulheres idosas.
Gabarito: letra A