O envelhecimento está associado a mudanças na composição corporal que implicam em consequências importantes para o cuidado à saúde dos idosos.Assinale a opção que indica as principais mudanças da composição corporal, presentes no envelhecimento fisiológico, que podem afetar a farmacocinética de medicamentos.
AA redução da água corporal total e da massa muscular e o aumento proporcional da gordura corporal.
BA redução do líquido intracelular e da quantidade de gordura tecidual, com aumento do líquido intravascular.
CA queda da albumina sérica, levando à redução da osmolaridade, e redução do número de hepatócitos.
DA redução da filtração glomerular, levando ao extravasamento de líquido livre para o terceiro espaço.
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GabaritoA — A redução da água corporal total e da massa muscular e o aumento proporcional da gordura corporal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Alterações da composição corporal no envelhecimento e farmacocinética
Gabarito: letra A. No envelhecimento fisiológico, ocorre redução da água corporal total e da massa muscular, com aumento proporcional da gordura corporal — alterações que afetam diretamente a farmacocinética, especialmente o volume de distribuição de fármacos. Essa é a tríade clássica descrita na literatura geriátrica e confirmada pelo conteúdo de apoio sobre alterações fisiológicas do envelhecimento.
O envelhecimento promove mudanças profundas na composição corporal que repercutem na forma como o organismo lida com medicamentos. A água corporal total diminui progressivamente — estima-se uma redução de 13 a 15% — enquanto a massa muscular declina e o tecido adiposo aumenta, com distribuição mais centrípeta. Essas alterações têm impacto direto na farmacocinética, sobretudo no volume de distribuição (Vd) dos fármacos.
Fármacos hidrossolúveis, como digoxina e lítio, tendem a apresentar concentrações plasmáticas mais elevadas no idoso, pois há menos água corporal para diluí-los. Já os fármacos lipossolúveis, como os benzodiazepínicos, tendem a se acumular no tecido adiposo aumentado, prolongando sua meia-vida e seus efeitos — fenômeno que explica a maior sensibilidade e o risco de sedação prolongada em idosos que usam essas medicações.
Além da composição corporal, outras alterações fisiológicas do envelhecimento afetam a farmacocinética: redução do fluxo sanguíneo hepático e da massa hepática (diminuindo o metabolismo de primeira passagem), declínio da taxa de filtração glomerular (reduzindo a depuração renal de fármacos) e redução da albumina sérica (aumentando a fração livre de fármacos ácidos). No entanto, a questão foca especificamente nas mudanças da composição corporal — e é exatamente a tríade "menos água, menos músculo, mais gordura" que define a alternativa correta.
A pegadinha da banca está em misturar alterações fisiológicas de outros sistemas (como a queda da albumina ou a redução da filtração glomerular) com as alterações específicas da composição corporal. A alternativa A é a única que descreve corretamente as mudanças na composição corporal que impactam a farmacocinética.
Composição corporal no envelhecimento: Água corporal total (reduz 13–15%, fármacos hidrossolúveis mais concentrados); Massa muscular; Gordura corporal (distribuição centrípeta, fármacos lipossolúveis se acumulam, meia-vida prolongada)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão as principais mudanças da composição corporal no envelhecimento: redução da água corporal total, redução da massa muscular e aumento proporcional da gordura corporal. Essas alterações afetam diretamente o volume de distribuição dos fármacos: fármacos hidrossolúveis ficam mais concentrados (menos água para diluir) e fármacos lipossolúveis se acumulam no tecido adiposo, prolongando sua ação. O conteúdo de apoio confirma: "alterações na composição corporal, com aumento das reservas de gordura e diminuição da água corporal" e "diminuição da água corporal entre 13-15%".
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa inverte completamente o padrão fisiológico. No envelhecimento, a gordura tecidual aumenta, não diminui, e o líquido intravascular não aumenta — na verdade, há redução da água corporal total. A redução do líquido intracelular é real, mas a afirmação como um todo está errada por descrever mudanças opostas às que ocorrem.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a queda da albumina sérica seja uma alteração real no idoso (com impacto na fração livre de fármacos), ela não é uma alteração da composição corporal — é uma alteração bioquímica. Além disso, a redução do número de hepatócitos, embora ocorra, também não se enquadra no conceito de composição corporal. A alternativa mistura categorias diferentes de alterações fisiológicas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A redução da filtração glomerular é uma alteração renal importante no envelhecimento, mas não é uma alteração da composição corporal. Além disso, a afirmação sobre "extravasamento de líquido livre para o terceiro espaço" não corresponde a nenhuma alteração fisiológica típica do envelhecimento — é um conceito de fisiopatologia de edema, não de senescência.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura alterações fisiológicas de diferentes sistemas (renal, hepático, bioquímico) com as alterações específicas da composição corporal. O candidato que conhece bem as alterações do envelhecimento pode se confundir e marcar a alternativa C ou D, que descrevem alterações reais, mas que não respondem ao que foi perguntado. Fique atento ao comando: a questão pede especificamente as mudanças da composição corporal que afetam a farmacocinética.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de farmacocinética no idoso, memorize a tríade: menos água, menos músculo, mais gordura. A partir dela, deduza as consequências: fármacos hidrossolúveis ficam mais concentrados (menor Vd) e fármacos lipossolúveis se acumulam (maior Vd e meia-vida prolongada).