Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são documentos que orientam o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento de doenças ou agravos à saúde no SUS. Em 2020, o medicamento dapaglifozina foi incluído no PCDT do Diabetes Melito (DM) tipo 2.De acordo com esse protocolo do Ministério da Saúde, assinale a opção que indica a recomendação para a utilização desse medicamento na DM tipo 2.
APacientes com idade igual ou menor a 60 anos e insuficiência renal que não atingiram a meta terapêutica em tratamento otimizado com metformina e mudança de hábitos de vida.
BPacientes com idade igual ou superior a 65 anos e doença cardiovascular estabelecida que não conseguiram controle adequado em tratamento otimizado com metformina e sulfonilureia.
CPacientes com idade igual ou maior a 60 anos, com taxa de filtração glomerular (TFG) < 45 mL/min/1,73m, em monoterapia ou terapia conjunta com insulina.
DPacientes com idade igual ou menor a 60 anos, assintomáticos, sem fatores de riscos, com diagnóstico recente, mas que não atingiram a meta terapêutica com as mudanças de hábitos de vida.
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GabaritoB — Pacientes com idade igual ou superior a 65 anos e doença cardiovascular estabelecida que não conseguiram controle adequado em tratamento otimizado com metformina e sulfonilureia.
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Dapagliflozina no PCDT do Diabetes Melito tipo 2
Gabarito: letra B. O PCDT do DM2 do Ministério da Saúde recomenda a dapagliflozina para pacientes com idade igual ou superior a 65 anos e doença cardiovascular estabelecida que não conseguiram controle adequado com tratamento otimizado com metformina e sulfonilureia. A alternativa B espelha exatamente os critérios de inclusão do protocolo: faixa etária, comorbidade cardiovascular e falha terapêutica prévia com a dupla metformina + sulfonilureia.
Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são documentos normativos do SUS que estabelecem critérios para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças, com base em evidências científicas e considerando eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade. A dapagliflozina, um inibidor do SGLT2 (cotransportador de sódio-glicose tipo 2), foi incorporada ao PCDT do DM2 em 2020, inicialmente para pacientes com doença cardiovascular estabelecida ou alto risco cardiovascular, e posteriormente ampliada para segunda intensificação de tratamento em pacientes de 40 a 64 anos com alto risco de desenvolver doença cardiovascular ou com DCV já estabelecida.
A lógica da recomendação é clínica e farmacológica: a dapagliflozina reduz a reabsorção renal de glicose, promovendo glicosúria, e demonstrou benefício cardiovascular em ensaios clínicos (como o DECLARE-TIMI 58). Por isso, o protocolo prioriza seu uso em pacientes com doença cardiovascular estabelecida — população em que o benefício é mais evidente — e que já falharam ao tratamento otimizado com as medicações de primeira linha (metformina e sulfonilureia). A idade de 65 anos ou mais é um critério adicional que reflete a população de maior risco cardiovascular e maior probabilidade de benefício com a terapia.
Na prática, o médico deve verificar se o paciente preenche os três requisitos simultaneamente: (1) idade ≥ 65 anos, (2) doença cardiovascular estabelecida, e (3) controle inadequado apesar de tratamento otimizado com metformina e sulfonilureia. A ausência de qualquer um desses critérios exclui a indicação pelo protocolo. As demais alternativas distorcem esses critérios — trocam a idade, a comorbidade, a TFG ou a terapia prévia — e é exatamente nesses detalhes que a banca constrói os distratores.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os critérios do protocolo para confundir. Aqui, ela troca a idade (≥ 65 anos por ≤ 60 anos), a comorbidade (doença cardiovascular por insuficiência renal), a terapia prévia (metformina + sulfonilureia por metformina isolada ou insulina) e até o limiar de TFG (45 mL/min por outros valores). O candidato que decora apenas "dapagliflozina para DM2 com doença cardiovascular" pode marcar a alternativa C, que mistura critérios de outros contextos. Fique atento aos três pilares: idade, comorbidade e falha terapêutica prévia.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra ao fixar a idade em igual ou menor a 60 anos e a condição em insuficiência renal. O protocolo não condiciona o uso da dapagliflozina à insuficiência renal como critério de inclusão — na verdade, a dapagliflozina é contraindicada em TFG muito baixa (geralmente < 25-30 mL/min/1,73m²) e o benefício cardiovascular é o foco. Além disso, a idade correta é igual ou superior a 65 anos, não menor ou igual a 60. A falha terapêutica com metformina e mudança de hábitos de vida também não é o critério — o protocolo exige falha com metformina e sulfonilureia.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz fielmente os critérios do PCDT: idade igual ou superior a 65 anos, doença cardiovascular estabelecida e controle inadequado com tratamento otimizado com metformina e sulfonilureia. Cada termo da alternativa corresponde a um requisito do protocolo: a faixa etária, a comorbidade que define a priorização do benefício cardiovascular e a falha terapêutica com a dupla de primeira linha. É a única opção que combina corretamente os três elementos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erra ao estabelecer TFG < 45 mL/min/1,73m² como critério e ao permitir uso em monoterapia ou com insulina. A dapagliflozina não é recomendada como monoterapia no PCDT — ela é uma opção de segunda ou terceira linha, após falha com metformina e sulfonilureia. Além disso, o limiar de TFG citado não corresponde ao critério de inclusão do protocolo; na verdade, valores baixos de TFG reduzem a eficácia do medicamento e podem contraindicar seu uso. A idade também não é mencionada como "igual ou maior a 60 anos" — o critério é ≥ 65 anos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra ao descrever o paciente como assintomático, sem fatores de risco, com diagnóstico recente. O protocolo reserva a dapagliflozina para pacientes com doença cardiovascular estabelecida — ou seja, com fator de risco major — e que já falharam ao tratamento otimizado. Paciente assintomático, sem fatores de risco e com diagnóstico recente seria candidato a metformina e mudança de hábitos de vida, não a dapagliflozina. A idade "igual ou menor a 60 anos" também inverte o critério correto (≥ 65 anos).
Gabarito: letra B — a única que combina corretamente idade ≥ 65 anos, doença cardiovascular estabelecida e falha com metformina + sulfonilureia.