O crescente número de idosos portadores de dependência funcional e doenças crônicas não transmissíveis, resultante da transição demográfica e epidemiológica, torna urgente a demanda de estruturação de diversas modalidades assistenciais que possam atender a esse grupo.Entre essas modalidades, as unidades do tipo hospice estão indicadas para pacientes
Aem cuidados paliativos exclusivos, centradas nas necessidades da pessoa com doença incurável, em fase avançada e em cuidados ao fim da vida.
Bportadores de transtornos mentais graves, com incapacidade funcional e/ou quando o transtorno resulta em possibilidade de causar dano físico a terceiros ou a si mesmo.
Cportadores de doenças ameaçadoras da vida, em qualquer estágio, quando a família se encontra impossibilitada psíquica, cognitiva ou socialmente aos cuidados do paciente.
Didosos, portadores de transtornos mentais e incapacidade funcional avançada, que necessitem de cuidados de enfermagem frequentes (auxiliares ou técnicos de enfermagem) para cuidados básicos de vida diária.
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GabaritoA — em cuidados paliativos exclusivos, centradas nas necessidades da pessoa com doença incurável, em fase avançada e em cuidados ao fim da vida.
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Cuidados paliativos e unidades hospice
Gabarito: letra A. As unidades do tipo hospice são modalidades assistenciais destinadas a pacientes em cuidados paliativos exclusivos, centradas nas necessidades da pessoa com doença incurável, em fase avançada e em cuidados ao fim da vida. Essa é a definição clássica de hospice: um modelo de cuidado que prioriza o conforto, o controle de sintomas e a qualidade de vida quando a cura não é mais possível, em vez de investir em tratamentos modificadores da doença.
O conceito de hospice nasce do movimento dos cuidados paliativos, que se diferencia da medicina curativa tradicional. Enquanto esta busca a remissão ou o controle da doença de base, a paliação tem como foco o alívio do sofrimento — físico, psíquico, social e espiritual — do paciente e de sua família. O hospice é a materialização desse cuidado em um ambiente específico, geralmente para a fase final da vida, quando o paciente já não se beneficia de terapias que visem à cura ou ao prolongamento artificial da vida. A filosofia do hospice é "viver o que resta da vida com dignidade e sem dor", e não "lutar contra a doença a qualquer custo".
Na prática, o hospice atua com uma equipe interdisciplinar — médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, capelães e voluntários — que elabora um plano de cuidados individualizado. O controle da dor e de outros sintomas (dispneia, náuseas, delirium, etc.) é prioridade absoluta, assim como o suporte emocional e espiritual ao paciente e aos familiares. O cuidado pode ser oferecido em unidades próprias, no domicílio ou em instituições de longa permanência, mas sempre com o mesmo princípio: a pessoa com doença incurável e avançada recebe assistência integral, centrada em suas necessidades e preferências, até o momento da morte. É importante destacar que o hospice não é um local para "desistir" do paciente, mas sim para "mudar o foco" do cuidado: da doença para a pessoa.
A distinção crucial que a questão explora é entre hospice e outras modalidades assistenciais, como as unidades de internação psiquiátrica, as instituições de longa permanência para idosos (ILPI) e os serviços de reabilitação. O hospice não se destina a pacientes com transtornos mentais graves (que necessitam de cuidado psiquiátrico especializado), nem a idosos com dependência funcional que precisam apenas de cuidados de enfermagem básicos (que podem ser atendidos em ILPIs ou no domicílio com suporte), nem a pacientes com doenças ameaçadoras da vida em qualquer estágio (que podem se beneficiar de cuidados paliativos precoces, mas não necessariamente de um hospice exclusivo). O hospice é, por definição, para a fase avançada e terminal da doença, quando a abordagem curativa não é mais razoável.
A pegadinha da banca está em confundir o hospice com outras modalidades de cuidado ao idoso ou ao doente crônico. O candidato que não domina o conceito pode ser atraído por alternativas que descrevem pacientes com demência, transtornos psiquiátricos ou dependência funcional — situações que, embora comuns na população idosa, não são a indicação específica de um hospice. A palavra-chave que separa a alternativa correta das demais é "cuidados paliativos exclusivos" e "fim da vida". Guarde essa fronteira: hospice = paliação exclusiva + doença incurável avançada + fim da vida. É exatamente nela que as alternativas se dividem.
Hospice: Indicação (Cuidados paliativos exclusivos, Doença incurável avançada, Fim da vida); Equipe interdisciplinar (Médicos, enfermeiros, psicólogos, Suporte emocional e espiritual); Locais de cuidado (Unidades próprias, Domicílio, Instituições de longa permanência); Não se confunde com (Internação psiquiátrica, ILPI (cuidados básicos), Paliação precoce (qualquer estágio))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve com precisão a indicação do hospice: pacientes em cuidados paliativos exclusivos, centrados nas necessidades da pessoa com doença incurável, em fase avançada e em cuidados ao fim da vida. O termo "exclusivos" é decisivo — indica que a abordagem curativa foi abandonada e que o foco é integralmente o conforto. O hospice é o modelo assistencial que acolhe exatamente esse perfil de paciente, oferecendo cuidado integral até o desfecho final.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve a indicação de internação psiquiátrica, não de hospice. Pacientes com transtornos mentais graves, com risco de dano a si ou a terceiros, necessitam de cuidado psiquiátrico especializado, em hospital geral ou especializado, conforme a legislação de saúde mental. O hospice não é o local adequado para esse perfil, pois sua estrutura e equipe são voltadas ao cuidado paliativo de fim de vida, não ao manejo de crises psiquiátricas agudas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta alternativa confunde hospice com cuidados paliativos em geral. Pacientes com doenças ameaçadoras da vida, em qualquer estágio, podem se beneficiar de cuidados paliativos — inclusive precocemente, associados ao tratamento curativo. No entanto, o hospice é uma modalidade específica para a fase avançada e terminal, quando a cura não é mais possível. A alternativa erra ao generalizar "qualquer estágio" e ao condicionar a indicação apenas à impossibilidade da família de cuidar, o que não é o critério definidor do hospice.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Esta alternativa descreve o perfil de pacientes que podem ser atendidos em instituições de longa permanência para idosos (ILPI) ou com cuidados domiciliares de enfermagem, não em hospice. Idosos com transtornos mentais e incapacidade funcional avançada, que necessitam de cuidados básicos de enfermagem, têm indicação de cuidado de longa duração, mas não necessariamente de cuidados paliativos exclusivos. O hospice é para pacientes com doença incurável em fase terminal, independentemente de terem ou não transtorno mental associado.