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Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — FGV 2024

MedicinaFarmacologia e Anestesiologia
Código
fg095006
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Hansenólogo
Em relação a resistência do M.leprae aos antimicrobianos usados nos esquemas PQT-U, o principal mecanismo são as mutações genéticas no bacilo nos locais onde se dá a síntese proteica dos alvos da ação dos fármacos. A resistência à sulfona está relacionada ao gene
  1. AfolP1
  2. BrpoB
  3. CgyrA
  4. DtetA
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GabaritoA — folP1

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Resistência do M. leprae aos antimicrobianos da PQT-U

Gabarito: letra A. A resistência do Mycobacterium leprae à sulfona (dapsona), um dos fármacos do esquema PQT-U, está relacionada a mutações no gene folP1. O enunciado pergunta especificamente pelo gene associado à resistência à sulfona, e o contexto técnico confirma que as principais regiões determinantes de resistência são os genes folP1, rpoB e gyrA, ligados respectivamente à dapsona, rifampicina e fluoroquinolonas.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo M. leprae, uma micobactéria de crescimento lento que afeta principalmente pele e nervos periféricos. O tratamento padrão é a Poliquimioterapia Única (PQT-U), que combina rifampicina, clofazimina e dapsona. A rifampicina é o único bactericida potente do esquema, enquanto a dapsona e a clofazimina atuam de forma bacteriostática. O monitoramento da resistência é essencial porque esses fármacos são usados há cerca de 40 anos, e o principal mecanismo de resistência são mutações genéticas em sequências específicas do bacilo que codificam os alvos de ação dos medicamentos.

A resistência à dapsona (sulfona) ocorre por mutações no gene folP1, que codifica a enzima diidropteroato sintase, alvo da dapsona na via de síntese de folato. A resistência à rifampicina está ligada ao gene rpoB, que codifica a subunidade beta da RNA polimerase, e a resistência às fluoroquinolonas (como ofloxacino) está ligada ao gene gyrA, que codifica a subunidade A da DNA girase. Esses três genes são as principais regiões determinantes de resistência estudadas no M. leprae, e a detecção é feita por técnicas de PCR e hibridização reversa.

Na prática, quando há suspeita de resistência — por exemplo, em casos de recidiva, falha terapêutica ou índice baciloscópico elevado —, o paciente é submetido à investigação laboratorial. O teste incorporado ao SUS em 2022 identifica mutações nos genes rpoB, gyrA e folP1, permitindo direcionar o tratamento de segunda linha. Por exemplo, se houver resistência à rifampicina, o esquema de segunda linha pode incluir ofloxacino, minociclina e clofazimina.

A pegadinha desta questão está em associar corretamente cada fármaco ao seu gene de resistência. O candidato pode confundir a dapsona com a rifampicina (rpoB) ou com as fluoroquinolonas (gyrA), mas a associação correta é: dapsona → folP1, rifampicina → rpoB, fluoroquinolonas → gyrA. O gene tetA, por sua vez, está relacionado à resistência a tetraciclinas, não sendo relevante para a PQT-U.

1Dapsona (sulfona)
Gene folP1
Alvo: diidropteroato sintase
2Rifampicina
Gene rpoB
Alvo: RNA polimerase
3Fluoroquinolonas
Gene gyrA
Alvo: DNA girase
4Tetraciclinas
Gene tetA
Mecanismo: efluxo
Resistência do M. leprae (PQT-U)
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Resistência do M. leprae (PQT-U): Dapsona (sulfona) (Gene folP1, Alvo: diidropteroato sintase); Rifampicina (Gene rpoB, Alvo: RNA polimerase); Fluoroquinolonas (Gene gyrA, Alvo: DNA girase); Tetraciclinas (Gene tetA, Mecanismo: efluxo)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta é a letra A, pois o gene folP1 é o responsável pela resistência à sulfona (dapsona) no M. leprae. O gene folP1 codifica a diidropteroato sintase, enzima alvo da dapsona na via de síntese de folato. Mutações nesse gene alteram a afinidade da enzima pela dapsona, conferindo resistência ao fármaco. O contexto técnico confirma que as principais regiões determinantes de resistência são os genes folP1, rpoB e gyrA, ligados respectivamente à dapsona, rifampicina e fluoroquinolonas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O gene rpoB está associado à resistência à rifampicina, não à sulfona. A rifampicina atua inibindo a RNA polimerase bacteriana, e mutações no gene rpoB, que codifica a subunidade beta dessa enzima, alteram o sítio de ligação do fármaco, conferindo resistência. Portanto, a alternativa B está incorreta porque troca o gene da resistência à rifampicina pelo da dapsona.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O gene gyrA está associado à resistência às fluoroquinolonas (como ofloxacino), não à sulfona. As fluoroquinolonas inibem a DNA girase bacteriana, e mutações no gene gyrA, que codifica a subunidade A dessa enzima, reduzem a afinidade do fármaco, conferindo resistência. Portanto, a alternativa C está incorreta porque associa o gene da resistência às fluoroquinolonas à dapsona.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O gene tetA está relacionado à resistência a tetraciclinas, não à sulfona. O gene tetA codifica uma proteína de efluxo que bombeia as tetraciclinas para fora da célula bacteriana, conferindo resistência a essa classe de antibióticos. Esse gene não é relevante para a resistência do M. leprae aos fármacos da PQT-U, que não inclui tetraciclinas. Portanto, a alternativa D está incorreta por apresentar um gene de resistência a outra classe de antimicrobianos.

Gabarito: letra A

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