A respeito da técnica de Hibridização Fluorescente in situ (FISH), é correto afirmar que
Aé capaz de detectar a amplificação ABL nas Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) de células T.
Bnão pode ser realizada na interfase nuclear.
Cé o único método fiável para a detecção de cromossomo Philadelphia.
Dé o método de escolha para a quantificação de BCR-ABL nas leucemias mieloides crônicas.
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GabaritoA — é capaz de detectar a amplificação ABL nas Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) de células T.
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Hibridização Fluorescente in situ (FISH) em Hematologia
Gabarito: letra A. A FISH é capaz de detectar a amplificação do gene ABL nas Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) de células T, pois essa técnica de citogenética molecular identifica alterações genéticas específicas, como amplificações gênicas, em células tumorais. As demais alternativas apresentam erros conceituais: a FISH pode ser realizada na interfase nuclear, não é o único método para detectar o cromossomo Philadelphia e não é o método de escolha para quantificação de BCR-ABL na LMC.
A Hibridização Fluorescente in situ (FISH) é uma técnica de citogenética molecular que utiliza sondas de DNA marcadas com fluorocromos para detectar e localizar sequências específicas de ácido nucleico em cromossomos ou núcleos celulares. Diferentemente da cariotipagem convencional, que exige células em metáfase, a FISH pode ser aplicada em células na interfase nuclear, o que a torna extremamente útil para a análise de amostras com baixo índice mitótico ou para a detecção rápida de alterações genéticas.
A técnica baseia-se na desnaturação do DNA da amostra e da sonda, seguida da hibridização (pareamento) das sequências complementares. Após a lavagem para remover sondas não ligadas, a visualização é feita por microscopia de fluorescência. As sondas podem ser classificadas em:
Sondas locus-específicas: detectam genes ou regiões cromossômicas específicas, como BCR-ABL, e podem identificar translocações, deleções ou amplificações.
Sondas centroméricas: identificam aneuploidias (alterações no número de cromossomos).
Sondas de pintura cromossômica: coram cromossomos inteiros, úteis para identificar rearranjos complexos.
A FISH é amplamente utilizada em hematologia para detectar translocações recorrentes, como t(9;22) (cromossomo Philadelphia) na LMC e na LLA, e amplificações gênicas, como a amplificação do gene ABL em algumas leucemias. No contexto da LLA de células T, a amplificação do gene ABL é uma alteração genética que pode ser identificada por FISH, sendo um marcador prognóstico e terapêutico importante.
A principal vantagem da FISH sobre a cariotipagem é a possibilidade de análise em interfase, sem necessidade de cultura celular e obtenção de metáfases. Além disso, a FISH é mais sensível para detectar alterações submicroscópicas e pode ser realizada em amostras de sangue periférico, medula óssea ou tecido. No entanto, a FISH não é o único método para detectar o cromossomo Philadelphia — a RT-PCR e a cariotipagem também são utilizadas — e não é o método de escolha para quantificação de BCR-ABL, sendo a PCR em tempo real (RT-qPCR) a técnica padrão para monitorização da doença residual mínima.
A pegadinha da banca está em associar a FISH a funções que ela não desempenha ou a limitações que ela não possui. A alternativa A é a única correta, pois a FISH é capaz de detectar a amplificação do gene ABL nas LLA de células T, uma aplicação real e relevante da técnica.
FISH (Hibridização Fluorescente in situ): O que detecta (Translocação BCR-ABL (t(9;22)), Amplificação gênica (ex.: ABL), Deleções e aneuploidias); Vantagens (Análise em interfase, Sem cultura celular, Detecta alterações submicroscópicas); Limitações (Não quantifica BCR-ABL (RT-qPCR é o padrão), Não é o único método para Philadelphia)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A FISH é capaz de detectar a amplificação do gene ABL nas Leucemias Linfoblásticas Agudas (LLA) de células T. A amplificação do gene ABL é uma alteração genética que pode ocorrer em algumas leucemias, incluindo a LLA de células T, e a FISH, com sondas locus-específicas, é uma técnica adequada para identificar essa amplificação. A FISH permite visualizar o número de cópias do gene ABL em células interfásicas ou metafásicas, sendo uma ferramenta valiosa para o diagnóstico e prognóstico dessas neoplasias.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A FISH pode ser realizada na interfase nuclear. Essa é uma das principais vantagens da técnica: não é necessário obter células em metáfase, como na cariotipagem convencional. A análise em interfase é especialmente útil em amostras com baixo índice mitótico ou quando se deseja um resultado rápido. Portanto, a afirmação de que a FISH não pode ser realizada na interfase nuclear é incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A FISH não é o único método fiável para a detecção do cromossomo Philadelphia. A cariotipagem convencional, a RT-PCR e a hibridização in situ são métodos complementares e igualmente fiáveis para detectar a translocação t(9;22). A FISH é uma das ferramentas, mas não a única. A afirmação de que é o único método fiável é exagerada e incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A FISH não é o método de escolha para a quantificação de BCR-ABL nas leucemias mieloides crônicas. A quantificação da expressão do gene de fusão BCR-ABL é realizada por PCR em tempo real (RT-qPCR), que é o método padrão para monitorização da doença residual mínima e resposta ao tratamento. A FISH é qualitativa ou semiquantitativa, não sendo adequada para quantificação precisa. Portanto, a afirmação é incorreta.