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Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2024

MedicinaOncologia
Código
fg095048
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Hematologista e Hemoterapeuta
A respeito do método recomendado atualmente para o controle da remissão em pacientes portadores de leucemia mieloide crônica tratados com inibidores de tirosino-quinase em remissão citológica, assinale a afirmativa correta.
  1. APesquisa quantitativa e seriada, por biologia molecular, da proteína BCR-ABL.
  2. BPesquisa trimestral de cariótipo por técnica de hibridização In Situ por Fluorescência (FISH).
  3. CPesquisa de Doença Residual Mínima por citometria de fluxo.
  4. DHemograma e mielograma semestrais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Pesquisa quantitativa e seriada, por biologia molecular, da proteína BCR-ABL.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Monitoramento da resposta ao tratamento na leucemia mieloide crônica (LMC)

Gabarito: letra A. O método recomendado atualmente para o controle da remissão em pacientes com LMC tratados com inibidores de tirosinoquinase (ITQ) é a pesquisa quantitativa e seriada, por biologia molecular, da proteína BCR-ABL — ou seja, a quantificação dos transcritos de BCR-ABL por RT-PCR em escala internacional (IS), conforme padronizado nas diretrizes de monitoramento da doença. As demais alternativas descrevem métodos que não são o padrão para esse acompanhamento: o FISH não é recomendado para monitoramento seriado, a citometria de fluxo não é o método de escolha para DRM na LMC, e hemograma/mielograma semestrais são insuficientes para detectar recidiva molecular precoce.

A leucemia mieloide crônica é uma neoplasia mieloproliferativa caracterizada pela presença do cromossomo Filadélfia (Ph), resultante da translocação t(9;22), que gera o gene de fusão BCR-ABL1. Esse gene codifica uma proteína com atividade de tirosinoquinase constitutivamente ativa, responsável pela proliferação descontrolada das células mieloides. Os inibidores de tirosinoquinase (imatinibe, dasatinibe, nilotinibe, etc.) bloqueiam essa atividade, induzindo remissão na grande maioria dos pacientes.

O monitoramento da resposta ao tratamento é essencial para avaliar a eficácia terapêutica e detectar precocemente a perda de resposta ou o desenvolvimento de resistência. As respostas são classificadas em três níveis: hematológica (normalização das contagens sanguíneas), citogenética (desaparecimento do cromossomo Ph) e molecular (redução dos transcritos de BCR-ABL). A resposta molecular é a mais sensível e é avaliada por RT-PCR quantitativo, que mede o número de transcritos de BCR-ABL em relação a um gene de referência, expresso em escala internacional (IS).

As diretrizes atuais (como as da ELN – European LeukemiaNet e do NCCN) recomendam o monitoramento molecular seriado a cada 3 meses durante o tratamento com ITQ, até que se obtenha resposta molecular profunda e estável. A quantificação de BCR-ABL por RT-PCR é o método padrão-ouro para esse acompanhamento, pois permite detectar aumentos precoces nos níveis de transcritos, que podem indicar resistência ou mutação no domínio quinase, orientando a mudança de terapia.

A alternativa A está correta porque descreve exatamente esse método: pesquisa quantitativa e seriada, por biologia molecular, da proteína BCR-ABL — ou seja, a dosagem seriada dos transcritos de BCR-ABL por RT-PCR. As demais alternativas apresentam métodos que não são o padrão para o monitoramento da remissão na LMC, como veremos a seguir.

  1. 1RT-PCR quantitativo (BCR-ABL)
  2. 2A cada 3 meses
  3. 3Escala internacional (IS)
  4. 4Detecta perda de resposta/resistência
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente o método recomendado: pesquisa quantitativa e seriada, por biologia molecular, da proteína BCR-ABL. Isso corresponde à quantificação dos transcritos de BCR-ABL por RT-PCR em escala internacional (IS), realizada a cada 3 meses durante o tratamento com ITQ. Esse método é o padrão-ouro para monitorar a resposta molecular e detectar precocemente a perda de resposta ou resistência, permitindo ajustes terapêuticos oportunos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A pesquisa trimestral de cariótipo por FISH não é o método recomendado para o monitoramento seriado da remissão na LMC. O FISH é útil no diagnóstico inicial e na avaliação de resposta citogenética, mas não é quantitativo na mesma escala que o RT-PCR e não é realizado trimestralmente como rotina. O monitoramento molecular por RT-PCR é mais sensível e é o padrão para acompanhamento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pesquisa de doença residual mínima (DRM) por citometria de fluxo é um método utilizado em outras neoplasias hematológicas, como leucemias agudas, mas não é o método de escolha para monitoramento da LMC. Na LMC, a DRM é avaliada por biologia molecular (RT-PCR quantitativo), que é mais sensível e específico para detectar transcritos de BCR-ABL.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Hemograma e mielograma semestrais são insuficientes para o monitoramento adequado da remissão na LMC. O hemograma avalia apenas a resposta hematológica, que é menos sensível que a resposta molecular. O mielograma é um exame invasivo e não é realizado rotineiramente para monitoramento, sendo reservado para situações específicas, como suspeita de progressão ou falha terapêutica. O padrão é o monitoramento molecular seriado por RT-PCR.

Gabarito: letra A

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