Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FGV 2024
- Código
- fg095091
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Infectologista
- A1 – 2 – 3 – 4.
- B2 – 3 – 4 – 1.
- C3 – 1 – 2 – 4.
- D4 – 1 – 3 – 2.
GabaritoD — 4 – 1 – 3 – 2.
Gabarito: letra D. A relação correta é 4 – 1 – 3 – 2: violência sexual → tratamento preemptivo; doenças exantemáticas (sarampo/rubéola) → vacinação de bloqueio; acidente por animal peçonhento → imunização passiva (soro); doença meningocócica e outras meningites → profilaxia antibiótica. A lógica que decide a questão é o mecanismo de ação mais rápido e específico para cada agravo, conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
A notificação compulsória imediata (em até 24 horas) existe para que o serviço de saúde e o gestor possam agir rapidamente sobre os contactantes, interrompendo a cadeia de transmissão. Cada doença exige uma medida profilática específica, escolhida conforme o agente etiológico, o tempo de exposição e a disponibilidade de recursos. A chave para acertar a questão é entender o porquê de cada medida:
Tratamento preemptivo é indicado quando há um risco iminente de infecção e um medicamento eficaz disponível, como na violência sexual, em que se previne HIV, hepatites e outras ISTs.
Vacinação de bloqueio é a medida para doenças em que a vacina confere proteção rápida e eficaz, como sarampo e rubéola, especialmente em surtos.
Imunização passiva (soro/anticorpos) é usada quando não há tempo para a resposta vacinal ou quando a pessoa já está exposta, como no acidente por animal peçonhento (soro antiveneno).
Profilaxia antibiótica é indicada para doenças bacterianas com alto risco de transmissão entre contactantes, como a doença meningocócica.
A pegadinha da banca está em inverter a ordem dessas medidas, explorando a confusão entre imunização ativa (vacina) e passiva (soro), e entre tratamento preemptivo e profilaxia antibiótica. Guarde o critério: vacina para vírus com vacina eficaz, soro para toxinas/venenos, antibiótico para bactérias, e tratamento preemptivo para exposições de alto risco.
A sequência 1 – 2 – 3 – 4 inverte completamente a lógica. Coloca vacinação de bloqueio para violência sexual (não há vacina que previna ISTs nesse contexto de emergência), profilaxia antibiótica para sarampo/rubéola (são virais, antibiótico não age), imunização passiva para acidente por animal peçonhento (correto, mas deslocado) e tratamento preemptivo para meningite (o correto é antibiótico). A banca troca os mecanismos de ação entre os agravos.
A sequência 2 – 3 – 4 – 1 também está errada. Coloca profilaxia antibiótica para violência sexual (não é a medida principal, que é o tratamento preemptivo com antirretrovirais e outras drogas), imunização passiva para sarampo/rubéola (o correto é vacinação de bloqueio), tratamento preemptivo para acidente por animal peçonhento (o correto é soro/imunização passiva) e vacinação de bloqueio para meningite (o correto é antibiótico). A banca desloca cada medida para o agravo errado.
A sequência 3 – 1 – 2 – 4 erra ao colocar imunização passiva para violência sexual (o correto é tratamento preemptivo), vacinação de bloqueio para sarampo/rubéola (correto, mas deslocado), profilaxia antibiótica para acidente por animal peçonhento (o correto é soro) e tratamento preemptivo para meningite (o correto é antibiótico). A banca mistura as medidas sem respeitar a especificidade de cada agravo.
A sequência 4 – 1 – 3 – 2 é a correta. Para violência sexual, a medida é o tratamento preemptivo (profilaxia pós-exposição para HIV, hepatites e outras ISTs). Para doenças exantemáticas (sarampo/rubéola), a medida é a vacinação de bloqueio (vacina tríplice viral para contactantes suscetíveis). Para acidente por animal peçonhento, a medida é a imunização passiva (soro antiveneno específico). Para doença meningocócica e outras meningites, a medida é a profilaxia antibiótica (rifampicina, ciprofloxacino ou ceftriaxona para contactantes próximos).
A banca explora a confusão entre imunização ativa (vacina, que estimula o próprio sistema imune) e imunização passiva (soro, que fornece anticorpos prontos). No acidente por animal peçonhento, não há tempo para a vacina agir — o soro é a medida imediata. Já no sarampo/rubéola, a vacina de bloqueio é eficaz mesmo após a exposição, pois o período de incubação é longo o suficiente para a resposta imune. Outra troca comum é entre tratamento preemptivo (usado na violência sexual, com antirretrovirais) e profilaxia antibiótica (usada na meningite bacteriana).
Para acertar questões assim, monte um quadro mental: vírus com vacina → vacinação de bloqueio; toxina/veneno → soro (imunização passiva); bactéria → antibiótico; exposição de alto risco (violência sexual) → tratamento preemptivo. Na prova, leia cada agravo e pergunte: qual é o agente? Qual é a medida mais rápida e específica? Isso elimina as alternativas erradas sem decorar sequências.
Gabarito: letra D
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