Entre os fatores prognósticos do câncer de mama estão:
Ao tamanho tumoral e o grau histológico.
Bo estado linfonodal e a paridade.
Cos receptores hormonais e o tamanho da mama.
Do comprometimento linfovascular e a descarga papilar.
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GabaritoA — o tamanho tumoral e o grau histológico.
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Fatores prognósticos do câncer de mama
Gabarito: letra A. O tamanho tumoral e o grau histológico são fatores prognósticos clássicos e independentes do câncer de mama, incorporados ao estadiamento anatômico (TNM) e ao estadiamento prognóstico da 8ª edição do AJCC. As demais alternativas misturam fatores prognósticos com fatores de risco (paridade), características anatômicas sem valor prognóstico (tamanho da mama) ou sinais clínicos (descarga papilar) que não são fatores prognósticos estabelecidos.
O câncer de mama é uma doença heterogênea, e o prognóstico de cada paciente é determinado por um conjunto de fatores que refletem a agressividade biológica do tumor e sua extensão anatômica. Os fatores prognósticos são aqueles que, independentemente do tratamento, correlacionam-se com a evolução da doença — ou seja, com a probabilidade de recidiva e morte. Eles se dividem em dois grandes grupos: os fatores relacionados ao tumor (tamanho, grau histológico, estado linfonodal, tipo histológico, biomarcadores como RE, RP, HER2 e Ki67) e os fatores relacionados à paciente (idade, comorbidades, performance status). É fundamental não confundir fatores prognósticos com fatores de risco — estes últimos são características que aumentam a probabilidade de uma mulher desenvolver a doença, como paridade, menarca precoce, história familiar e obesidade.
O tamanho tumoral é um dos componentes do sistema TNM (a letra T) e um dos mais fortes preditores de sobrevida: quanto maior o tumor, maior o risco de metástases linfonodais e à distância. O grau histológico, por sua vez, avalia o quão diferente o tumor é do tecido mamário normal, combinando três parâmetros: formação de túbulos, pleomorfismo nuclear e índice mitótico (escore de Nottingham). Tumores de alto grau (G3) têm comportamento mais agressivo e pior prognóstico. Ambos são fatores prognósticos independentes e validados, utilizados na prática clínica diária para decisões terapêuticas.
A 8ª edição do Manual de Estadiamento da AJCC (American Joint Committee on Cancer) incorporou ao estadiamento anatômico clássico (TNM) um estadiamento prognóstico que adiciona o grau tumoral, o status de RE, RP e HER2 e, em alguns casos, a genômica. Isso reforça a importância desses fatores na determinação do prognóstico. O estado linfonodal (N) também é um fator prognóstico fundamental, mas a alternativa B o associa à paridade, que é um fator de risco, não prognóstico. A alternativa C associa receptores hormonais (fatores prognósticos e preditivos) ao tamanho da mama, que não tem valor prognóstico. A alternativa D associa comprometimento linfovascular (fator prognóstico) à descarga papilar, que é um sintoma, não um fator prognóstico.
A pegadinha central desta questão é a confusão entre fatores prognósticos e fatores de risco. A banca mistura conceitos que o candidato precisa separar com clareza: fatores de risco aumentam a chance de desenvolver a doença; fatores prognósticos influenciam a evolução da doença já diagnosticada. A paridade, a menarca precoce, a história familiar e a obesidade são fatores de risco. O tamanho tumoral, o grau histológico, o estado linfonodal, os receptores hormonais, o HER2, o Ki67 e o comprometimento linfovascular são fatores prognósticos. Guarde essa fronteira: é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Fatores prognósticos (câncer de mama)
1Relacionados ao tumor
Tamanho tumoral (T)
Grau histológico (Nottingham)
Estado linfonodal (N)
Receptores hormonais (RE/RP)
HER2 e Ki67
Comprometimento linfovascular
2Relacionados à paciente
Idade
Comorbidades
Performance status
3Não são fatores prognósticos
Tamanho da mama
Descarga papilar
Paridade (fator de risco)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O tamanho tumoral e o grau histológico são fatores prognósticos clássicos e independentes do câncer de mama. O tamanho tumoral é o componente T do sistema TNM, e o grau histológico (escore de Nottingham) avalia a diferenciação celular. Ambos estão incorporados ao estadiamento prognóstico da 8ª edição da AJCC, que combina TNM, grau, RE, RP e HER2 para estimar a sobrevida. São fatores validados, utilizados na prática clínica para orientar o tratamento adjuvante e estimar o risco de recidiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O estado linfonodal é, de fato, um fator prognóstico importante (componente N do TNM). No entanto, a paridade é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de mama — mulheres nuligestas ou com primeira gestação após os 28 anos têm maior incidência da doença — e não um fator prognóstico. A alternativa mistura conceitos de naturezas diferentes: um fator prognóstico (linfonodos) com um fator de risco (paridade).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Os receptores hormonais (RE e RP) são fatores prognósticos e preditivos — influenciam a sobrevida e preveem a resposta à hormonioterapia. Porém, o tamanho da mama não tem qualquer valor prognóstico estabelecido. O prognóstico se relaciona ao tamanho do tumor, não ao tamanho da glândula mamária. A alternativa associa um fator prognóstico real a uma característica anatômica irrelevante para a evolução da doença.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O comprometimento linfovascular é um fator prognóstico reconhecido, associado a maior risco de recidiva e metástase. Contudo, a descarga papilar é um sintoma que pode estar presente em diversas condições benignas e malignas da mama, mas não é um fator prognóstico. A alternativa combina um fator prognóstico válido com um sinal clínico que não tem valor prognóstico independente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre fatores prognósticos e fatores de risco. Paridade, menarca precoce, história familiar e obesidade são fatores de risco — aumentam a chance de desenvolver a doença. Tamanho tumoral, grau histológico, linfonodos, receptores hormonais e comprometimento linfovascular são fatores prognósticos — influenciam a evolução da doença já instalada. Nas alternativas B, C e D, um fator prognóstico verdadeiro é pareado com um fator de risco ou uma característica sem valor prognóstico. Com esse critério em mente, você elimina as três incorretas rapidamente.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de fatores prognósticos, pergunte-se: "essa característica influencia a sobrevida ou a chance de recidiva de um paciente que JÁ tem a doença?" Se sim, é fator prognóstico. Se a característica influencia a chance de DESENVOLVER a doença, é fator de risco. Essa distinção resolve a maioria das questões do tema.