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Questão de Medicina — Oncologia — FGV 2024

MedicinaOncologia
Código
fg095192
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Mastologista
Uma mulher realiza mamografia e ultrassonografia que evidenciam um nódulo que não é palpável ao exame físico. O seu mastologista indica uma ressecção cirúrgica desse nódulo.Nesse caso, a melhor maneira de guia para fazer a marcação pré-cirúrgica é por:
  1. Aestereotaxia.
  2. Bultrassonografia.
  3. Cmamografia.
  4. Dressonância magnética.
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GabaritoB — ultrassonografia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Marcação pré-cirúrgica de nódulo mamário não palpável

Gabarito: letra B. Para um nódulo mamário não palpável, visibilizado na ultrassonografia (US), a melhor forma de guiar a marcação pré-cirúrgica é a ultrassonografia, pois permite a localização em tempo real, sem radiação ionizante, com o paciente em posição cirúrgica, sendo o método de escolha quando a lesão é visível à US. A mamografia e a estereotaxia são alternativas para lesões que só são visíveis mamograficamente (como microcalcificações), e a ressonância magnética é reservada para casos específicos.

A marcação pré-cirúrgica de lesões mamárias não palpáveis é um procedimento essencial para guiar o cirurgião durante a ressecção, garantindo margens adequadas e menor ressecção de tecido sadio. O método de imagem utilizado para essa marcação deve ser aquele que melhor visibiliza a lesão e que permita a realização do procedimento de forma segura e precisa. A ultrassonografia é o método mais utilizado nesse contexto, pois é amplamente disponível, não utiliza radiação ionizante, permite a visualização em tempo real da agulha e do nódulo, e pode ser realizada no próprio centro cirúrgico, com a paciente na posição em que será operada. Além disso, a US é particularmente útil em mamas densas, onde a mamografia pode ter menor sensibilidade.

A escolha do método de marcação depende fundamentalmente da visibilidade da lesão em cada modalidade de imagem. Se a lesão é claramente visível à ultrassonografia, esta é a via preferencial, pois oferece maior conforto à paciente, evita a radiação e permite a confirmação imediata da posição da agulha ou do fio. A estereotaxia, que é a biópsia ou marcação guiada por mamografia com o uso de um dispositivo que calcula as coordenadas da lesão em três dimensões, é indicada principalmente para lesões que são visíveis apenas na mamografia, como microcalcificações ou distorções arquiteturais, e que não são identificadas na US. A mamografia convencional, sem o dispositivo de estereotaxia, não é utilizada para guiar a marcação em tempo real, sendo usada apenas para confirmar a posição do fio após o procedimento. A ressonância magnética, por sua vez, é reservada para casos específicos, como lesões que só são visíveis na RM, ou para avaliação de extensão da doença em situações selecionadas, não sendo o método de rotina para marcação pré-cirúrgica.

Na prática, o fluxo é o seguinte: após a detecção do nódulo na mamografia e na US, o mastologista avalia qual método melhor visibiliza a lesão. Se a lesão é visível na US, a marcação é feita sob US, com a paciente em decúbito dorsal, posicionando a agulha ou o fio guia diretamente no nódulo. Se a lesão é visível apenas na mamografia, a marcação é feita por estereotaxia, com a paciente sentada ou em decúbito ventral, e a posição do fio é confirmada por mamografia. A escolha correta, portanto, não é entre estereotaxia e US como métodos equivalentes, mas sim qual método é o mais adequado para a lesão em questão, sendo a US a primeira escolha quando a lesão é visível por esse método.

A pegadinha desta questão está em associar a marcação pré-cirúrgica apenas à estereotaxia, que é um método mais complexo e utilizado em situações específicas, quando a lesão não é visível à US. O candidato que não domina o fluxo de decisão pode marcar a alternativa A, por considerar que a estereotaxia é o método padrão para lesões não palpáveis, mas a US é o método de escolha quando a lesão é visível por ela, como é o caso do enunciado, que menciona que o nódulo foi evidenciado pela mamografia e pela ultrassonografia. A questão não informa que a lesão é visível apenas na mamografia, o que tornaria a estereotaxia a melhor opção. Portanto, a US é a resposta correta.

Guarde o critério decisivo: a marcação pré-cirúrgica deve ser guiada pelo método de imagem que melhor visibiliza a lesão, sendo a US a primeira escolha quando a lesão é visível por ela, e a estereotaxia reservada para lesões visíveis apenas na mamografia. É exatamente essa distinção que separa as alternativas.

  1. 1Lesão visível na US?
  2. 2[+] US guia a marcação
  3. 3[-] Estereotaxia (só mamografia)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A estereotaxia é um método de marcação e biópsia guiado por mamografia, utilizado para lesões que são visíveis apenas na mamografia, como microcalcificações. No caso do enunciado, o nódulo foi evidenciado pela mamografia e pela ultrassonografia, e não há informação de que a lesão não seja visível à US. Portanto, a estereotaxia não é a melhor escolha, pois a US oferece vantagens como ausência de radiação, visualização em tempo real e maior conforto para a paciente. A alternativa erra ao não considerar que a US é o método preferencial quando a lesão é visível por ela.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ultrassonografia é o método de escolha para a marcação pré-cirúrgica de nódulos mamários não palpáveis que são visíveis à US. Ela permite a localização em tempo real, sem radiação ionizante, com a paciente em posição cirúrgica, facilitando a precisão da marcação e a ressecção cirúrgica. O enunciado afirma que o nódulo foi evidenciado pela mamografia e pela ultrassonografia, o que indica que a lesão é visível à US, tornando este o método mais adequado para guiar a marcação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A mamografia convencional não é utilizada para guiar a marcação pré-cirúrgica em tempo real, pois não permite a visualização contínua da agulha durante o procedimento. Ela é usada apenas para confirmar a posição do fio após a marcação, ou como parte da estereotaxia, que é um procedimento específico. A alternativa erra ao sugerir que a mamografia seria o método de guia, quando na verdade a US ou a estereotaxia são os métodos utilizados para a marcação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ressonância magnética não é o método de rotina para marcação pré-cirúrgica de nódulos mamários. Ela é reservada para casos específicos, como lesões que só são visíveis na RM, avaliação de extensão da doença em situações selecionadas, ou em pacientes de alto risco. No caso do enunciado, a lesão é visível à US, o que torna a US a melhor opção, sendo a RM um método mais caro, demorado e com menor disponibilidade para esse fim.

Gabarito: letra B

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