Questão de Medicina — Mastologia — FGV 2024
- Código
- fg095198
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Mastologista
- Acarcinoma inflamatório.
- Bcalcificações de pele.
- Ccalcificações vasculares.
- Dfibroadenoma.
GabaritoD — fibroadenoma.
Gabarito: letra D. O termo "calcificações em pipoca" (ou popcorn calcifications) na mamografia é classicamente associado ao fibroadenoma — trata-se de calcificações grosseiras, grosseiramente lobuladas, que surgem em fibroadenomas involutivos, geralmente em mulheres acima de 40 anos. As demais alternativas (carcinoma inflamatório, calcificações de pele e calcificações vasculares) apresentam padrões de calcificação distintos, como será detalhado a seguir.
As calcificações mamárias são um achado frequente na mamografia e sua caracterização é essencial para diferenciar lesões benignas de malignas. O padrão morfológico — tamanho, forma, distribuição — é o principal critério para essa distinção. Calcificações grosseiras, com mais de 0,5 mm, geralmente indicam processo benigno, enquanto microcalcificações finas e pleomórficas ou em formato de ramificação sugerem malignidade.
O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum da mama, composto por estroma e epitélio. Com o passar do tempo, especialmente após a menopausa, pode sofrer involução hialina e necrose, levando à deposição de cálcio. Essas calcificações assumem aspecto grosseiro, lobulado, semelhante a pipoca de milho estourada — daí o nome. Esse padrão é considerado patognomônico de fibroadenoma involutivo, ou seja, praticamente confirma o diagnóstico benigno, dispensando biópsia na maioria dos casos.
É importante não confundir com outros padrões de calcificação benigna, como as calcificações vasculares (que seguem o trajeto das artérias, em forma de "trilho de trem"), as calcificações de pele (que aparecem na derme, com centro radiolúcido, e são confirmadas por incidências tangenciais) ou as calcificações do carcinoma inflamatório (que, na verdade, não é caracterizado por calcificações, mas por espessamento cutâneo difuso e edema).
A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que não domina os padrões de calcificação pode associar "pipoca" a algo maligno, quando na verdade é um marcador de benignidade. Guarde a regra: calcificação em pipoca = fibroadenoma.
O carcinoma inflamatório é uma forma agressiva de câncer de mama que se apresenta clinicamente com mama eritematosa, edematosa e com aspecto de casca de laranja, devido à infiltração dérmica de êmbolos tumorais. Na mamografia, pode não haver massa ou calcificações específicas; quando presentes, são geralmente microcalcificações pleomórficas ou distorcidas, nunca em padrão de pipoca. Portanto, a associação com calcificações em pipoca é totalmente equivocada.
As calcificações de pele (dérmicas) são benignas, mas apresentam morfologia típica: são pequenas, com centro radiolúcido (lucente), e localizam-se na derme, podendo ser confirmadas por incidência tangencial. Não têm o aspecto grosseiro e lobulado das calcificações em pipoca. A confusão pode ocorrer porque ambas são benignas, mas a morfologia e a localização as distinguem claramente.
As calcificações vasculares são depósitos de cálcio na parede das artérias mamárias, aparecendo como linhas paralelas ou "trilho de trem" acompanhando o trajeto vascular. São benignas e comuns em mulheres idosas, especialmente diabéticas. Não apresentam o aspecto de pipoca, que é lobulado e grosseiro, típico de fibroadenoma.
As calcificações em pipoca são o achado mamográfico clássico do fibroadenoma involutivo. O fibroadenoma, tumor benigno mais comum da mama, sofre degeneração hialina e necrose com o tempo, resultando em calcificações grosseiras, grosseiramente lobuladas, que lembram pipoca de milho. Esse padrão é considerado benigno e, na maioria dos casos, não requer biópsia, pois é praticamente diagnóstico de fibroadenoma.
Gabarito: letra D
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