Anódulos de Koeppe, sinéquias posteriores e iris bombé.
Bglaucoma, hifema e rubeosis iridis.
Ccrises glaucomatociclíticas, vitreíte e edema cistoide de mácula.
Diridociclite crônica, catarata e heterocromia iriana.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — iridociclite crônica, catarata e heterocromia iriana.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome Uveítica de Fuchs: manifestações clássicas
Gabarito: letra D. A Síndrome de Fuchs (iridociclite heterocrômica de Fuchs) é uma uveíte anterior crônica, tipicamente unilateral, caracterizada pela tríade clássica: iridociclite crônica (uveíte anterior crônica), catarata e heterocromia iriana — exatamente o que a alternativa D descreve. As demais alternativas misturam achados de outras entidades, como uveíte granulomatosa (nódulos de Koeppe, sinéquias, iris bombé), glaucoma neovascular (rubeosis iridis) e síndrome de Posner-Schlossman (crises glaucomatociclíticas).
A Síndrome de Fuchs é uma forma de uveíte anterior crônica, não granulomatosa, que acomete tipicamente um olho de adultos jovens. Sua causa é desconhecida, mas há evidências de envolvimento imunológico e possível associação com toxoplasmose e citomegalovírus. O quadro é insidioso e oligossintomático: o paciente frequentemente não refere dor, hiperemia ou fotofobia — ao contrário da iridociclite aguda clássica, que cursa com dor forte, visão borrada e fotofobia. O achado mais característico é a heterocromia iriana (diferença de cor entre as íris), decorrente da atrofia do estroma da íris e da despigmentação, que no olho claro se manifesta como heterocromia hipocrômica (íris mais clara). Outros achados incluem: precipitados ceráticos finos e estrelados difusos (precipitados de Fuchs), vitreíte leve, ausência de sinéquias posteriores (característica marcante — a íris não adere ao cristalino), e glaucoma secundário em cerca de 15-25% dos casos. A catarata subcapsular posterior é complicação frequente e precoce, muitas vezes sendo o motivo da consulta. O tratamento é sintomático: corticoides tópicos para controle da inflamação, controle do glaucoma e cirurgia de catarata quando indicada — que costuma ter bom prognóstico, apesar do risco aumentado de complicações.
A banca explora a confusão com outras uveítes. A uveíte anterior granulomatosa (ex.: sarcoidose, tuberculose, Vogt-Koyanagi-Harada) cursa com nódulos de Koeppe (nódulos na borda pupilar) e de Busacca (na superfície da íris), sinéquias posteriores (aderências entre íris e cristalino) e, em casos graves, iris bombé (abaulamento periférico da íris por bloqueio pupilar). Já a rubeosis iridis (neovascularização da íris) é típica de isquemia retiniana crônica, como na retinopatia diabética proliferativa e na oclusão de veia central da retina, e pode levar a glaucoma neovascular. As crises glaucomatociclíticas (síndrome de Posner-Schlossman) são episódios recorrentes de elevação aguda da pressão intraocular com discreta inflamação de câmara anterior, sem heterocromia. O hifema (sangue na câmara anterior) pode ocorrer na Síndrome de Fuchs após cirurgia ou trauma (sinal de Amalric), mas não é manifestação primária. O edema cistoide de mácula é complicação de uveítes posteriores e pan-uveítes, não da Fuchs.
Guarde a tríade: iridociclite crônica + catarata + heterocromia iriana. É nela que a alternativa D se ancora, e é a ausência de sinéquias e a cronicidade que diferenciam a Fuchs das uveítes granulomatosas agudas.
Manifestação
Síndrome de Fuchs (correta)
Uveíte Granulomatosa (ex.: sarcoidose)
Síndrome de Posner-Schlossman
Inflamação
Iridociclite crônica, insidiosa
Uveíte anterior aguda, granulomatosa
Crises glaucomatociclíticas recorrentes
Achado típico
Heterocromia iriana (atrofia do estroma)
Nódulos de Koeppe/Busacca, sinéquias posteriores
Elevação aguda da PIO com inflamação discreta
Complicação clássica
Catarata subcapsular posterior
Iris bombé (bloqueio pupilar)
Sem heterocromia
Sinéquias posteriores
Ausentes (característica marcante)
Presentes
Ausentes
Síndrome de Fuchs: Tríade clássica (Iridociclite crônica, Catarata subcapsular posterior, Heterocromia iriana); Características (Unilateral, Ausência de sinéquias, Precipitados ceráticos finos); Complicações (Glaucoma secundário, Hifema (sinal de Amalric))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Nódulos de Koeppe, sinéquias posteriores e iris bombé são manifestações de uveíte anterior granulomatosa aguda (sarcoidose, tuberculose, Vogt-Koyanagi-Harada), não da Síndrome de Fuchs. Na Fuchs, a inflamação é crônica e não granulomatosa, e a ausência de sinéquias posteriores é justamente um achado característico — a íris permanece livre, o que explica a raridade de iris bombé e glaucoma por bloqueio pupilar nessa síndrome.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Glaucoma, hifema e rubeosis iridis não formam a tríade da Fuchs. A rubeosis iridis é neovascularização da íris, típica de isquemia retiniana (retinopatia diabética, oclusão venosa). O hifema pode ocorrer na Fuchs como complicação (sinal de Amalric), mas não é manifestação primária. O glaucoma na Fuchs é secundário e tardio, não fazendo parte da apresentação clássica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Crises glaucomatociclíticas (síndrome de Posner-Schlossman) são entidade distinta: episódios recorrentes de hipertensão ocular com inflamação discreta, sem heterocromia. Vitreíte e edema cistoide de mácula são mais comuns em uveítes intermediárias e posteriores (ex.: pars planitis, doença de Behçet), não na Fuchs, que é uma uveíte anterior.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tríade clássica da Síndrome de Fuchs é exatamente esta: iridociclite crônica (uveíte anterior crônica, insidiosa), catarata (subcapsular posterior, complicação frequente) e heterocromia iriana (diferença de cor entre as íris por atrofia do estroma). É a descrição canônica da doença.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca as manifestações da Fuchs pelas de outras uveítes. A alternativa A descreve a uveíte granulomatosa (nódulos de Koeppe, sinéquias, iris bombé); a C descreve a síndrome de Posner-Schlossman (crises glaucomatociclíticas). Na Fuchs, lembre-se: não há sinéquias — a íris fica livre, e a heterocromia é a pista diagnóstica. Com treino, você reconhece a tríade de longe 💪.