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Questão de Medicina — Oftalmologia — FGV 2024

MedicinaOftalmologia
Código
fg095389
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Oftalmologista
Estão relacionadas à Síndrome Uveítica de Fuchs,
  1. Anódulos de Koeppe, sinéquias posteriores e iris bombé.
  2. Bglaucoma, hifema e rubeosis iridis.
  3. Ccrises glaucomatociclíticas, vitreíte e edema cistoide de mácula.
  4. Diridociclite crônica, catarata e heterocromia iriana.
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GabaritoD — iridociclite crônica, catarata e heterocromia iriana.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Síndrome Uveítica de Fuchs: manifestações clássicas

Gabarito: letra D. A Síndrome de Fuchs (iridociclite heterocrômica de Fuchs) é uma uveíte anterior crônica, tipicamente unilateral, caracterizada pela tríade clássica: iridociclite crônica (uveíte anterior crônica), catarata e heterocromia iriana — exatamente o que a alternativa D descreve. As demais alternativas misturam achados de outras entidades, como uveíte granulomatosa (nódulos de Koeppe, sinéquias, iris bombé), glaucoma neovascular (rubeosis iridis) e síndrome de Posner-Schlossman (crises glaucomatociclíticas).

A Síndrome de Fuchs é uma forma de uveíte anterior crônica, não granulomatosa, que acomete tipicamente um olho de adultos jovens. Sua causa é desconhecida, mas há evidências de envolvimento imunológico e possível associação com toxoplasmose e citomegalovírus. O quadro é insidioso e oligossintomático: o paciente frequentemente não refere dor, hiperemia ou fotofobia — ao contrário da iridociclite aguda clássica, que cursa com dor forte, visão borrada e fotofobia. O achado mais característico é a heterocromia iriana (diferença de cor entre as íris), decorrente da atrofia do estroma da íris e da despigmentação, que no olho claro se manifesta como heterocromia hipocrômica (íris mais clara). Outros achados incluem: precipitados ceráticos finos e estrelados difusos (precipitados de Fuchs), vitreíte leve, ausência de sinéquias posteriores (característica marcante — a íris não adere ao cristalino), e glaucoma secundário em cerca de 15-25% dos casos. A catarata subcapsular posterior é complicação frequente e precoce, muitas vezes sendo o motivo da consulta. O tratamento é sintomático: corticoides tópicos para controle da inflamação, controle do glaucoma e cirurgia de catarata quando indicada — que costuma ter bom prognóstico, apesar do risco aumentado de complicações.

A banca explora a confusão com outras uveítes. A uveíte anterior granulomatosa (ex.: sarcoidose, tuberculose, Vogt-Koyanagi-Harada) cursa com nódulos de Koeppe (nódulos na borda pupilar) e de Busacca (na superfície da íris), sinéquias posteriores (aderências entre íris e cristalino) e, em casos graves, iris bombé (abaulamento periférico da íris por bloqueio pupilar). Já a rubeosis iridis (neovascularização da íris) é típica de isquemia retiniana crônica, como na retinopatia diabética proliferativa e na oclusão de veia central da retina, e pode levar a glaucoma neovascular. As crises glaucomatociclíticas (síndrome de Posner-Schlossman) são episódios recorrentes de elevação aguda da pressão intraocular com discreta inflamação de câmara anterior, sem heterocromia. O hifema (sangue na câmara anterior) pode ocorrer na Síndrome de Fuchs após cirurgia ou trauma (sinal de Amalric), mas não é manifestação primária. O edema cistoide de mácula é complicação de uveítes posteriores e pan-uveítes, não da Fuchs.

Guarde a tríade: iridociclite crônica + catarata + heterocromia iriana. É nela que a alternativa D se ancora, e é a ausência de sinéquias e a cronicidade que diferenciam a Fuchs das uveítes granulomatosas agudas.

Manifestação

Síndrome de Fuchs (correta)

Uveíte Granulomatosa (ex.: sarcoidose)

Síndrome de Posner-Schlossman

Inflamação

Iridociclite crônica, insidiosa

Uveíte anterior aguda, granulomatosa

Crises glaucomatociclíticas recorrentes

Achado típico

Heterocromia iriana (atrofia do estroma)

Nódulos de Koeppe/Busacca, sinéquias posteriores

Elevação aguda da PIO com inflamação discreta

Complicação clássica

Catarata subcapsular posterior

Iris bombé (bloqueio pupilar)

Sem heterocromia

Sinéquias posteriores

Ausentes (característica marcante)

Presentes

Ausentes

1Tríade clássica
Iridociclite crônica
Catarata subcapsular posterior
Heterocromia iriana
2Características
Unilateral
Ausência de sinéquias
Precipitados ceráticos finos
3Complicações
Glaucoma secundário
Hifema (sinal de Amalric)
Síndrome de Fuchs
LEVELsoulevel.com.br
Síndrome de Fuchs: Tríade clássica (Iridociclite crônica, Catarata subcapsular posterior, Heterocromia iriana); Características (Unilateral, Ausência de sinéquias, Precipitados ceráticos finos); Complicações (Glaucoma secundário, Hifema (sinal de Amalric))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Nódulos de Koeppe, sinéquias posteriores e iris bombé são manifestações de uveíte anterior granulomatosa aguda (sarcoidose, tuberculose, Vogt-Koyanagi-Harada), não da Síndrome de Fuchs. Na Fuchs, a inflamação é crônica e não granulomatosa, e a ausência de sinéquias posteriores é justamente um achado característico — a íris permanece livre, o que explica a raridade de iris bombé e glaucoma por bloqueio pupilar nessa síndrome.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Glaucoma, hifema e rubeosis iridis não formam a tríade da Fuchs. A rubeosis iridis é neovascularização da íris, típica de isquemia retiniana (retinopatia diabética, oclusão venosa). O hifema pode ocorrer na Fuchs como complicação (sinal de Amalric), mas não é manifestação primária. O glaucoma na Fuchs é secundário e tardio, não fazendo parte da apresentação clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Crises glaucomatociclíticas (síndrome de Posner-Schlossman) são entidade distinta: episódios recorrentes de hipertensão ocular com inflamação discreta, sem heterocromia. Vitreíte e edema cistoide de mácula são mais comuns em uveítes intermediárias e posteriores (ex.: pars planitis, doença de Behçet), não na Fuchs, que é uma uveíte anterior.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tríade clássica da Síndrome de Fuchs é exatamente esta: iridociclite crônica (uveíte anterior crônica, insidiosa), catarata (subcapsular posterior, complicação frequente) e heterocromia iriana (diferença de cor entre as íris por atrofia do estroma). É a descrição canônica da doença.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca as manifestações da Fuchs pelas de outras uveítes. A alternativa A descreve a uveíte granulomatosa (nódulos de Koeppe, sinéquias, iris bombé); a C descreve a síndrome de Posner-Schlossman (crises glaucomatociclíticas). Na Fuchs, lembre-se: não há sinéquias — a íris fica livre, e a heterocromia é a pista diagnóstica. Com treino, você reconhece a tríade de longe 💪.

Gabarito: letra D

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