A partir de um objeto distante, raios luminosos paralelos atingem uma superfície esfero-cilindrica ou superfície tórica de +2.00 esf//+2.00 cil a 90°, gerando um pincel astigmático que tem:
Auma linha de foco horizontal virtual a 40 cm e uma linha de foco vertical real a 10 cm da superfície tórica.
Bduas linhas focais, uma vertical real a 40 cm e outra horizontal virtual a 60 cm da superfície tórica.
Cuma linha de foco vertical a 25 cm e uma linha de foco horizontal a 50 cm da superfície tórica.
Dduas linhas focais, uma horizontal a 40 cm e outra vertical a 60 cm da superfície tórica.
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GabaritoC — uma linha de foco vertical a 25 cm e uma linha de foco horizontal a 50 cm da superfície tórica.
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Astigmatismo: pincel astigmático e linhas focais
Gabarito: letra C. Em uma superfície tórica de +2.00 esf // +2.00 cil a 90°, os raios paralelos formam duas linhas focais perpendiculares: uma vertical a 25 cm (meridiano de maior potência, 90°) e uma horizontal a 50 cm (meridiano de menor potência, 180°). A distância focal é o inverso da potência em dioptrias ( em metros), e a orientação da linha é perpendicular ao meridiano que a forma — é exatamente essa relação que a alternativa C espelha.
O astigmatismo é um erro de refração em que os meridianos do olho (ou da lente) têm potências diferentes, fazendo com que um ponto objeto não forme uma imagem pontual, mas sim um pincel astigmático — um conjunto de raios que converge em duas linhas focais perpendiculares entre si, separadas por um intervalo chamado intervalo de Sturm. No caso de uma lente tórica (ou superfície esfero-cilíndrica), a potência total em cada meridiano é a soma do componente esférico com o componente cilíndrico naquele eixo.
Aqui, a prescrição é +2.00 esf // +2.00 cil a 90°. Isso significa que o meridiano a 90° (vertical) tem potência de +2.00 + 2.00 = +4.00 D, enquanto o meridiano a 180° (horizontal) tem potência de apenas +2.00 D (o cilindro não atua no eixo). Como a distância focal é o inverso da potência em dioptrias, temos:
Meridiano vertical (90°, +4.00 D): — os raios que passam por esse meridiano convergem primeiro, formando uma linha de foco horizontal (perpendicular ao meridiano).
Meridiano horizontal (180°, +2.00 D): — os raios que passam por esse meridiano convergem depois, formando uma linha de foco vertical (perpendicular ao meridiano).
A pegadinha clássica da banca é inverter a relação entre o meridiano e a orientação da linha focal: o meridiano vertical (90°) forma a linha horizontal, e o meridiano horizontal (180°) forma a linha vertical. Além disso, é comum trocar as distâncias (25 cm e 50 cm) ou confundir qual linha é real ou virtual. Como os raios são convergentes (potência positiva), ambas as linhas focais são reais — formadas à frente da superfície tórica.
Guarde a regra de ouro: a linha focal é sempre perpendicular ao meridiano que a forma, e a distância é o inverso da potência total daquele meridiano. É exatamente nessa relação que as alternativas se dividem.
1Meridiano vertical (90°): +4,00 D
2Linha horizontal a 25 cm
3Meridiano horizontal (180°): +2,00 D
4Linha vertical a 50 cm
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a linha de foco horizontal é virtual a 40 cm e a vertical é real a 10 cm. Há dois erros: (1) com potências positivas, ambas as linhas são reais (os raios convergem de fato); (2) as distâncias estão erradas — 40 cm corresponderia a +2.50 D e 10 cm a +10.00 D, potências que não aparecem em nenhum meridiano da lente. A banca mistura distâncias de outras potências e inverte a natureza real/virtual.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que há uma linha vertical real a 40 cm e outra horizontal virtual a 60 cm. Novamente, ambas as linhas são reais (potência positiva), e as distâncias não batem: 40 cm = +2.50 D e 60 cm ≈ +1.67 D, nenhuma delas corresponde a +2.00 D ou +4.00 D. A orientação também está trocada em relação ao que seria esperado.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a única que acerta as duas distâncias e as orientações: linha de foco vertical a 25 cm (formada pelo meridiano horizontal de +2.00 D) e linha de foco horizontal a 50 cm (formada pelo meridiano vertical de +4.00 D). A distância focal de 25 cm vem de , e a de 50 cm vem de . A orientação está correta: meridiano vertical → linha horizontal; meridiano horizontal → linha vertical.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inverte as distâncias: coloca a linha horizontal a 40 cm e a vertical a 60 cm. Nenhuma dessas distâncias corresponde às potências da lente (25 cm e 50 cm). A banca troca os valores, mantendo a orientação correta, o que confunde o candidato que decorou as posições sem entender o cálculo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter a relação meridiano ↔ linha focal. Lembre-se: o meridiano vertical (90°) forma a linha horizontal, e o meridiano horizontal (180°) forma a linha vertical. Além disso, confira sempre se as distâncias são o inverso das potências — 25 cm = +4.00 D e 50 cm = +2.00 D. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas erradas de longe 💪