Assinale a opção que indica o procedimento que não aumenta a sobrevida do paciente com glioma.
APerformance status 0 ou 1 no pré-operatório.
BRessecção segura máxima em paciente com glioma de alto grau.
CAltas doses de dexametasona associadas `a radioterapia hipofracionada.
DRadioterapia combinada à quimioterapia em pacientes com glioma de alto grau.
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GabaritoC — Altas doses de dexametasona associadas `a radioterapia hipofracionada.
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Glioma: tratamento e sobrevida
Gabarito: letra C. O procedimento que não aumenta a sobrevida do paciente com glioma é a administração de altas doses de dexametasona associadas à radioterapia hipofracionada. A dexametasona é um corticosteroide usado para controle de edema cerebral e sintomas, mas não tem efeito antitumoral direto e, portanto, não impacta a sobrevida. As demais opções (performance status 0 ou 1, ressecção segura máxima e radioquimioterapia) são medidas que comprovadamente melhoram o prognóstico.
O glioma é um tumor primário do sistema nervoso central que se origina das células gliais. O tratamento padrão para gliomas de alto grau (como o glioblastoma) envolve uma abordagem multimodal: ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia com feixe externo focal associada à quimioterapia (tipicamente temozolomida). Essa combinação demonstrou aumento significativo da sobrevida global em ensaios clínicos randomizados. O performance status (escala de Karnofsky ou ECOG) é um fator prognóstico importante: pacientes com melhor status funcional (0 ou 1) toleram melhor o tratamento e têm melhor sobrevida.
A dexametasona é um glicocorticoide utilizado no manejo do edema cerebral peritumoral, aliviando sintomas como cefaleia e déficits neurológicos. No entanto, seu papel é estritamente sintomático e paliativo — não há evidência de que aumente a sobrevida. Pelo contrário, o uso de altas doses pode causar imunossupressão, hiperglicemia e outras toxicidades que podem até piorar o prognóstico. A radioterapia hipofracionada (esquema com doses maiores por fração em menor número de sessões) é uma opção paliativa para pacientes com pior prognóstico, mas a associação com altas doses de dexametasona não confere benefício de sobrevida.
A distinção crucial é entre tratamento modificador da doença (cirurgia, radioterapia, quimioterapia) e tratamento de suporte/sintomático (corticosteroides, anticonvulsivantes). Enquanto os primeiros visam erradicar ou controlar o tumor, os segundos apenas melhoram a qualidade de vida sem alterar a história natural da doença. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode pensar que "mais tratamento" (altas doses de dexametasona + radioterapia) seria benéfico, mas a dexametasona não é um agente antineoplásico.
Guarde este critério: o que aumenta a sobrevida é o tratamento oncológico específico (cirurgia, RT, QT); o que não aumenta é o tratamento sintomático (corticoides). É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Tratamento do glioma
1Aumenta sobrevida
Performance status 0 ou 1
Ressecção segura máxima
Radioquimioterapia (temozolomida)
2Não aumenta sobrevida
Dexametasona em altas doses
Controle de edema (sintomático)
Sem efeito antitumoral
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Alternativa A — ✅ Correta
O performance status 0 ou 1 no pré-operatório é um fator prognóstico favorável. Pacientes com melhor estado funcional têm maior probabilidade de tolerar o tratamento agressivo (cirurgia, RT, QT) e, consequentemente, melhor sobrevida. Está associado a melhor desfecho, portanto aumenta a sobrevida.
Alternativa B — ✅ Correta
A ressecção segura máxima em glioma de alto grau é o padrão-ouro do tratamento cirúrgico. A extensão da ressecção está diretamente correlacionada com a sobrevida: quanto maior a ressecção (sem comprometer áreas eloqüentes), melhor o prognóstico. É uma medida que aumenta a sobrevida.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
A dexametasona em altas doses é um corticosteroide usado para controle de edema cerebral, mas não tem efeito antitumoral e não aumenta a sobrevida. A radioterapia hipofracionada é uma opção paliativa, mas a associação com altas doses de dexametasona não confere benefício de sobrevida — pelo contrário, pode aumentar a toxicidade. Esta é a alternativa que não aumenta a sobrevida.
Alternativa D — ✅ Correta
A radioterapia combinada à quimioterapia (temozolomida) é o tratamento adjuvante padrão para gliomas de alto grau. O estudo randomizado demonstrou aumento da sobrevida mediana de 12,1 para 14,6 meses com a combinação, comparado à radioterapia isolada. Portanto, aumenta a sobrevida.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre tratamento sintomático (dexametasona) e tratamento modificador da doença (cirurgia, RT, QT). O candidato pode pensar que "mais tratamento" (altas doses de corticosteroide + RT) seria benéfico, mas a dexametasona não é um agente antineoplásico — é apenas suporte para edema cerebral. Lembre-se: corticosteroide não aumenta sobrevida em glioma.
Gabarito: letra C — a única alternativa que não aumenta a sobrevida é a administração de altas doses de dexametasona associadas à radioterapia hipofracionada.