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Questão de Medicina — Otorrinolaringologia — FGV 2024

MedicinaOtorrinolaringologia
Código
fg095478
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Otorrinolaringologista
Sobre o Angiofibroma Juvenil, não está correto afirmar que
  1. Aé um tumor raro, com 0,05% de ocorrência entre os tumores de cabeça e pescoço.
  2. Bpraticamente exclusivo de pacientes jovens entre 10-18 anos e masculinos.
  3. Ca imagem na ressonância magnética é homogênea em T1 e em T2, sem áreas de ausência de sinal ou realce intenso pós-contraste.
  4. Da lesão alarga a fossa pterigopalatina em mais de 80% dos casos.
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GabaritoC — a imagem na ressonância magnética é homogênea em T1 e em T2, sem áreas de ausência de sinal ou realce intenso pós-contraste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Angiofibroma Juvenil: epidemiologia, clínica e imagem

Gabarito: letra C. A afirmativa incorreta é a que descreve a ressonância magnética do angiofibroma juvenil como homogênea em T1 e T2, sem áreas de ausência de sinal ou realce intenso pós-contraste — na realidade, o tumor é marcadamente heterogêneo, com áreas de ausência de sinal (flow voids, devido aos vasos de alto fluxo) e realce intenso e heterogêneo após contraste. As demais alternativas (A, B e D) descrevem corretamente a epidemiologia e o comportamento da lesão.

O angiofibroma juvenil é um tumor benigno, mas localmente agressivo, que se origina na região da fossa pterigopalatina e nas coanas, sendo praticamente exclusivo de adolescentes do sexo masculino (faixa etária clássica de 10 a 18 anos). É uma neoplasia rica em vasos sanguíneos, o que explica seu comportamento clínico (epistaxe, obstrução nasal) e suas características radiológicas. A fossa pterigopalatina é alargada em mais de 80% dos casos, um sinal radiológico clássico que ajuda no diagnóstico. A incidência é baixa, correspondendo a cerca de 0,05% de todos os tumores de cabeça e pescoço, como afirma a alternativa A.

Na ressonância magnética, o aspecto típico é de uma lesão heterogênea, com hipossinal em T1 e hipersinal em T2, mas com áreas de vazio de sinal (flow voids) decorrentes dos vasos de alto fluxo. Após a administração de contraste, há realce intenso e heterogêneo, refletindo a alta vascularização do tumor. Essa é a característica que a alternativa C nega, tornando-a incorreta.

A tomografia computadorizada também é útil, mostrando uma lesão com intenso realce após contraste, além do alargamento da fossa pterigopalatina e erosão óssea. A angiografia é o padrão-ouro para o diagnóstico e planejamento cirúrgico, evidenciando a vascularização do tumor, geralmente a partir da artéria maxilar interna.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o aspecto homogêneo de outras lesões (como hemangiomas) e o aspecto heterogêneo do angiofibroma juvenil. O candidato que não conhece a imagem típica pode marcar a alternativa C como correta, quando ela é justamente a incorreta.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre-se: angiofibroma juvenil = tumor vascular → heterogêneo na RM, com flow voids e realce intenso. Se a alternativa descrever homogeneidade, desconfie.

Alternativa A — ✅ Correta

A alternativa A afirma que o angiofibroma juvenil é um tumor raro, com 0,05% de ocorrência entre os tumores de cabeça e pescoço. Isso está correto: é uma neoplasia rara, correspondendo a uma fração muito pequena dos tumores dessa região. A banca cobra o conhecimento da baixa incidência, que é um dado epidemiológico clássico.

Alternativa B — ✅ Correta

A alternativa B afirma que o tumor é praticamente exclusivo de pacientes jovens entre 10-18 anos e masculinos. Isso está correto: a faixa etária clássica é a adolescência, e a predominância no sexo masculino é marcante, sendo raro em mulheres. Essa é uma característica epidemiológica fundamental para o diagnóstico.

Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

A alternativa C afirma que a imagem na ressonância magnética é homogênea em T1 e T2, sem áreas de ausência de sinal ou realce intenso pós-contraste. Isso está incorreto: o angiofibroma juvenil é heterogêneo na RM, com áreas de ausência de sinal (flow voids) devido aos vasos de alto fluxo, e apresenta realce intenso e heterogêneo após a administração de contraste. A banca inverteu as características de imagem, tornando esta a única afirmativa falsa.

Alternativa D — ✅ Correta

A alternativa D afirma que a lesão alarga a fossa pterigopalatina em mais de 80% dos casos. Isso está correto: o alargamento da fossa pterigopalatina é um sinal radiológico clássico e frequente, presente na grande maioria dos casos. Esse achado auxilia no diagnóstico e na avaliação da extensão da lesão.

Gabarito: letra C — a única afirmativa incorreta é a que descreve a ressonância magnética como homogênea, sem áreas de ausência de sinal ou realce intenso pós-contraste.

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