Questão de Medicina — Urologia — FGV 2024
- Código
- fg095748
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Urologista
- ARim.
- BTestículo.
- CUreter.
- DUretra.
GabaritoC — Ureter.
Gabarito: letra C. O psoas hitch é uma técnica cirúrgica empregada no tratamento de lesões do ureter — mais especificamente, na reconstrução de defeitos do ureter distal (terço inferior), ancorando a bexiga ao músculo psoas para ganhar comprimento e permitir uma anastomose sem tensão. Essa é uma técnica clássica da urologia, descrita em tratados de cirurgia urológica e trauma, e é exatamente o que a alternativa C afirma.
O psoas hitch é um procedimento de reconstrução do trato urinário que visa resolver lesões ou estenoses do ureter distal. A técnica consiste em mobilizar a bexiga, abri-la e fixá-la ao músculo psoas (um músculo do assoalho pélvico), o que permite "subir" a bexiga em direção ao rim, encurtando a distância entre o coto ureteral e a bexiga. Com isso, é possível realizar uma anastomose (reconexão) ureterovesical sem tensão, o que é fundamental para a cicatrização e para evitar fístulas ou estenoses.
Essa técnica é indicada principalmente para lesões do ureter distal (terço inferior), que podem ocorrer em traumas contusos ou penetrantes, em cirurgias ginecológicas ou urológicas (iatrogênicas), ou em casos de estenose por outras causas. No contexto do trauma, o psoas hitch é uma das opções para o manejo de lesões ureterais, ao lado de outras como a ureteroneocistostomia (reimplante do ureter na bexiga) e, em casos mais extensos, o transplante renal autólogo ou a substituição intestinal.
A confusão que a banca explora aqui é a associação do psoas hitch com outros órgãos do trato urinário ou genital. O rim, por exemplo, quando lesado, é tratado com nefrectomia, sutura ou angioembolização — não com psoas hitch. O testículo, quando traumatizado, pode ser tratado com orquidopexia ou orquiectomia. A uretra, quando lesada, é tratada com uretroplastia ou cateterismo. O psoas hitch é uma técnica específica do ureter, e é isso que a questão cobra.
A banca tenta induzir o candidato a pensar em órgãos mais "comuns" no trauma urológico, como rim ou uretra. Mas o psoas hitch é uma técnica de reconstrução do ureter distal — não se aplica a rim, testículo ou uretra. Lembre-se: o nome "hitch" (amarrar, ancorar) remete à fixação da bexiga ao psoas, o que só faz sentido para ganhar comprimento em direção ao ureter.
O rim é o órgão mais lesado do trato geniturinário, mas o tratamento do trauma renal é predominantemente conservador (observação, angioembolização) ou, em casos graves, nefrectomia ou sutura. O psoas hitch não é uma técnica para o rim — ele envolve a bexiga e o ureter, não o parênquima renal.
O testículo é um órgão genital, não urinário. O trauma testicular é tratado com exploração cirúrgica, orquidopexia (fixação do testículo) ou orquiectomia (remoção), dependendo da extensão da lesão. Não há relação com o psoas hitch.
O psoas hitch é uma técnica de reconstrução do ureter distal, indicada em lesões traumáticas, iatrogênicas ou estenóticas. Consiste em mobilizar a bexiga e fixá-la ao músculo psoas, permitindo uma anastomose ureterovesical sem tensão. É uma técnica clássica da urologia, descrita em tratados de cirurgia urológica e trauma.
A uretra é um órgão distinto do ureter. O trauma uretral é tratado com cateterismo, uretroplastia (reconstrução cirúrgica da uretra) ou, em casos agudos, com cistostomia suprapúbica. O psoas hitch não se aplica à uretra.
Gabarito: letra C — o psoas hitch é empregado no trauma de ureter.
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