Questão de Medicina — Urologia — FGV 2024
- Código
- fg095757
- Banca
- FGV
- Órgão
- SES-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Urologista
- AFazer ultrassom.
- BFazer ressonância magnética.
- CAnalgesia, antibiótico e sutura das lesões.
- DExploração cirúrgica.
GabaritoD — Exploração cirúrgica.
Gabarito: letra D. Em lesão escrotal penetrante por projétil de arma de fogo, a conduta imediata é a exploração cirúrgica, pois há risco de lesão de estruturas nobres (testículo, epidídimo, cordão espermático) que não pode ser afastado por exame clínico ou ultrassonografia. A exploração cirúrgica é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento definitivo, permitindo avaliar a extensão da lesão, desbridar tecidos desvitalizados e reparar ou, se necessário, realizar orquiectomia.
O trauma escrotal penetrante, especialmente por projétil de arma de fogo, é uma emergência urológica que exige abordagem cirúrgica imediata. A principal preocupação é a lesão testicular, que pode levar à perda do órgão se não tratada precocemente. A exploração cirúrgica (escrototomia) permite visualizar diretamente o testículo, o epidídimo e o cordão espermático, identificar lesões e realizar o reparo adequado. A ultrassonografia, embora útil em traumas contusos, tem papel limitado no trauma penetrante, pois pode não detectar lesões sutis e atrasa o tratamento definitivo. A ressonância magnética não é indicada na emergência. Analgesia, antibiótico e sutura das lesões são medidas adjuvantes, mas não substituem a exploração cirúrgica, que é o procedimento que define o tratamento.
A conduta não operatória, com observação e exames de imagem, é reservada para traumas contusos selecionados, de baixo grau, em pacientes estáveis. No trauma penetrante, a chance de lesão significativa é alta, e a exploração cirúrgica é a regra. A decisão de explorar cirurgicamente é baseada no mecanismo do trauma, na estabilidade hemodinâmica e na suspeita clínica de lesão de estruturas internas. A exploração cirúrgica imediata é a conduta mais segura e eficaz, pois permite o diagnóstico definitivo e o tratamento em um único tempo cirúrgico.
A banca explora a confusão entre trauma contuso e penetrante. No trauma contuso, a ultrassonografia pode ser o primeiro exame, e a conduta não operatória é possível em casos selecionados. No trauma penetrante, a exploração cirúrgica é mandatória, pois a probabilidade de lesão de estruturas nobres é alta e o atraso no tratamento pode levar a complicações graves, como necrose testicular, abscesso e perda do órgão. A conduta imediata, portanto, é a exploração cirúrgica, e não a realização de exames de imagem ou o tratamento conservador.
Guarde a distinção entre trauma contuso e penetrante: é exatamente nela que as alternativas se dividem. No trauma penetrante, a exploração cirúrgica é a regra; no contuso, a conduta pode ser não operatória em casos selecionados.
A ultrassonografia é um exame útil no trauma escrotal contuso, mas no trauma penetrante por projétil de arma de fogo, a conduta imediata é a exploração cirúrgica. A ultrassonografia pode ser realizada no intraoperatório ou após a exploração, mas não deve atrasar o tratamento definitivo. A banca troca a conduta do trauma contuso (ultrassom) pela do trauma penetrante (cirurgia).
A ressonância magnética não é indicada na emergência para trauma escrotal penetrante. É um exame demorado, de difícil acesso na emergência e não altera a conduta imediata, que é cirúrgica. A banca oferece um exame de imagem avançado, mas que não tem papel na abordagem inicial do trauma penetrante.
Analgesia, antibiótico e sutura das lesões são medidas adjuvantes, mas não são a conduta imediata. A sutura das lesões externas sem exploração cirúrgica pode mascarar lesões internas graves, como ruptura testicular ou lesão de cordão espermático, levando a complicações. A exploração cirúrgica é obrigatória para avaliar e tratar as lesões internas.
A exploração cirúrgica é a conduta imediata no trauma escrotal penetrante por projétil de arma de fogo. Permite visualizar diretamente o testículo, o epidídimo e o cordão espermático, identificar lesões, desbridar tecidos desvitalizados e reparar ou, se necessário, realizar orquiectomia. É o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento definitivo, e não deve ser adiada por exames de imagem.
A banca troca a conduta do trauma contuso (ultrassom, observação) pela do trauma penetrante (cirurgia). No trauma penetrante, a exploração cirúrgica é mandatória, pois a chance de lesão de estruturas nobres é alta. Fique atento ao mecanismo do trauma: penetrante = cirurgia; contuso = pode ser não operatório.
Gabarito: letra D
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