A radioterapia externa associada à terapia de privação androgênica por 4 a 6 meses, está indicada na doença de risco
Aintermediário e localizada ou localmente avançada.
Balto e localmente avançada.
Cbaixo e localizada.
Dalto e localizada.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — intermediário e localizada ou localmente avançada.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Câncer de próstata: radioterapia e privação androgênica
Gabarito: letra A. A radioterapia externa associada à terapia de privação androgênica por 4 a 6 meses está indicada para doença de risco intermediário, tanto localizada quanto localmente avançada. Essa combinação é o padrão de tratamento para esses pacientes, conforme as diretrizes de consenso em urologia oncológica.
O câncer de próstata é estratificado em grupos de risco (baixo, intermediário e alto) com base no PSA, no escore de Gleason e no estadiamento clínico. Essa estratificação é fundamental porque define a conduta terapêutica: enquanto o risco baixo pode ser manejado com vigilância ativa ou tratamento local isolado, o risco intermediário e o alto frequentemente necessitam de abordagens combinadas. A radioterapia externa, quando associada à privação androgênica, tem o objetivo de potencializar o efeito da radiação, sensibilizando as células tumorais e tratando tanto a doença local quanto possíveis microextensões.
A duração da privação androgênica varia conforme o risco: para o risco intermediário, recomenda-se um curso curto de 4 a 6 meses; para o alto risco, o curso é mais prolongado, geralmente de 2 a 3 anos. Essa diferença é crucial e frequentemente explorada em provas. A privação androgênica pode ser feita com agonistas ou antagonistas do hormônio liberador de hormônio luteinizante (LHRH), e seus efeitos colaterais incluem ondas de calor, disfunção erétil, perda de massa óssea e síndrome metabólica.
Na prática, um paciente com PSA de 10 ng/mL, Gleason 7 (3+4) e tumor localizado (T2) é classificado como risco intermediário. Para ele, a combinação de radioterapia externa com 4 a 6 meses de privação androgênica é o tratamento de escolha, com evidência de benefício em sobrevida. Já um paciente com Gleason 8, PSA 25 ng/mL e tumor localmente avançado (T3) é de alto risco, e a privação androgênica deve ser mais longa. A distinção entre risco intermediário e alto, portanto, não está apenas na presença de doença localizada ou avançada, mas na duração da terapia hormonal associada.
A pegadinha da banca está em associar a duração de 4 a 6 meses apenas ao alto risco ou à doença localizada, quando na verdade essa duração é específica do risco intermediário, independentemente de a doença ser localizada ou localmente avançada. Guarde essa relação: risco intermediário = 4 a 6 meses de privação androgênica; risco alto = 2 a 3 anos. É exatamente essa fronteira que separa as alternativas.
Câncer de próstata: RT + privação androgênica
1Risco baixo
Vigilância ativa ou tratamento local isolado
Sem privação androgênica
2Risco intermediário
RT + privação androgênica (4–6 meses)
Localizada ou localmente avançada
3Risco alto
RT + privação androgênica (2–3 anos)
Localizada ou localmente avançada
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta porque a radioterapia externa associada à privação androgênica por 4 a 6 meses é a conduta indicada para pacientes com doença de risco intermediário, tanto na forma localizada quanto localmente avançada. Essa é a recomendação de consenso, baseada em ensaios clínicos que demonstraram benefício em sobrevida livre de progressão e sobrevida global com essa combinação e duração.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao restringir a indicação ao alto risco. Para o alto risco, a privação androgênica associada à radioterapia é indicada, porém com duração mais prolongada (2 a 3 anos), e não de 4 a 6 meses. Além disso, a alternativa limita a indicação à doença localmente avançada, excluindo a doença localizada, que também pode ser tratada dessa forma em casos selecionados de alto risco.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa está incorreta porque associa a combinação ao baixo risco. Para o baixo risco, a conduta padrão é a vigilância ativa ou o tratamento local isolado (prostatectomia radical ou radioterapia), sem necessidade de privação androgênica. A adição de terapia hormonal nesse grupo não traz benefício e expõe o paciente a efeitos colaterais desnecessários.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao associar a combinação ao alto risco e à doença localizada. Embora a radioterapia com privação androgênica possa ser usada no alto risco localizado, a duração da terapia hormonal deve ser de 2 a 3 anos, não de 4 a 6 meses. A duração curta é característica do risco intermediário, não do alto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a duração da privação androgênica e o grupo de risco. O candidato tende a associar 4 a 6 meses ao alto risco, mas essa duração é específica do risco intermediário. No alto risco, a duração é de 2 a 3 anos. Memorize essa relação e você elimina as alternativas B e D na hora.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões de câncer de próstata, monte uma tabela mental com os grupos de risco e a duração da privação androgênica associada à radioterapia: baixo risco (sem privação), intermediário (4-6 meses), alto (2-3 anos). Isso cobre a maioria das pegadinhas da banca.