Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
fg096424
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Imobilização Ortopédica (Gesso)
Em relação ao tratamento funcional das fraturas do terço médio da tíbia, traço simples, com um pequeno desvio, é correto afirmar que:
Aapós a redução, o tratamento deve constar de um aparelho gessado cruro podálico com flexão do joelho em 45 graus e o tornozelo em 90 graus, até a consolidação da fratura.
Bapós o mínimo de dois meses do tratamento inicial com imobilização gessada cruro podálica, a mesma pode ser trocada por uma bota gessada do tipo PTB (patelar tendon bearing).
Ciniciar com imobilização gessada cruro podálica, após ceder os sinais e sintomas agudos, em torno de duas a três semanas; essa imobilização pode ser trocada por uma bota gessada do tipo PTB (patelar tendon bearing).
Desse tipo de fratura simples com um pequeno desvio, pode ser tratada desde o início com um aparelho gessado cruro maleolar bem modelado.
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GabaritoC — iniciar com imobilização gessada cruro podálica, após ceder os sinais e sintomas agudos, em torno de duas a três semanas; essa imobilização pode ser trocada por uma bota gessada do tipo PTB (patelar tendon bearing).
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Tratamento funcional das fraturas do terço médio da tíbia
Gabarito: letra C. O tratamento conservador das fraturas do terço médio da tíbia, traço simples com pequeno desvio, inicia-se com imobilização gessada cruro podálica; após ceder os sinais e sintomas agudos, em torno de duas a três semanas, essa imobilização pode ser trocada por uma bota gessada do tipo PTB (patellar tendon bearing). É exatamente essa sequência — gesso longo inicial, troca precoce para PTB — que a alternativa C descreve corretamente.
O tratamento funcional das fraturas diafisárias da tíbia baseia-se no princípio de que a imobilização rígida prolongada não é necessária para fraturas estáveis e com desvio mínimo. O objetivo é permitir a consolidação óssea enquanto se preserva a função articular e muscular, evitando rigidez e atrofia. A bota PTB é um dispositivo que descarrega o peso através do tendão patelar e das bordas do gesso, permitindo carga precoce e mobilidade do joelho, o que acelera a recuperação funcional.
A sequência clássica do tratamento conservador é: (1) imobilização gessada cruro podálica inicial, com joelho fletido e tornozelo neutro, para controlar rotação e proporcionar conforto; (2) após o período de dor e edema agudos (cerca de 2 a 3 semanas), troca para bota PTB, que permite carga e mobilidade do joelho; (3) manutenção da PTB até a consolidação clínica e radiográfica. Essa abordagem é preferida por reduzir o tempo de imobilização do joelho e permitir deambulação mais precoce.
A alternativa A erra ao afirmar que o gesso cruro podálico deve ser mantido "até a consolidação da fratura" — isso contraria o princípio do tratamento funcional, que preconiza a troca precoce para PTB. A alternativa B erra ao fixar um prazo mínimo de "dois meses" para a troca, quando o correto é aguardar a resolução dos sintomas agudos, geralmente entre 2 e 3 semanas. A alternativa D erra ao sugerir tratamento desde o início com gesso cruro maleolar, que não proporciona controle rotacional adequado da diáfise tibial.
A pegadinha central desta questão está na cronologia: a banca testa se o candidato sabe que a troca para PTB ocorre precocemente (2-3 semanas), e não tardiamente (2 meses) ou apenas após consolidação completa. Guarde a sequência: gesso longo → 2-3 semanas → PTB → consolidação.
1Gesso cruro podálico inicial
22-3 semanas (fim dos sintomas agudos)
3Troca para bota PTB
4Carga precoce e mobilidade do joelho
5Manutenção até consolidação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o gesso cruro podálico deve ser mantido "até a consolidação da fratura". Isso contraria o tratamento funcional, que preconiza a troca precoce para bota PTB após resolução dos sintomas agudos. Manter o gesso longo até a consolidação prolongaria a imobilização do joelho, aumentando o risco de rigidez articular e atrofia muscular, sem benefício para a consolidação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Estabelece um prazo mínimo de "dois meses" para a troca do gesso cruro podálico pela PTB. O prazo correto é de aproximadamente 2 a 3 semanas, quando cedem os sinais e sintomas agudos. Aguardar dois meses contraria o princípio do tratamento funcional, que busca mobilização e carga precoces.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente a sequência correta: iniciar com imobilização gessada cruro podálica e, após ceder os sinais e sintomas agudos (em torno de 2 a 3 semanas), trocar por bota gessada PTB. Essa é a conduta clássica do tratamento funcional das fraturas diafisárias da tíbia com desvio mínimo, permitindo carga precoce e preservação da função do joelho.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Propõe tratamento desde o início com gesso cruro maleolar. Esse tipo de imobilização não proporciona controle adequado da rotação da diáfise tibial, sendo insuficiente para fraturas do terço médio. O correto é iniciar com gesso cruro podálico, que imobiliza o joelho e controla a rotação, para depois evoluir para PTB.