Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — FGV 2024
Medicina›Ortopedia e Traumatologia
Código
fg096427
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Imobilização Ortopédica (Gesso)
A sequência mais indicada para a confecção e colocação de uma tala gessada devido a uma entorse do tornozelo é:
AMedir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, colocação da malha tubular no membro afetado, passar o algodão laminado, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom.
BMedir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, colocação do algodão ortopédico no membro afetado, colocação da malha tubular, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom.
CMedir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, passar o algodão laminado no membro afetado, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom.
DMedir o comprimento da tala do terço distal da perna à ponta dos dedos, colocação da malha tubular no membro afetado, passar o algodão laminado, colocar a tala confeccionada e fixála com atadura de crepom.
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GabaritoA — Medir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, colocação da malha tubular no membro afetado, passar o algodão laminado, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom.
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Tala gessada para entorse de tornozelo: sequência de confecção e colocação
Gabarito: letra A. A sequência correta para confecção e colocação de tala gessada em entorse de tornozelo é: medir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, colocar a malha tubular no membro afetado, passar o algodão laminado, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom. A alternativa A é a única que apresenta essa ordem completa e correta, incluindo a malha tubular como primeira camada de proteção da pele.
A confecção de uma tala gessada é um procedimento ortopédico comum para imobilização temporária em casos de entorse, fraturas estáveis e outras lesões musculoesqueléticas. O objetivo é proporcionar estabilidade, alívio da dor e prevenção de deformidades, permitindo que o processo de cicatrização ocorra adequadamente. A técnica correta envolve uma sequência lógica de camadas, cada uma com uma função específica, e a ordem dessas camadas é fundamental para a eficácia e segurança do tratamento.
A primeira etapa é a medição do comprimento da tala. Para uma entorse de tornozelo, a tala deve se estender da extremidade proximal da perna (logo abaixo do joelho) até a ponta dos dedos dos pés. Essa extensão garante a imobilização adequada da articulação do tornozelo e do pé, prevenindo movimentos que possam agravar a lesão. Medir corretamente é essencial para que a tala tenha o tamanho adequado e ofereça o suporte necessário.
Em seguida, vem a colocação da malha tubular. A malha tubular é uma camada de tecido fino e elástico que é colocada diretamente sobre a pele, servindo como uma barreira protetora. Ela evita o contato direto do gesso com a pele, reduzindo o risco de irritação, alergias e lesões por pressão. A malha tubular deve ser aplicada de forma suave e contínua, cobrindo toda a área que será imobilizada, sem dobras ou rugas que possam causar desconforto.
Após a malha tubular, aplica-se o algodão laminado. O algodão laminado é uma camada de algodão que proporciona acolchoamento e proteção adicional. Ele ajuda a distribuir a pressão de forma mais uniforme, prevenindo pontos de pressão que podem levar a úlceras ou lesões de pele. O algodão deve ser aplicado em camadas finas e uniformes, cobrindo toda a área da malha tubular, com especial atenção às proeminências ósseas, como o maléolo lateral e medial, que são mais suscetíveis a pressão.
Com a malha tubular e o algodão laminado em posição, a tala gessada confeccionada é colocada. A tala é feita de gesso ortopédico, que é um material que endurece quando umedecido, moldando-se à forma do membro. A tala deve ser moldada cuidadosamente para se adaptar aos contornos do tornozelo e do pé, proporcionando um suporte firme e confortável. Após a colocação da tala, ela é fixada com atadura de crepom. A atadura de crepom é uma faixa elástica que é enrolada ao redor da tala para mantê-la no lugar, aplicando uma pressão suave e uniforme. A fixação deve ser firme, mas não excessivamente apertada, para não comprometer a circulação sanguínea.
A sequência correta é, portanto: medição → malha tubular → algodão laminado → tala gessada → atadura de crepom. Essa ordem é crucial porque cada camada depende da anterior para funcionar adequadamente. A malha tubular protege a pele, o algodão laminado proporciona acolchoamento, a tala gessada oferece imobilização e a atadura de crepom mantém tudo no lugar.
A banca explora a confusão entre a ordem das camadas de proteção. É comum o candidato inverter a ordem da malha tubular e do algodão, ou omitir uma das camadas. A pegadinha está em reconhecer que a malha tubular é a primeira camada, diretamente sobre a pele, e o algodão laminado é a segunda, sobre a malha. Além disso, a alternativa D apresenta um erro na medição, indicando o terço distal da perna em vez da extremidade proximal, o que comprometeria a imobilização adequada.
1Medir (proximal da perna → dedos)
2Malha tubular
3Algodão laminado
4Tala gessada
5Atadura de crepom
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A apresenta a sequência completa e correta: medir o comprimento da tala da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, colocar a malha tubular, passar o algodão laminado, colocar a tala confeccionada e fixá-la com atadura de crepom. Essa ordem segue o princípio de proteção da pele, acolchoamento, imobilização e fixação, garantindo a eficácia e segurança do procedimento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B inverte a ordem da malha tubular e do algodão ortopédico. Ela coloca o algodão ortopédico antes da malha tubular, o que é incorreto. A malha tubular deve ser a primeira camada, diretamente sobre a pele, para proteger contra irritação e alergias. O algodão laminado (ou ortopédico) deve ser aplicado sobre a malha tubular, proporcionando acolchoamento. A inversão dessa ordem compromete a proteção da pele e o conforto do paciente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C omite a colocação da malha tubular, indo diretamente para o algodão laminado. A malha tubular é essencial como primeira camada de proteção da pele, evitando o contato direto do gesso com a pele. Sem ela, o risco de irritação, alergias e lesões por pressão aumenta significativamente. A omissão dessa etapa torna o procedimento incorreto e potencialmente prejudicial ao paciente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D apresenta dois erros: primeiro, a medição é feita do terço distal da perna, em vez da extremidade proximal. Para uma entorse de tornozelo, a tala deve se estender da extremidade proximal da perna (logo abaixo do joelho) até a ponta dos dedos, garantindo a imobilização adequada da articulação. Medir apenas do terço distal deixaria a parte superior da perna sem suporte, comprometendo a estabilidade. Segundo, a alternativa D também omite a colocação da malha tubular, indo diretamente para o algodão laminado, o que é incorreto pelos mesmos motivos da alternativa C.
A sequência correta para a confecção e colocação de uma tala gessada é um procedimento padronizado que visa garantir a eficácia do tratamento e o conforto do paciente. A ordem das camadas é fundamental: malha tubular para proteger a pele, algodão laminado para acolchoamento, tala gessada para imobilização e atadura de crepom para fixação. A medição correta do comprimento da tala, da extremidade proximal da perna à ponta dos dedos, é essencial para uma imobilização adequada. Dominar essa sequência é crucial para qualquer profissional de saúde que lida com imobilizações ortopédicas.