Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FGV 2024

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fg096566
Banca
FGV
Órgão
SES-MT
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Órtese e Prótese
O pediatra ao examinar uma criança de 9 anos de idade com sequela de displasia do desenvolvimento do quadril esquerdo, observou o sinal de Trendelenburg positivo, com queda da pelve do lado direito. Isso significa que a criança apresenta
  1. Acontratura da musculatura abdutora do quadril esquerdo, impedindo a adução.
  2. Bluxação do quadril esquerdo que reflete em encurtamento membro inferior esquerdo.
  3. Cinsuficiência da musculatura adutora do quadril esquerdo, permitindo uma exacerbação da abdução desse quadril.
  4. Dinsuficiência da musculatura abdutora do quadril esquerdo, permitindo queda contralateral da bacia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — insuficiência da musculatura abdutora do quadril esquerdo, permitindo queda contralateral da bacia.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sinal de Trendelenburg e displasia do desenvolvimento do quadril

Gabarito: letra D. O sinal de Trendelenburg positivo indica insuficiência da musculatura abdutora do quadril (principalmente o glúteo médio), que, ao sustentar o peso do corpo no lado afetado, não consegue manter a pelve nivelada, resultando na queda contralateral da bacia — exatamente o que o enunciado descreve (queda da pelve do lado direito com quadril esquerdo afetado). Essa é a base fisiopatológica do sinal, conforme a semiologia ortopédica.

O sinal de Trendelenburg é um dos testes mais importantes na avaliação do quadril e está diretamente relacionado à função dos músculos abdutores, especialmente o glúteo médio. Esses músculos têm a função de estabilizar a pelve durante a marcha e no apoio unipodal. Quando o glúteo médio de um lado está fraco ou insuficiente, ao apoiar o peso do corpo sobre aquele membro, a pelve cai para o lado oposto — é a chamada queda contralateral da bacia. O paciente, para compensar, inclina o tronco para o lado do apoio, tentando reequilibrar o centro de gravidade.

Na displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), a luxação ou subluxação da cabeça do fêmur altera o ponto de apoio e a biomecânica do quadril, levando à insuficiência funcional do glúteo médio. Por isso, o sinal de Trendelenburg é um achado clássico em crianças com sequela de DDQ, especialmente quando há luxação alta e encurtamento do membro. O teste é realizado pedindo ao paciente que fique em pé apoiado em um só membro; se a pelve cair para o lado contrário, o teste é positivo.

É importante distinguir o sinal de Trendelenburg de outras manobras semiológicas do quadril, como o teste de Thomas (que avalia contratura em flexão) e as manobras de Barlow e Ortolani (que avaliam instabilidade do quadril no recém-nascido). Cada uma tem um objetivo específico, e a banca frequentemente explora essas confusões.

A pegadinha desta questão está em trocar o grupo muscular envolvido: a banca oferece alternativas que mencionam adutores ou contratura em vez de insuficiência dos abdutores. O candidato que não domina a fisiologia do sinal pode cair na armadilha de escolher uma alternativa que fala em "contratura" ou "luxação", mas o que define o sinal de Trendelenburg é a fraqueza dos abdutores e a consequente queda contralateral da bacia.

Guarde o critério decisivo: Trendelenburg positivo = insuficiência abdutora + queda contralateral da pelve. É exatamente essa combinação que separa a alternativa correta das demais.

Sinal de Trendelenburg
  • 1Mecanismo
    • Insuficiência dos abdutores (glúteo médio)
    • Queda contralateral da bacia
  • 2Causa clássica
    • Displasia do desenvolvimento do quadril
  • 3Distinguir de
    • Teste de Thomas (contratura em flexão)
    • Manobras de Barlow e Ortolani (instabilidade no RN)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que há contratura da musculatura abdutora do quadril esquerdo, impedindo a adução. O erro está em inverter o mecanismo: o sinal de Trendelenburg é causado por insuficiência (fraqueza) dos abdutores, não por contratura. Além disso, a contratura dos abdutores limitaria a adução, não causaria queda da pelve contralateral. A contratura em flexão é avaliada pelo teste de Thomas, não pelo de Trendelenburg.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Menciona luxação do quadril esquerdo com encurtamento do membro inferior esquerdo. Embora a luxação possa estar presente na DDQ e causar encurtamento, o sinal de Trendelenburg não é definido pelo encurtamento, mas pela insuficiência dos abdutores. O encurtamento pode coexistir, mas não é o mecanismo que explica a queda contralateral da bacia. A alternativa descreve uma consequência associada, não o significado do sinal.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que há insuficiência da musculatura adutora do quadril esquerdo, permitindo exacerbação da abdução. O erro está em trocar o grupo muscular: o sinal de Trendelenburg envolve os abdutores (glúteo médio), não os adutores. A insuficiência dos adutores não causa queda contralateral da pelve; ela afetaria a adução do quadril, mas não é o mecanismo do sinal.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve exatamente o mecanismo do sinal de Trendelenburg: insuficiência da musculatura abdutora do quadril esquerdo, permitindo a queda contralateral da bacia (lado direito). O glúteo médio, principal abdutor, não consegue estabilizar a pelve durante o apoio no membro afetado, resultando na queda do lado oposto. Essa é a definição clássica do sinal, conforme a semiologia ortopédica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o grupo muscular — fala em "adutores" ou "contratura" para confundir quem não domina a fisiologia. Lembre-se: Trendelenburg = abdutores insuficientes + queda contralateral. Com esse critério, você elimina as alternativas A, B e C rapidamente.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/fg096566