Auditor de Controle Externo - Área Administrativa - Psicologia
De acordo com os desígnios da integralidade em saúde, nenhum trabalhador pode sustentar sozinho a prática do cuidado na Atenção Psicossocial, pois essa é uma construção de uma equipe que potencializa, em rede, o território no qual o usuário se singulariza.Com relação aos processos de trabalho que envolvem o cotidiano do cuidado na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), é correto afirmar que
Ao trabalhador é um agente técnico com ações previsíveis que rompem com os modelos hegemônicos de cuidado.
Bo trabalhador atua como um agenciador de relações que articulam o complexo hospitalar da saúde.
Ca ação é no território, sendo este definido pela área de abrangência geográfica na qual os cuidados em saúde serão articulados.
Dos marcadores culturais de cada território são importantes para a reinvenção do trabalho em rede, tramando redes de cuidado que também são socioafetivas.
Evisam superar a fragmentação do cuidado presente no modelo biomédico, valorizando o trabalho em equipe e a centralização das ações nos CAPS.
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GabaritoD — os marcadores culturais de cada território são importantes para a reinvenção do trabalho em rede, tramando redes de cuidado que também são socioafetivas.
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Atenção Psicossocial e a Integralidade na RAPS
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reflete corretamente os princípios da integralidade e da clínica ampliada na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), ao reconhecer a importância dos marcadores culturais e das redes socioafetivas na reinvenção do trabalho em rede. A RAPS fundamenta-se na desinstitucionalização, na territorialização e na produção de cuidado em rede, onde o território é concebido como espaço relacional e simbólico, não apenas geográfico.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o trabalhador é um "agente técnico com ações previsíveis". O cuidado psicossocial exige criatividade, flexibilidade e implicação, sendo avesso a ações padronizadas e previsíveis. Além disso, o trabalhador não é apenas técnico, mas um agente de transformação que atua na produção de vínculos e na corresponsabilização. A pretensa "previsibilidade" contradiz a proposta de romper com modelos hegemônicos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o trabalhador articula o "complexo hospitalar da saúde". A RAPS visa justamente superar o modelo hospitalocêntrico, articulando serviços de base comunitária e territorial. O agenciamento de relações se dá na rede substitutiva (CAPS, ambulatórios, atenção básica, recursos comunitários), não no complexo hospitalar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Define o território como "área de abrangência geográfica". Na atenção psicossocial, o território é um conceito muito mais amplo: envolve as relações sociais, a cultura, a história, os afetos e a produção de subjetividades. Reduzi-lo a uma delimitação geográfica empobrece a atuação em rede e contraria a integralidade do cuidado.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reconhece que os marcadores culturais de cada território são fundamentais para reinventar o trabalho em rede, tecendo laços socioafetivos. Isso está em sintonia com a clínica ampliada, que considera a singularidade do sujeito e as redes de apoio do território. A integralidade exige que o cuidado seja construído coletivamente, incorporando a dimensão cultural e afetiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora correta ao valorizar o trabalho em equipe e a superação da fragmentação do modelo biomédico, a alternativa erra ao defender a "centralização das ações nos CAPS". A RAPS é uma rede descentralizada: os CAPS são serviços estratégicos, mas não centralizam todas as ações; a lógica é de capilaridade e articulação intersetorial. A centralização contraria a própria ideia de rede.
PEGA ESSA DICA!
Ao estudar a RAPS, lembre-se de que o território é um dos conceitos-chave. Não o reduza a espaço físico: ele é vivo, relacional e cultural. Questões que limitam o território à geografia ou centralizam ações em um único serviço geralmente estão incorretas.