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Questão de Redes de Computadores — Modelo OSI — FGV 2024

Redes de ComputadoresModelo OSI
Código
fg097707
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Apoio Especializado - Tecnologia da Informação - Telecomunicações
Três roteadores estão conectados em série por duas redes de ligação. Esses roteadores e essas redes de ligação são responsáveis por conectarem outras três redes locais (Stub). O protocolo Routing Information Protocol versão 2 (RIPv2) foi corretamente configurado para estabelecer conexão entre todas essas redes.A tabela abaixo apresenta as redes diretamente conectadas aos respectivos roteadores.Imagem associada para resolução da questãoA rota para a rede local 192.168.1.0/24 inserida pelo protocolo RIPv2 no roteador R3 apresentará custo igual a
  1. A0;
  2. B1;
  3. C2;
  4. D90;
  5. E120.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — 2;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

RIPv2 e a métrica de custo: contando saltos até o destino

Gabarito: letra C. No RIPv2, o custo de uma rota é medido em número de saltos (hops), e cada rede de ligação atravessada soma 1 ao custo. Para o roteador R3 alcançar a rede local 192.168.1.0/24, o pacote precisa atravessar duas redes de ligação (R1→R2 e R2→R3), resultando em custo 2. Essa é a métrica padrão do RIP, que conta saltos e não considera outros fatores como largura de banda ou atraso.

O RIP (Routing Information Protocol) é um protocolo de roteamento por vetor de distância, amplamente utilizado em redes de pequeno e médio porte. Sua métrica é simples: cada roteador que o pacote atravessa (cada salto) incrementa o custo em 1. A versão 2 (RIPv2) adiciona suporte a máscaras de sub-rede de comprimento variável (VLSM) e autenticação, mas mantém a mesma métrica de saltos. O custo máximo permitido é 15, sendo 16 considerado inalcançável (infinito), o que limita o RIP a redes com no máximo 15 saltos.

No cenário da questão, temos três roteadores em série (R1, R2, R3) conectados por duas redes de ligação. Cada roteador tem uma rede local (stub) diretamente conectada. A tabela mostra as redes diretamente conectadas a cada roteador. Para o R3 alcançar a rede 192.168.1.0/24 (que está diretamente conectada ao R1), o caminho é: R3 → rede de ligação 2 → R2 → rede de ligação 1 → R1 → rede local 192.168.1.0/24. Portanto, o pacote atravessa duas redes de ligação, ou seja, dois saltos. O custo inserido na tabela de roteamento do R3 será 2.

É importante distinguir o custo de uma rota diretamente conectada do custo de uma rota aprendida via RIP. Uma rota diretamente conectada tem custo 0, pois não há saltos. Já uma rota aprendida via RIP tem custo igual ao número de saltos até o destino. No caso, a rede 192.168.1.0/24 não está diretamente conectada ao R3, então o custo não pode ser 0. Também não pode ser 1, pois há dois saltos. Os valores 90 e 120 são métricas típicas de outros protocolos (OSPF e EIGRP, respectivamente), não do RIP.

A pegadinha da banca está em confundir o custo da rota diretamente conectada (0) com o custo da rota aprendida, ou em contar apenas um salto, esquecendo que são duas redes de ligação entre R1 e R3. Guarde a regra: no RIP, cada rede de ligação atravessada soma 1 ao custo. É exatamente essa contagem que separa as alternativas.

  1. 1R3 → rede de ligação 2
  2. 2R2 → rede de ligação 1
  3. 3R1 → rede 192.168.1.0/24
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O custo 0 é atribuído apenas a redes diretamente conectadas ao roteador. A rede 192.168.1.0/24 está diretamente conectada ao R1, não ao R3. Para o R3, essa rede é remota, exigindo dois saltos. Portanto, o custo não pode ser 0.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O custo 1 corresponderia a uma rede a um salto de distância, ou seja, uma rede diretamente conectada a um roteador vizinho. No cenário, a rede 192.168.1.0/24 está a dois saltos do R3 (R3→R2→R1). Portanto, o custo é 2, não 1.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O RIPv2 conta saltos: cada rede de ligação atravessada incrementa o custo em 1. Para o R3 alcançar a rede 192.168.1.0/24, o pacote atravessa duas redes de ligação (R3→R2 e R2→R1), totalizando custo 2. Essa é a métrica padrão do RIP.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O valor 90 é a métrica padrão do OSPF para links de baixa largura de banda (como links seriais de 1,544 Mbps). O RIP não utiliza esse valor; sua métrica é baseada exclusivamente em saltos. Portanto, 90 não se aplica ao RIPv2.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O valor 120 é a métrica padrão do EIGRP para rotas externas (redes redistribuídas de outros protocolos). O RIP não utiliza esse valor. No RIPv2, o custo máximo é 15, e 16 é considerado inalcançável. Portanto, 120 não é uma métrica válida para o RIP.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o custo de uma rota diretamente conectada (0) e o custo de uma rota aprendida via RIP. Além disso, tenta atrair o candidato com valores de métricas de outros protocolos (90 do OSPF, 120 do EIGRP). No RIP, a métrica é sempre o número de saltos, e cada rede de ligação atravessada soma 1. Conte os saltos com calma e você não cai nessa.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de RIP, desenhe o caminho do roteador de origem até a rede de destino e conte quantas redes de ligação (links entre roteadores) o pacote atravessa. Esse número é o custo. Lembre-se: rota diretamente conectada = custo 0; rota aprendida = custo igual ao número de saltos.

Gabarito: letra C

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