Certa organização de grande porte está em fase de formulação de seu planejamento estratégico e fez uso da matriz GE/McKinsey para análise de seu portfólio de negócios. Os resultados foram:
•unidade de negócio A – alta atratividade da indústria e posição competitiva média;
•unidade de negócio B – média atratividade da indústria e posição competitiva média;
•unidade de negócio C – alta atratividade da indústria e posição competitiva alta;
•unidade de negócio D – baixa atratividade da indústria e posição competitiva alta;
•unidade de negócio E – alta atratividade da indústria e posição competitiva baixa;
•unidade de negócio F – média atratividade da indústria e posição competitiva baixa.
Com base no proposto pelo modelo da matriz GE/McKinsey, é correto afirmar que:
Aos negócios D e F devem ser abandonados;
Ba organização deve investir nos negócios A e C e abandonar o negócio F;
Ca organização deve investir seletivamente nos negócios A, C e E;
Da organização deve investir seletivamente nos negócios A, B, D e E e abandonar o negócio F;
Ea organização deve investir no negócio C e investir seletivamente nas demais unidades de negócio.
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GabaritoB — a organização deve investir nos negócios A e C e abandonar o negócio F;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Matriz GE/McKinsey: análise de portfólio
Gabarito: letra B. Na matriz GE/McKinsey, a recomendação decorre do cruzamento entre atratividade da indústria e posição competitiva: negócios com alta atratividade e alta competitividade (C) merecem investir/crescer; os de alta atratividade e competitividade média (A) merecem investir seletivamente; e os de baixa atratividade e baixa competitividade (F) devem ser abandonados/colhidos. A alternativa B é a única que combina corretamente essas três diretrizes.
A matriz GE/McKinsey é uma ferramenta de análise de portfólio que posiciona cada unidade de negócio em uma grade 3x3, tendo como eixos a atratividade da indústria (fatores externos: tamanho do mercado, crescimento, rentabilidade, intensidade competitiva) e a posição competitiva (fatores internos: participação de mercado, competências, tecnologia, marca). Cada célula da matriz recebe uma recomendação estratégica, que varia de investir/crescer (células verdes) a colher/abandonar (células vermelhas), passando por investir seletivamente (células amarelas).
A lógica é simples: quanto maior a atratividade e a competitividade, maior o potencial de retorno e, portanto, maior o investimento recomendado. Quanto menores os dois fatores, menor o potencial e maior a recomendação de desinvestimento. As células intermediárias pedem uma gestão mais criteriosa, com investimento seletivo.
A pegadinha da banca está em classificar corretamente cada unidade. Muitos candidatos confundem a recomendação para posições intermediárias (como A e B) ou tratam D (baixa atratividade, alta competitividade) como se fosse um negócio a abandonar, quando na verdade a alta competitividade permite colher resultados (gerar caixa) sem novos investimentos. A alternativa B acerta ao indicar investimento em A e C e abandono de F.
Unidade de Negócio
Atratividade da Indústria
Posição Competitiva
Recomendação Estratégica
A
Alta
Média
Investir seletivamente
B
Média
Média
Investir seletivamente
C
Alta
Alta
Investir/crescer
D
Baixa
Alta
Colher (gerar caixa)
E
Alta
Baixa
Investir seletivamente
F
Baixa
Baixa
Abandonar/colher
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que D e F devem ser abandonados. Erro: D tem alta posição competitiva, o que a coloca na zona de colheita (gerar caixa), não de abandono. Apenas F (baixa atratividade e baixa competitividade) está claramente na zona de abandono. D deve ser mantida para extrair valor, não descartada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A organização deve investir nos negócios A e C e abandonar o negócio F. C (alta atratividade + alta competitividade) é o caso clássico de investir/crescer. A (alta atratividade + competitividade média) está na zona de investimento seletivo — merece investimento, mas com critério. F (baixa atratividade + baixa competitividade) está na zona de abandono/colheita. A alternativa espelha exatamente a recomendação da matriz para essas três posições.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a organização deve investir seletivamente em A, C e E. Erro: C (alta atratividade + alta competitividade) não é investimento seletivo, e sim investir/crescer com prioridade máxima. E (alta atratividade + baixa competitividade) está em zona de seletividade (investir seletivamente ou colher), mas a inclusão de C como seletivo e a omissão do abandono de F tornam a alternativa incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que deve investir seletivamente em A, B, D e E e abandonar F. Erro: D (baixa atratividade + alta competitividade) não é investimento seletivo, e sim colheita (gerar caixa sem investir). B (média atratividade + média competitividade) está na zona intermediária, mas a recomendação de investimento seletivo para D está errada. A alternativa mistura as diretrizes.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que deve investir no negócio C e investir seletivamente nas demais unidades. Erro: generaliza a recomendação de seletividade para todas as demais, incluindo F (baixa atratividade + baixa competitividade), que deve ser abandonada, e D, que deve ser colhida. A alternativa ignora as zonas de abandono e colheita, tratando tudo como seletivo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as zonas intermediárias e as extremas. O candidato tende a tratar qualquer posição com um fator baixo como "abandonar", mas a matriz GE/McKinsey distingue colher (um fator alto, outro baixo) de abandonar (ambos baixos). Decore: investir = alta atratividade + alta competitividade; colher = um fator alto, outro baixo; abandonar = ambos baixos. Com esse mapa, você elimina as alternativas erradas rapidamente 💪.