O principal gestor de uma organização de pequeno porte quer melhorar o controle sobre o comportamento dos funcionários, como forma de melhor coordenar o trabalho e garantir que os objetivos organizacionais sejam atingidos. O gestor é um líder democrático e a organização tem uma estrutura simples e cultura participativa.No contexto descrito, tendo em vista as características de um sistema de controle eficaz, seria adequado adotar os seguintes controles:
Asupervisão direta e balanced scorecard;
Bcontrole por imposição externa e bônus por desempenho;
Ccontroles formais e impessoais e desenho de cargos;
Dcontrole por motivação interna e treinamento;
Eauditoria financeira e disciplina.
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GabaritoD — controle por motivação interna e treinamento;
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Sistema de Controle em Estruturas Simples e Culturas Participativas
Gabarito: letra D. Em uma organização de pequeno porte, com estrutura simples e cultura participativa, o controle mais eficaz é aquele baseado na motivação interna e no treinamento, alinhado ao estilo democrático de liderança. Essa abordagem reforça o comprometimento e desenvolve competências, em vez de impor regras rígidas ou mecanismos formais de supervisão.
A questão cobra a aplicação da teoria contingencial do controle: o sistema deve ser compatível com o porte, a cultura e o estilo de liderança da organização. Em estruturas simples e culturas participativas, controles formais e impessoais tendem a gerar resistência, enquanto mecanismos que promovem a internalização de objetivos e o desenvolvimento de habilidades são mais eficazes.
Critério de Análise
Controle por Motivação Interna e Treinamento (Gabarito D)
Controles Formais e Impessoais (Alternativa C)
Supervisão Direta e BSC (Alternativa A)
Controle por Imposição Externa e Bônus (Alternativa B)
Compatibilidade com Estrutura Simples
Alta – reforça autonomia e reduz necessidade de hierarquia rígida
Baixa – típico de burocracias, gera rigidez
Média – supervisão direta é viável, mas BSC é complexo demais
Baixa – imposição externa conflita com simplicidade
Alinhamento com Cultura Participativa
Alto – promove engajamento e identificação com objetivos
Baixo – impessoalidade desestimula participação
Médio – supervisão direta pode ser aceita, mas BSC é centralizador
Muito Baixo – imposição externa mina a participação
Adequação à Liderança Democrática
Alto – desenvolve competências e confiança
Baixo – regras formais substituem o diálogo
Médio – supervisão direta pode ser dialogada, mas BSC é técnico
Muito Baixo – controle impositivo é autoritário
Eficácia no Controle Comportamental
Alta – internalização de objetivos e capacitação
Média – normas podem ser ignoradas sem fiscalização
Média – supervisão direta é limitada pelo porte
Baixa – resistência e foco apenas em recompensas
Alternativa A — ❌ Incorreta
A supervisão direta pode ser adequada em pequenas organizações, mas o Balanced Scorecard (BSC) é um sistema complexo e integrado, mais apropriado para organizações de médio/grande porte com estratégias formalizadas. Em uma empresa pequena e com cultura participativa, a implementação do BSC seria excessiva e desalinhada à simplicidade estrutural.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O controle por imposição externa (regras, ordens) é incompatível com a liderança democrática descrita. Tal abordagem geraria resistência e minaria a participação. Bônus por desempenho, embora possível, não seria suficiente para corrigir a inadequação do controle impositivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Controles formais e impessoais (regulamentos, normas escritas) são típicos de organizações burocráticas, não de estruturas simples com cultura participativa. O desenho de cargos, embora importante, não substitui a necessidade de um controle que valorize a autonomia e o envolvimento dos funcionários.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O controle por motivação interna busca alinhar os objetivos individuais aos organizacionais por meio do engajamento e da identificação com a missão. O treinamento capacita os funcionários a agir corretamente e tomar decisões alinhadas aos objetivos, reduzindo a necessidade de supervisão direta. Essa combinação é coerente com a liderança democrática, a cultura participativa e a simplicidade estrutural.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Auditoria financeira e disciplina são mecanismos de controle rígidos e pontuais, mais voltados à verificação de conformidade e punição. Em uma organização pequena e participativa, tais mecanismos seriam excessivos e contraproducentes, pois inibem a iniciativa e a confiança.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tentação de escolher o Balanced Scorecard (BSC) por ser uma ferramenta moderna e renomada, ou os controles formais por parecerem mais "profissionais". No entanto, a chave é a adequação ao contexto: estrutura simples, cultura participativa e líder democrático exigem controles mais flexíveis e humanos, como motivação interna e treinamento.
PEGA ESSA DICA!
BSC
BSC = Balanced Scorecard (ferramenta de gestão estratégica com indicadores de desempenho de fatores críticos)