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Questão de Administração Geral — Abordagem Humanística da Administração - Teoria das Relações Humanas — FGV 2024

Administração GeralAbordagem Humanística da Administração - Teoria das Relações Humanas
Código
fg097765
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Apoio Especializado - Administração
A escola de relações humanas é um dos principais marcos na evolução do pensamento administrativo. Essa escola, entre outras contribuições relevantes, destacou a importância da organização informal para a produtividade e o funcionamento das estruturas organizacionais formais. No entanto, a escola foi também alvo de críticas de autores e pesquisadores diversos, que levaram à sua superação e a novos desenvolvimentos no campo da administração.Entre as principais críticas apresentadas à escola de relações humanas, está:
  1. Aa correlação simplista entre satisfação e produtividade do trabalhador;
  2. Bo caráter ideológico a favor do trabalhador e contra a administração;
  3. Ca ênfase teórica e a falta de empirismo das pesquisas realizadas;
  4. Da visão funcionalista contida no conceito de homem complexo;
  5. Eo pressuposto de que a satisfação do trabalhador está diretamente relacionada a seu nível de remuneração.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — a correlação simplista entre satisfação e produtividade do trabalhador;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Abordagem Humanística - Teoria das Relações Humanas

Gabarito: letra A. A crítica central à Escola de Relações Humanas reside na simplificação da relação entre satisfação e produtividade, assumindo, de forma ingênua, que um trabalhador satisfeito é automaticamente mais produtivo. Essa visão desconsidera outros fatores motivacionais e organizacionais, sendo apontada como uma das principais limitações da teoria.

A Escola de Relações Humanas, inaugurada por Elton Mayo com os experimentos de Hawthorne, trouxe importantes avanços ao valorizar os aspectos sociais e psicológicos do trabalho, destacando a influência dos grupos informais e da liderança. No entanto, também foi alvo de diversas críticas, como a excessiva ênfase nos fatores humanos em detrimento da estrutura formal, o caráter manipulativo (a favor da administração) e a base empírica questionável dos experimentos. A alternativa A captura precisamente uma dessas críticas.

Crítica

Descrição

Relação com a Escola de Relações Humanas

Correlação simplista entre satisfação e produtividade

Assume que trabalhador satisfeito é automaticamente mais produtivo, ignorando outros fatores motivacionais e organizacionais.

Crítica central e recorrente à teoria, que supervalorizou o bem-estar subjetivo.

Caráter ideológico a favor da administração

Foi criticada por ser uma ferramenta de manipulação dos trabalhadores em favor dos interesses da administração, e não contra ela.

A crítica de "exploração emocional" é comum, mas não a de "favorecimento ao trabalhador".

Fragilidade metodológica das pesquisas

Baseada em experimentos empíricos (Hawthorne), mas com ausência de grupo de controle e interpretação tendenciosa dos resultados.

A crítica não é a falta de empirismo, mas sim a fragilidade metodológica.

Conceito de "homem complexo"

É posterior à Escola de Relações Humanas, associado a autores como Edgar Schein na Teoria Comportamental.

Não se aplica como crítica direta à Escola de Relações Humanas.

1Simplificação
Satisfação = produtividade
Desconsidera outros fatores
2Manipulação
A favor da administração
Exploração emocional
3Metodologia
Sem grupo de controle
Interpretação tendenciosa
4Conceito de homem
Homem social (simplista)
Homem complexo é posterior
Críticas à Escola de Relações Humanas
LEVELsoulevel.com.br
Críticas à Escola de Relações Humanas: Simplificação (Satisfação = produtividade, Desconsidera outros fatores); Manipulação (A favor da administração, Exploração emocional); Metodologia (Sem grupo de controle, Interpretação tendenciosa); Conceito de homem (Homem social (simplista), Homem complexo é posterior)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A correlação simplista entre satisfação e produtividade é uma das críticas mais recorrentes à teoria. Estudos posteriores demonstraram que a relação entre essas variáveis é complexa e mediada por diversos fatores, como recompensas, desafios e contexto organizacional. A Escola de Relações Humanas, ao supervalorizar o bem-estar subjetivo, negligenciou essa complexidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O caráter ideológico atribuído à Escola de Relações Humanas, na verdade, é o oposto: ela foi criticada por ser uma ferramenta de manipulação dos trabalhadores em favor dos interesses da administração, e não contra ela. A crítica de "exploração emocional" é comum, mas não a de "favorecimento ao trabalhador".

Alternativa C — ❌ Incorreta

A Escola de Relações Humanas é fortemente baseada em pesquisas empíricas, especialmente os experimentos de Hawthorne. A crítica não é a falta de empirismo, mas sim a fragilidade metodológica desses experimentos, como a ausência de grupo de controle e a interpretação tendenciosa dos resultados.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O conceito de "homem complexo" é posterior à Escola de Relações Humanas, associado a autores como Edgar Schein na Teoria Comportamental. A Escola de Relações Humanas trabalha com o "homem social", que busca reconhecimento e pertencimento, e não com o homem complexo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esse pressuposto é típico da Administração Científica de Taylor, que via o trabalhador como "homem econômico", motivado exclusivamente por recompensas financeiras. A Escola de Relações Humanas, ao contrário, enfatizou as necessidades sociais e de autoestima, questionando justamente a centralidade da remuneração.

Gabarito: letra A.

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