A escola de relações humanas é um dos principais marcos na evolução do pensamento administrativo. Essa escola, entre outras contribuições relevantes, destacou a importância da organização informal para a produtividade e o funcionamento das estruturas organizacionais formais. No entanto, a escola foi também alvo de críticas de autores e pesquisadores diversos, que levaram à sua superação e a novos desenvolvimentos no campo da administração.Entre as principais críticas apresentadas à escola de relações humanas, está:
Aa correlação simplista entre satisfação e produtividade do trabalhador;
Bo caráter ideológico a favor do trabalhador e contra a administração;
Ca ênfase teórica e a falta de empirismo das pesquisas realizadas;
Da visão funcionalista contida no conceito de homem complexo;
Eo pressuposto de que a satisfação do trabalhador está diretamente relacionada a seu nível de remuneração.
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GabaritoA — a correlação simplista entre satisfação e produtividade do trabalhador;
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Abordagem Humanística - Teoria das Relações Humanas
Gabarito: letra A. A crítica central à Escola de Relações Humanas reside na simplificação da relação entre satisfação e produtividade, assumindo, de forma ingênua, que um trabalhador satisfeito é automaticamente mais produtivo. Essa visão desconsidera outros fatores motivacionais e organizacionais, sendo apontada como uma das principais limitações da teoria.
A Escola de Relações Humanas, inaugurada por Elton Mayo com os experimentos de Hawthorne, trouxe importantes avanços ao valorizar os aspectos sociais e psicológicos do trabalho, destacando a influência dos grupos informais e da liderança. No entanto, também foi alvo de diversas críticas, como a excessiva ênfase nos fatores humanos em detrimento da estrutura formal, o caráter manipulativo (a favor da administração) e a base empírica questionável dos experimentos. A alternativa A captura precisamente uma dessas críticas.
Crítica
Descrição
Relação com a Escola de Relações Humanas
Correlação simplista entre satisfação e produtividade
Assume que trabalhador satisfeito é automaticamente mais produtivo, ignorando outros fatores motivacionais e organizacionais.
Crítica central e recorrente à teoria, que supervalorizou o bem-estar subjetivo.
Caráter ideológico a favor da administração
Foi criticada por ser uma ferramenta de manipulação dos trabalhadores em favor dos interesses da administração, e não contra ela.
A crítica de "exploração emocional" é comum, mas não a de "favorecimento ao trabalhador".
Fragilidade metodológica das pesquisas
Baseada em experimentos empíricos (Hawthorne), mas com ausência de grupo de controle e interpretação tendenciosa dos resultados.
A crítica não é a falta de empirismo, mas sim a fragilidade metodológica.
Conceito de "homem complexo"
É posterior à Escola de Relações Humanas, associado a autores como Edgar Schein na Teoria Comportamental.
Não se aplica como crítica direta à Escola de Relações Humanas.
Críticas à Escola de Relações Humanas: Simplificação (Satisfação = produtividade, Desconsidera outros fatores); Manipulação (A favor da administração, Exploração emocional); Metodologia (Sem grupo de controle, Interpretação tendenciosa); Conceito de homem (Homem social (simplista), Homem complexo é posterior)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A correlação simplista entre satisfação e produtividade é uma das críticas mais recorrentes à teoria. Estudos posteriores demonstraram que a relação entre essas variáveis é complexa e mediada por diversos fatores, como recompensas, desafios e contexto organizacional. A Escola de Relações Humanas, ao supervalorizar o bem-estar subjetivo, negligenciou essa complexidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O caráter ideológico atribuído à Escola de Relações Humanas, na verdade, é o oposto: ela foi criticada por ser uma ferramenta de manipulação dos trabalhadores em favor dos interesses da administração, e não contra ela. A crítica de "exploração emocional" é comum, mas não a de "favorecimento ao trabalhador".
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Escola de Relações Humanas é fortemente baseada em pesquisas empíricas, especialmente os experimentos de Hawthorne. A crítica não é a falta de empirismo, mas sim a fragilidade metodológica desses experimentos, como a ausência de grupo de controle e a interpretação tendenciosa dos resultados.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O conceito de "homem complexo" é posterior à Escola de Relações Humanas, associado a autores como Edgar Schein na Teoria Comportamental. A Escola de Relações Humanas trabalha com o "homem social", que busca reconhecimento e pertencimento, e não com o homem complexo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Esse pressuposto é típico da Administração Científica de Taylor, que via o trabalhador como "homem econômico", motivado exclusivamente por recompensas financeiras. A Escola de Relações Humanas, ao contrário, enfatizou as necessidades sociais e de autoestima, questionando justamente a centralidade da remuneração.