Questão de Direito Penal — Crimes contra a fé pública — FGV 2024
Direito Penal›Crimes contra a fé pública
Código
fg098057
Banca
FGV
Órgão
TJ-AP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade - Execução de Mandados
Tício, após anos de estudo, é aprovado no concurso público que sempre almejou, sendo devidamente nomeado e empossado no cargo público. Tão logo encerrou-se o estágio probatório, Tício, prevalecendo-se das funções exercidas no âmbito da repartição pública, falsificou, em parte, determinado livro mercantil.Considerando as disposições do Código Penal, Tício responderá pela prática do crime de:
Afalsificação de documento público, majorado por ter sido praticado por agente público, prevalecendo-se do cargo;
Bfalsificação de documento particular, majorado por ter sido praticado por agente público, prevalecendo-se do cargo;
Cfalsidade ideológica, majorado por ter sido praticado por agente público, prevalecendo-se do cargo;
Dfalsificação de documento particular, sem majorantes;
Efalsidade ideológica, sem majorantes.
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GabaritoA — falsificação de documento público, majorado por ter sido praticado por agente público, prevalecendo-se do cargo;
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Crimes contra a fé pública – Falsificação de documento público
Gabarito: letra A. O livro mercantil é equiparado a documento público para fins penais, conforme o art. 297, §2º do Código Penal. Assim, a falsificação parcial desse livro por funcionário público que se prevalece do cargo configura o crime de falsificação de documento público com a majorante de sexta parte (art. 297, §1º).
A banca testa o conhecimento sobre a equiparação legal de certos documentos particulares a documentos públicos e a majorante aplicável ao agente público.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O livro mercantil é equiparado a documento público (CP, art. 297, §2º). Tício, como funcionário público, praticou a falsificação prevalecendo-se do cargo, o que atrai a majorante do §1º do mesmo artigo. Portanto, a alternativa descreve corretamente o crime e a causa de aumento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O erro está em classificar o livro mercantil como documento particular. Por lei, ele é equiparado a documento público, o que afasta a tipificação como falsificação de documento particular.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O crime de falsidade ideológica (art. 299 do CP) consiste em alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante em documento, não em falsificar materialmente o documento. Aqui houve falsificação material (alteração do suporte físico), e não inserção de declaração falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Além de o livro mercantil ser equiparado a documento público (e não particular), a majorante pelo cargo deve ser aplicada, pois Tício agiu prevalecendo-se das funções públicas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Incorreta pela mesma razão da alternativa C: a conduta é de falsificação material, não ideológica; além disso, a majorante deve incidir.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a falsa percepção de que o livro mercantil é documento particular. Lembre-se: o CP equipara os livros mercantis a documento público (art. 297, §2º). Questões com essa pegadinha são comuns – sempre verifique se o objeto falsificado está no rol de equiparação.