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Questão de Sistemas Operacionais — Sistemas Operacionais — FGV 2024

Sistemas OperacionaisSistemas Operacionais
Código
fg098462
Banca
FGV
Órgão
TJ-MS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Infraestrutura de Redes
O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) está adquirindo uma solução de hiperconvergência com o objetivo de adequar seu Centro de Dados (CD) a sua nova política de hospedagem de máquinas, em que todas as máquinas serão virtuais. Foi escolhido um hipervisor que é executado em modalidade de kernel, tirando partido da proteção de hardware, e cuja CPU hospedeira permite o uso de múltiplas modalidades para dar aos sistemas operacionais convidados seu próprio controle e desempenho aperfeiçoado.É correto concluir que o TJMS escolheu o(a):
  1. Ahipervisor tipo 0;
  2. Bhipervisor tipo 1;
  3. Chipervisor tipo 2;
  4. Dparavirtualização;
  5. Eemulação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — hipervisor tipo 1;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipervisores e virtualização

Gabarito: letra B. O hipervisor descrito executa em modo kernel, aproveita proteção de hardware e confere aos sistemas convidados seu próprio controle e desempenho otimizado — características típicas de um hipervisor tipo 1 (nativo ou bare-metal), que roda diretamente sobre o hardware real, sem um sistema operacional hospedeiro intermediário. Essa arquitetura oferece maior desempenho e isolamento, sendo a escolha natural para data centers que consolidam servidores.

A questão descreve uma solução de hiperconvergência para um ambiente onde todas as máquinas serão virtuais, exigindo um hipervisor eficiente e de baixa sobrecarga. O hipervisor tipo 1 (também chamado de nativo) encaixa-se perfeitamente, pois é executado no nível de hardware e gerencia diretamente os recursos, conforme explicado no material de apoio: "Hipervisor nativo (ou de tipo I): executa diretamente sobre o hardware do computador real, sem um sistema operacional subjacente."

1Tipo 1 (nativo/bare-metal)
Executa em modo kernel
Acesso direto ao hardware
Múltiplos modos de CPU
Desempenho superior
Uso: data centers, servidores
2Tipo 2 (convidado)
Executa como processo do SO hospedeiro
Desempenho inferior
Uso: estações de trabalho
3Paravirtualização
Técnica, não tipo de hipervisor
SO convidado modificado
Hipervisores
LEVELsoulevel.com.br
Hipervisores: Tipo 1 (nativo/bare-metal) (Executa em modo kernel, Acesso direto ao hardware, Múltiplos modos de CPU, Desempenho superior, Uso: data centers, servidores); Tipo 2 (convidado) (Executa como processo do SO hospedeiro, Desempenho inferior, Uso: estações de trabalho); Paravirtualização (Técnica, não tipo de hipervisor, SO convidado modificado)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Não existe na literatura o termo "hipervisor tipo 0" como uma categoria consolidada. A classificação clássica (Popek e Goldberg) divide hipervisores em tipo 1 (nativo) e tipo 2 (convidado). A alternativa tenta confundir o candidato com uma nomenclatura inexistente.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O hipervisor tipo 1 (nativo) roda em modo kernel, com acesso direto ao hardware e suporte a múltiplos modos de CPU. Ele proporciona desempenho superior e isolamento completo, exatamente o que o enunciado descreve: "executado em modalidade de kernel, tirando partido da proteção de hardware, e cuja CPU hospedeira permite o uso de múltiplas modalidades para dar aos sistemas operacionais convidados seu próprio controle e desempenho aperfeiçoado."

Alternativa C — ❌ Incorreta

O hipervisor tipo 2 (convidado) executa como um processo de um sistema operacional hospedeiro. Ele não roda diretamente em modo kernel de forma nativa, e tem desempenho inferior devido à intermediação do SO hospedeiro. A descrição da questão aponta para características opostas, descartando o tipo 2.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Paravirtualização é uma técnica de virtualização que modifica o sistema operacional convidado para se comunicar diretamente com o hipervisor, visando melhor desempenho. Não se trata de um tipo de hipervisor, mas sim de uma abordagem que pode ser usada por hipervisores tipo 1 ou tipo 2. A questão pergunta qual hipervisor foi escolhido, e a resposta é um tipo, não uma técnica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Emulação simula completamente o hardware, permitindo executar sistemas operacionais de uma arquitetura diferente (ex.: emular um sistema x86 em ARM). É muito mais lenta que a virtualização assistida por hardware e não é adequada para um data center de máquinas virtuais da mesma arquitetura. O enunciado menciona proteção de hardware e múltiplos modos de CPU, indicando virtualização nativa, não emulação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir o candidato com o termo "tipo 0" (inexistente) ou com paravirtualização. Fique atento: o texto destaca execução em modo kernel e proteção de hardware — marcas registradas do hipervisor tipo 1. Memorize a diferença: tipo 1 = bare-metal, tipo 2 = hosted.

Gabarito: letra B — hipervisor tipo 1.

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