Questão de Redes de Computadores — NAT (Network Address Translation) — FGV 2024
Redes de Computadores›NAT (Network Address Translation)
Código
fg098505
Banca
FGV
Órgão
TJ-MS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Nível Superior - Analista de Sistemas Computacionais - Analista de Segurança de TI
Bruna, analista de rede do TJMS, foi acionada via Help Desk devido a uma questão relacionada a aplicações P2P, em que qualquer par A participante deve poder iniciar uma conexão TCP com qualquer outro par B participante. Contudo, o problema é que, se o par B estiver por trás de um NAT, não poderá agir como um servidor e aceitar conexões TCP.Para contornar o problema, Bruna pode utilizar a técnica de:
ANAT dinâmico para fazer a tradução 1:1;
BNAT estático para fazer a tradução 1:1;
CNAT dinâmico para fazer a tradução 1:N;
Dtradução da conexão para fazer o NAT reverso;
Ereversão de conexão para fazer a travessia de NAT.
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GabaritoE — reversão de conexão para fazer a travessia de NAT.
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NAT Traversal em Aplicações P2P
Gabarito: letra E. A técnica de reversão de conexão (também conhecida como reverse connection ou NAT traversal) permite que um dispositivo atrás de NAT inicie uma conexão TCP para um peer externo, estabelecendo um caminho bidirecional que contorna a impossibilidade de receber conexões de entrada. É a solução clássica para aplicações P2P quando um dos participantes está atrás de um NAT.
A questão aborda o problema fundamental de que um NAT tradicional bloqueia conexões TCP de entrada, impedindo que um par B (atrás do NAT) atue como servidor. Para resolver isso sem configurar manualmente cada NAT, utiliza-se a reversão de conexão: o par B inicia uma conexão TCP para o par A, e essa conexão é então usada para comunicação nos dois sentidos. Esse é um dos métodos de NAT traversal (travessia de NAT), essencial para aplicações P2P, VoIP e jogos online.
Alternativa A — ❌ Incorreta
NAT dinâmico 1:1 faz o mapeamento temporário de um IP privado para um IP público, mas não resolve o problema de receber conexões de entrada sem configuração adicional. Não é a técnica padrão para travessia de NAT em P2P.
Alternativa B — ❌ Incorreta
NAT estático 1:1 mapeia fixamente um IP privado para um público, permitindo que o host atrás do NAT seja servidor, mas exige configuração manual para cada host e não escala para cenários P2P dinâmicos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
NAT dinâmico 1:N (NAPT) é o NAT residencial típico, que traduz muitos IPs privados para um único IP público usando portas. Por definição, não permite conexões de entrada não solicitadas, justamente o problema citado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Tradução da conexão para fazer o NAT reverso não é um termo técnico padrão. Pode remeter a port forwarding ou reflexão NAT, mas não descreve a abordagem correta para P2P, que é a reversão de conexão.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reversão de conexão para fazer a travessia de NAT é exatamente a técnica descrita. O par atrás do NAT (B) conecta-se ativamente ao par externo (A), invertendo o papel cliente-servidor. Uma vez estabelecida a conexão de saída, ela é mantida e pode ser usada para tráfego bidirecional, resolvendo o problema de iniciar conexões a partir de qualquer par.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se de que a conexão reversa é o princípio do TCP hole punching: ambas as partes atrás de NATs podem se conectar simultaneamente a um ponto de encontro (rendezvous server) e depois usar a conexão estabelecida para comunicação direta.