Questão de Estatística — Distribuição t de student — FGV 2024
Estatística›Distribuição t de student
Código
fg098844
Banca
FGV
Órgão
TJ-MS
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Técnico de Nível Superior - Estatístico - Estatística
Uma distribuição de probabilidades é usada para determinar a média de uma população, a partir de uma amostra. Nesse problema, não se sabe qual é a média ou o desvio padrão da população, mas ela deve ser normal. Considere que o tamanho da amostra é igual a nove, e se deseja testar uma hipótese com 5% de significância. Dois estatísticos utilizam duas distribuições diferentes. O estatístico Tiago utiliza a distribuição t de Student e o estatístico Nelson utiliza a distribuição normal.Se o valor da estatística teste obtido é exatamente igual a 2 para o problema analisado, é correto afirmar que ao testar a hipótese estatística:Obs. Considere os valores críticos da estatística t de Student t₈;₅%=2,3 e da estatística normal Z₅%=1,96.
ANelson chegará à conclusão correta e Tiago, à incorreta;
BNelson chegará à conclusão incorreta e Tiago, à correta;
CNelson e Tiago chegarão a conclusões corretas;
DNelson e Tiago chegarão a conclusões incorretas;
ENelson e Tiago não chegarão a conclusões por insuficiência de dados.
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GabaritoB — Nelson chegará à conclusão incorreta e Tiago, à correta;
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Teste de hipóteses para a média: distribuição t de Student vs. distribuição normal
Gabarito: letra B. Com amostra pequena (n = 9) e desvio padrão populacional desconhecido, a distribuição correta é a t de Student com n − 1 = 8 graus de liberdade. O valor crítico t₈;₅% = 2,3 é maior que a estatística observada (2), então Tiago não rejeita H₀. Nelson, usando a normal (Z₅% = 1,96), rejeitaria H₀, pois 2 > 1,96 — conclusão incorreta, pois a aproximação normal não é adequada para amostras pequenas com σ desconhecido.
A questão explora a distinção fundamental entre os testes z e t. Quando o desvio padrão populacional (σ) é desconhecido — como no enunciado —, a estatística de teste não segue distribuição normal, mas sim a distribuição t de Student, com n − 1 graus de liberdade. Isso ocorre porque, ao estimar σ pelo desvio padrão amostral (s), introduz-se variabilidade adicional, que é capturada pela cauda mais pesada da distribuição t. Para amostras pequenas (n < 30), essa diferença é crucial: os valores críticos da t são maiores que os da normal, refletindo a maior incerteza.
Aqui, com n = 9, temos 8 graus de liberdade. O valor crítico fornecido é t₈;₅% = 2,3. Como a estatística observada é 2,0, e 2,0 < 2,3, a estatística não cai na região crítica — portanto, Tiago não rejeita a hipótese nula. Já Nelson, usando a normal, compara 2,0 com Z₅% = 1,96. Como 2,0 > 1,96, ele rejeitaria H₀. Mas essa rejeição é incorreta, pois a aproximação normal não é válida para amostra pequena com σ desconhecido. A conclusão correta é a de Tiago: não rejeitar H₀.
A pegadinha está em comparar diretamente a estatística observada com os dois valores críticos sem considerar qual distribuição é a apropriada. O candidato que apenas vê que 2 > 1,96 e 2 < 2,3 pode marcar a alternativa correta, mas precisa entender o porquê: a normal só seria adequada se σ fosse conhecido ou se n fosse grande (n > 30, pelo Teorema Central do Limite). Como nenhuma das condições se aplica, a t de Student é a escolha certa.
t de Student (Tiago)
Normal (Nelson)
Não rejeita H₀
[-] Incorreto (2 > 1,96)
[+] Correto (2 < 2,3)
Rejeita H₀
—
—
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que Nelson chegará à conclusão correta e Tiago, à incorreta. É exatamente o oposto: Nelson, ao usar a normal, rejeita H₀ indevidamente (conclusão incorreta), enquanto Tiago, com a t, não rejeita H₀ (conclusão correta). O erro está em considerar a normal como adequada para amostra pequena com σ desconhecido.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Nelson, usando a normal, compara 2,0 com Z₅% = 1,96 e rejeita H₀ — conclusão incorreta, pois a aproximação normal não é válida. Tiago, com a t de Student (t₈;₅% = 2,3), não rejeita H₀, pois 2,0 < 2,3 — conclusão correta. A alternativa espelha exatamente a aplicação correta das duas distribuições.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que ambos chegarão a conclusões corretas. Isso só seria possível se as duas distribuições levassem à mesma decisão, o que não ocorre: Nelson rejeita H₀ (2 > 1,96) e Tiago não rejeita (2 < 2,3). As conclusões são opostas, e apenas a de Tiago é correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que ambos chegarão a conclusões incorretas. Tiago, usando a distribuição correta (t de Student), chega à conclusão correta (não rejeitar H₀). Portanto, a afirmação é falsa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que não há dados suficientes para concluir. Os dados são suficientes: temos o tamanho da amostra (n = 9), o nível de significância (5%) e os valores críticos de ambas as distribuições. A decisão é determinística a partir da comparação da estatística observada com o valor crítico da distribuição adequada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca fornece os valores críticos de duas distribuições para induzir o candidato a comparar a estatística (2) com ambos e escolher com base em qual "passa" ou "não passa". O erro clássico é usar a normal (Z = 1,96) sem verificar se ela é aplicável. Lembre-se: com σ desconhecido e n pequeno, a t de Student é a distribuição correta — a normal só se aplica com σ conhecido ou n > 30. Aqui, Tiago (t) está certo e Nelson (Z) errado.
PEGA ESSA DICA!
Para decidir entre z e t, pergunte-se: (1) o desvio padrão populacional é conhecido? Se não, use t. (2) O tamanho da amostra é grande (n > 30)? Se sim, a normal pode ser usada como aproximação. Nesta questão, σ é desconhecido e n = 9, então a resposta é t de Student. Grave essa sequência de verificação — ela resolve a maioria das questões de teste de hipóteses para a média.