Técnico de Nível Superior - Psicólogo - Psicologia
Para o direito penal, o estudo das falsas memórias possui particular importância na medida em que impacta decisões judiciais. Muitas vezes, a certeza sobre os fatos é buscada em depoimentos testemunhais das vítimas, sobretudo em casos de crimes que ocorrem no âmbito privado.Sobre as falsas memórias, é correto afirmar que:
Asão atos conscientes equivalentes a mentiras;
Bsão decorrência de transtornos neurocognitivos;
Cpodem ser distorções de uma memória original;
Dsão aquelas implantadas pela própria pessoa;
Epodem ser lembranças de experiências factuais.
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GabaritoC — podem ser distorções de uma memória original;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Falsas Memórias
Gabarito: letra C. As falsas memórias são lembranças que a pessoa acredita serem verdadeiras, mas não correspondem aos fatos reais. Elas podem ser distorções de uma memória original (alteração de detalhes) ou memórias completamente implantadas por sugestão externa (conforme estudos de Elizabeth Loftus). O texto de apoio diferencia claramente falsa memória de mentira: a falsa memória é involuntária e a pessoa crê nela, enquanto a mentira é consciente.
Falsas memórias
1Definição
Lembrança que a pessoa crê verdadeira
Não corresponde aos fatos reais
Involuntária (difere da mentira)
2Origem
Distorção de memória original
Implantação por sugestão externa
3Características
Pessoas sem transtornos podem ter
Estudos de Elizabeth Loftus
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as falsas memórias são "atos conscientes equivalentes a mentiras". O texto de apoio afirma o oposto: "As falsas memórias se diferenciam da mentira, essencialmente, porque, nas primeiras, o agente crê honestamente no que está relatando, pois a sugestão é externa (ou interna, mas inconsciente)". Portanto, não são conscientes nem equivalentes a mentiras.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere que as falsas memórias decorrem necessariamente de "transtornos neurocognitivos". A literatura sobre falsas memórias demonstra que pessoas sem qualquer transtorno podem desenvolvê-las por meio de sugestão (ex.: experimentos de Loftus). A afirmação é restritiva demais.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta: as falsas memórias "podem ser distorções de uma memória original". Conforme o texto, é possível "mudar detalhes de uma memória" ou criar inteiramente uma falsa memória. A distorção de uma memória original é uma das formas de manifestação das falsas memórias.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que as falsas memórias "são aquelas implantadas pela própria pessoa". Embora haja casos de auto-sugestão, o conceito central de falsa memória envolve a implantação por fonte externa (sugestão de outra pessoa). O texto enfatiza a implantação externa: "uma informação enganosa tem o potencial de criar uma memória falsa". A alternativa é imprecisa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que falsas memórias "podem ser lembranças de experiências factuais". Isso é contraditório: falsas memórias são, por definição, lembranças de eventos que não ocorreram ou que foram distorcidos. Lembranças de experiências factuais são memórias verdadeiras.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar falsa memória de mentira, lembre-se: na falsa memória a pessoa acredita na veracidade do que recorda (inconsciente); na mentira ela sabe que está distorcendo a verdade (consciente). Nos concursos, a banca costuma cobrar essa diferença.