Questão de Matemática — Geometria Espacial — FGV 2024
- Código
- fg099236
- Banca
- FGV
- Órgão
- TJ-MT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Engenharia Elétrica
- A3√3.
- B√3.
- C√2.
- D3√2.
- E√6.
GabaritoD — 3√2.
Gabarito: letra D (3√2). Para proteger uma instalação prismática de base quadrada com lado 3, o captor deve estar no centro da base, e o ponto mais distante a proteger é o vértice superior do prisma. A altura mínima do captor é a altura do cone de proteção que tangencia esse vértice, calculada pela relação , resultando em .
O para-raios tipo Franklin protege uma região cônica ao seu redor, com o captor no vértice do cone. O ângulo de proteção é o ângulo entre o eixo vertical do cone e sua geratriz. Para proteger toda a instalação, o cone deve envolver completamente o prisma, ou seja, a geratriz do cone deve passar pelo ponto mais distante do captor — que, no caso de um prisma de base quadrada, é o vértice superior mais afastado do centro.
A distância horizontal do centro da base até o vértice do prisma é a metade da diagonal da base quadrada. Para um quadrado de lado 3, a diagonal é , e a metade é . No triângulo retângulo formado pela altura do captor, essa distância horizontal e a geratriz do cone, temos:
Portanto, . Mas atenção: o ponto mais distante a proteger não é o vértice da base, e sim o vértice superior do prisma. A distância horizontal do centro da base até esse vértice é a mesma (), mas a altura do cone deve ser medida a partir do topo do prisma. Como o captor está acima do prisma, a altura mínima do captor (a partir da base do prisma) é a altura do prisma somada à altura do cone acima dele. Como a questão não fornece a altura do prisma, a interpretação correta é que o captor deve estar a uma altura tal que o cone de proteção tangencie o vértice superior. A altura mínima do captor, medida a partir da base, é a altura do cone, que é .
A pegadinha está em considerar apenas a distância horizontal até o vértice da base, esquecendo que o ponto mais distante é o vértice superior. A altura do captor deve ser tal que a geratriz do cone passe por esse vértice, e a relação correta é , onde é a distância horizontal do centro ao vértice. Como , a altura do cone acima do prisma é . No entanto, a altura mínima do captor, considerando que ele está no topo do prisma, é a altura do prisma mais essa altura do cone. Como a altura do prisma não é dada, a interpretação da banca é que a altura mínima do captor é a altura do cone que protege o vértice superior, que é .
O valor não corresponde a nenhuma relação direta com o problema. Se o aluno calculasse a diagonal da base () e multiplicasse por algo, ou confundisse com a altura de um triângulo equilátero, chegaria a esse valor. Não há base geométrica para essa resposta.
O valor é muito pequeno para proteger um prisma de lado 3. Esse valor poderia surgir de uma confusão com a altura de um triângulo equilátero de lado 2, ou de um erro ao simplificar a expressão correta. Não protege a instalação.
O valor também é insuficiente. Poderia ser uma confusão com a diagonal de um quadrado de lado 1, ou um erro ao calcular a metade da diagonal da base. Não há relação com a altura necessária.
A altura mínima do captor é . A distância do centro da base ao vértice do prisma é a metade da diagonal da base: . Como o ângulo de proteção é 45°, a altura do cone deve ser igual a essa distância horizontal, pois . Portanto, a altura do captor é .
O valor não tem relação com o problema. Poderia surgir de um erro ao calcular a diagonal da base ou de uma confusão com a área da base. Não é a altura correta.
A banca explora a confusão entre a distância horizontal do centro ao vértice da base () e a altura do captor. Muitos candidatos calculam apenas a metade da diagonal e esquecem que o ponto mais distante é o vértice superior do prisma, o que exige uma altura maior. A chave é perceber que a altura do cone deve ser igual à distância horizontal, pois , resultando em .
Gabarito: letra D
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