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Questão de Direito Penal — Peculato — FGV 2024

Direito PenalPeculato
Código
fg100141
Banca
FGV
Órgão
TJ-RR
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário
Caio, agente público no Estado Alfa, apropriou-se, dolosamente e em proveito próprio, de um automóvel público de que tinha a posse em razão do cargo ocupado. O referido servidor assim agiu com o objetivo de vender o bem móvel no mercado paralelo, angariando fundos para deixar o país.Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Caio responderá pelo crime de
  1. Aexercício arbitrário das próprias razões.
  2. Bcondescendência criminosa.
  3. Cadvocacia administrativa.
  4. Dexcesso de exação.
  5. Epeculato.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — peculato.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direito Penal — Peculato

Gabarito: letra E. Caio, funcionário público, apropriou-se dolosamente de automóvel público de que tinha a posse em razão do cargo, com o objetivo de vendê-lo em proveito próprio. Essa conduta se enquadra perfeitamente no crime de peculato previsto no art. 312 do Código Penal (modalidade peculato-apropriação).

Art. 312CP

Art. 312 — "Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa."

A banca testa o conhecimento das figuras típicas do Título XI (crimes contra a administração pública) e sua correta identificação com os fatos narrados.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 CP) exige que o agente faça justiça pelas próprias mãos para satisfazer pretensão, o que não ocorre aqui. Caio não está resolvendo um conflito — está se apropriando do bem para obter vantagem.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Condescendência criminosa (art. 320 CP) é deixar de responsabilizar subordinado que cometeu infração. A conduta de Caio é ativa e pessoal; não há relação de tolerância com crime alheio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Advocacia administrativa (art. 321 CP) é patrocinar interesse privado perante a administração pública, valendo-se da condição de funcionário. Caio não está patrocinando interesse de terceiro, mas apropriando-se do bem.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Excesso de exação (art. 316, §1º CP) é exigir tributo ou contribuição social que sabe indevido, ou cobrar valor superior ao devido. Não há relação com a apropriação de bem móvel.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Caio, funcionário público, apropriou-se de bem móvel público (automóvel) de que tinha posse em razão do cargo, agindo dolosamente e em proveito próprio. Isso é a descrição literal do caput do art. 312 (peculato-apropriação). A finalidade de vender o bem no mercado paralelo para angariar fundos e deixar o país confirma o proveito próprio.

Gabarito: letra E.

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