Questão de Banco de Dados — Formas normais — FGV 2024
Banco de Dados›Formas normais
Código
fg100803
Banca
FGV
Órgão
TRF - 1ª REGIÃO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Análise de Dados
Na teoria do processo de normalização em bancos de dados relacionais, o conceito de chave é definido por “um conjunto de uma ou mais colunas, tal que não possa haver duas linhas, t1, t2, cujos valores presentes nessas colunas sejam idênticos em t1 e t2”.Nesse contexto, considere uma tabela T, com colunas A, B, C e D, para as quais são válidas as seguintes dependências funcionais:A -> B B -> C B -> D C -> B Supondo que, adicionalmente, a dependência funcional C -> A seja válida, é correto concluir que, obrigatoriamente, a tabela T deve ser:
Adeclarada com duas chaves distintas;
Bdeclarada com três chaves distintas;
Cdeclarada com uma chave apenas;
Dparticionada em duas tabelas;
Eparticionada em três tabelas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — declarada com três chaves distintas;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Dependências Funcionais e Chaves Candidatas
Gabarito: letra B. Com as dependências funcionais (DFs) fornecidas, a tabela T possui obrigatoriamente três chaves candidatas: A, B e C. Cada um desses atributos, isoladamente, determina funcionalmente todos os demais, e nenhum subconjunto próprio é suficiente, caracterizando três chaves distintas.
Análise das dependências
As DFs dadas são:
A → B
B → C
B → D
C → B
C → A (adicional)
Aplicando transitividade e equivalência:
A → B e B → C ⇒ A → C
B → C e C → A ⇒ B → A
C → B (dado)
Portanto, A, B e C são equivalentes: cada um determina os outros dois.
D é dependente de B (B → D) e, por transitividade, também de A e C.
Chaves candidatas
Uma chave candidata é um conjunto mínimo de atributos que determina todos os atributos da tabela. Verificamos:
A: A → {B, C, D} (via DFs), logo A determina tudo. Como A é único, é mínimo → chave candidata.
B: B → {C, A, D} (B → C, C → A, B → D) → chave candidata.
C: C → {A, B, D} (C → A, C → B, B → D) → chave candidata.
D: D não aparece no lado esquerdo de nenhuma DF, logo não determina qualquer outro atributo e não é chave.
Assim, três chaves distintas (A, B, C) são obrigatoriamente exigidas pela teoria da normalização.
Análise das alternativas
✅ Alternativa B — Correta ⟵ GABARITO. Três chaves candidatas (A, B, C) são identificadas.
❌ Alternativa A — Incorreta. Não são apenas duas; há três chaves.
❌ Alternativa C — Incorreta. Não é uma única chave; há três.
❌ Alternativa D — Incorreta. Não há necessidade de particionar a tabela (as dependências não geram anomalias que exijam partição; a relação está ao menos na 3FN? Não é o foco da questão).
❌ Alternativa E — Incorreta. Da mesma forma, não se exige partição em três tabelas.
PEGA ESSA DICA!
Para encontrar chaves candidatas, derive o fecho de cada atributo (ou conjunto) usando os axiomas de Armstrong. Atributos que nunca aparecem à esquerda de uma DF (exceto quando determinam a si mesmos) não podem ser chave. Nesta questão, o ciclo A→B→C→A gera equivalência entre os três.